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Microsoft informa : entra Skype no lugar do Messenger ...

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Microsoft fecha Messenger a 15 de março

Publicado às 20.32

 
 
foto REUTERS
Microsoft fecha Messenger a 15 de março
 

A Microsoft anunciou esta quarta-feira que vai encerrar o serviço de conversação online Messenger a 15 de março, reiterando o pedido aos utilizadores daquele serviço para transitarem até lá para o Skype.
"[Os utilizadores] Serão capazes de trocar mensagens instantâneas e fazer conversas em vídeo como antes, e descobrir também novas formas de conversação através de telemóvel e 'tablet'", disse a Microsoft em mensagem hoje divulgada.
Numa publicação recente no blogue do Windows Live Messenger, sob o título "O próximo capítulo" para a rede do Messenger, o gestor do serviço, Brian Hall, disse que "muito mudou para as mensagens instantâneas e para o Messenger" nos últimos anos, referindo-se à forma como as pessoas passaram a utilizar redes como o Facebook e como o Twitter.
"Estamos agora a encorajar todos os utilizadores de Messenger a atualizarem-se ao descarregar a última versão do Skype. Nos meses vindouros, vamos retirar as aplicações do Messenger para todas as regiões mundiais exceto para a China continental", escreveu em novembro passado o gestor da aplicação.
Noutro blogue, o presidente da divisão do Skype, Tony Bates, adiantou que o Messenger e a aplicação de comunicações telefónicas estão a "juntar-se" e que daqui em diante "milhões de utilizadores do Messenger serão capazes de falar com os seus amigos no Skype".
"O nosso objetivo continua a ser fornecer a melhor experiência de comunicação a todos, em todo o lado. Queremos focar os nossos esforços em fazer com que as coisas sejam mais simples para os nossos utilizadores, enquanto melhoramos a experiência geral. Vamos retirar o Messenger em todos os países no primeiro trimestre de 2013 (exceto na China continental)", esclareceu Tony Bates.
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INTERNET sofre bullyng na ONU... A Internet é liberal demais para alguns governos


ONU abre conferência de telecom em meio a temor por liberdade na internet

Atualizado em  3 de dezembro, 2012 - 19:14 (Brasília) 21:14 GMT
Internet (Foto: AP)
Encontro em Dubai vai debater normas e padrões da web
Representantes de 193 governos, incluindo o Brasil, estão reunidos a partir desta segunda-feira em Dubai para discutir normas que padronizem e regulamentem as telecomunicações, em meio a temores de que os resultados afetem a liberdade da Internet.
O Google está entre os principais opositores de possíveis limitações à "internet livre". A União Europeia, por sua vez, defende que o atual sistema de regulação funciona. "Se não está quebrado, não há o que consertar", disseram representantes do bloco.
Já a ONU, organizadora da conferência em Dubai, alega que seu objetivo é apenas "mitigar tais temores" e afirma que é preciso "ampliar o acesso à rede".
"A verdade brutal é que a internet permanece sendo em grande parte um privilégio de ricos. Queremos mudar isso", disse Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), braço da ONU responsável pelo evento.
Na abertura do seminário, Touré declarou que a liberdade da internet "não será coibida ou controlada" e afirmou que o argumento é uma forma "barata" de criticar a conferência.

Governança na web

As origens da UIT remontam a 1865, antes mesmo da ONU. Na época, o foco eram os telegramas, mas nas décadas seguintes os governos estenderam sua atuação para outras tecnologias de comunicação, como padrões internacionais de redes de telefonia.
Agora, um evento internacional - a Conferência Mundial em Telecomunicações (Wcit, na sigla em inglês) - tentará supervisionar uma regulação internacional no setor, algo inédito desde 1988.
Há cerca de 900 propostas em discussão, incluindo o bloqueio de spams, cortes em taxas de roaming de celulares e formas de priorização de ligações de emergência.
O tratado resultante das discussões será transformado em lei internacional, mas a própria UIT reconhece que não há nenhum mecanismo legal que force os países a cumprir as regras acertadas.

Quem supervisiona a internet

Nenhuma organização está "no comando" da internet, mas os seguintes grupos garantem seu funcionamento:
Força-Tarefa de Engenharia da Internet (IETF)
Encarregada de produzir documentos técnicos para influenciar como as pessoas "desenham", usam e gerenciam a web
Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann)
Órgão que define políticas de domínios e IPs (protocolos de internet) e que garante que o sistema de identificação da internet permaneça seguro
Autoridade de Números Designados da Internet (Iana)
Designa os finais dos endereços da internet e coordena a alocação de IPs. Atualmente funciona como um departamento da Icann
Sociedade da Internet (Isoc)
Grupo que faz lobby com governos para garantir que os padrões técnicos da web sejam abertos e não uma propriedade. Também promove a liberdade de expressão.
Conselho de Arquitetura da Internet (IAB)
Supervisiona o processo usado para criar padrões de internet e avalia queixas sobre como eles são executados.
Fórum de Governança na Internet (IGF)
Fórum criado pela ONU em que governos, negócios, universidades e outras organizações possam dialogar.
Outro empecilho é a falta de acordo entre os países, o que deve dificultar um consenso em torno de uma lei internacional.
Os EUA - atualmente o país apontado como o mais influente na regulamentação da internet - disse que algumas das propostas em debate são "preocupantes" por sugerirem que a UIT participe da governança da web (hoje a cargo da ONG Icann, que tem vínculos com o Departamento de Comércio americano; a UIT nega ter interesse em participar do gerenciamento da web).
"Há recomendações de uma abordagem invasiva de governos quanto ao gerenciamento de conteúdo da web. Isso vai contra tudo o que acreditamos, em termos de democracia e oportunidades individuais e vamos nos opor contra qualquer proposta dessa natureza", disse o embaixador americano ao Wcit, Terry Kramer, na semana passada.
A UIT nega que planeje participar da governança da web.

'Direitos iguais' e censura

Kramer citou uma proposta da Rússia, segundo a qual Estados-membros deveriam ter "direitos iguais no gerenciamento da internet" - para os EUA, isso abriria as portas para a censura na internet.
No entanto, segundo um recente editorial do jornal The Moscow Times, a Rússia já introduziu uma "lista negra" de sites banidos no país, sem a necessidade de cumprir um tratado internacional.
Outra preocupação levantada pela conferência é que sites com grande volume de acessos sejam obrigados a pagar taxas para usar a rede de operadoras de telecom.
A Associação Europeia de Redes de Operadoras de Telecom, que representa multinacionais como Telefónica, Orange e Deutsche Telekom - tem feito lobby por um modelo para taxar transmissões de vídeos online, por exemplo.
Kramer indicou que "vários Estados árabes" apóiam a ideia. Mas os EUA e a União Europeia são contra.

Maioria

Toure, em discurso na abertura da conferência em Dubai
Toure (discursando acima na abertura do evento) diz que governança não será afetada
A UIT tem insistido em que qualquer mudança na gestão da web deve ser aprovada sob consenso, e não apenas por uma maioria.
Mas nem mesmo tal proposta é totalmente aceita pelos participantes.
"A Internet funciona e não precisa ser regulada por um tratado", tuítou Neelie Kroes, comissária digital da União Europeia.
Opinião semelhante foi dada por Vint Cerf, cientista da computação responsável por alguns dos principais protocolos da web e hoje figura importante no Google. Disse ele à rede de TV americana CNN: "Um sistema de regulamentação controlado por Estados não só é desnecessário como aumenta custos e interfere com o crescimento rápido e orgânico que vemos na internet desde os anos 1990".
O Google, por sua vez, criticou também o fato de "apenas governos terem voz na UIT. Engenheiros, empresas e as pessoas que construíram e usam a web não têm voto".
A crítica foi rejeitada por Touré, alegando que todos estão participando da conferência (que se estende até 14 de dezembro).
"Desafiaremos (os críticos) a trazer suas questões à discussão. A questão da governança da internet não terá lugar aqui. Achamos que o ambiente será completamente diferente do que eles esperam", afirmou o secretário-geral.

As letras, as locuções, os conteúdos de regulamentos, portarias, constituições perdem valor diante das sintaxes da ideologia...


Assembleia Nacional da Venezuela aprova adiamento da data da posse de Chávez

Diosdado Cabello, presidente da Casa, anunciou a aprovação do pedido enviado por aliados de Chávez, que se recupera de cirurgia contra um câncer em Cuba

iG São Paulo  - Atualizada às 

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na noite de terça-feira (8) um pedido feito pelos aliados do presidente Hugo Chávez para adiar sua cerimônia de posse, programada para ocorrer na quinta-feira (10). Chávez está em Havana, Cuba, se recuperando de uma complexa cirurgia contra um câncer e não poderá comparecer ao juramento . O presidente sofreu complicações na operação e está com infecção pulmonar .
AP
Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, faz anúncio enquanto segura a Constituição do país (8/1)

Os deputados da Assembleia votaram a favor de dar a Chávez o tempo necessário para sua recuperação. Reeleito em outubro para seu quarto mandato, o que lhe permitiria ficar no poder até 2019, ele não é visto em público desde a última operação, há um mês.
O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello , disse que, embora "para alguns" o dia 10 de janeiro seja uma data imutável para a posse, não é a primeira vez no país que a cerimônia se realiza em uma data diferente. Nesse sentido, lembrou do ano de 2000, quando o Chefe de Estado fez o juramento no dia 19 de agosto.
Cabello fez referência a líderes da oposição que na terça-feira enviaram uma carta à Organização dos Estados Americanos (OEA) alertando que a mudança da data da posse representava um "rompimento constitucional". Henrique Capriles, derrotado por Chávez nas eleições de outubro, defendeu que a Suprema Corte decidisse sobre a disputa entre a oposição e o governo venezuelano sobre se a posse poderia ser legalmente adiada. A Suprema Corte da Venezuela dará uma coletiva às 11h (horário de Brasília).
Na terça, Cabello leu um comunicado do vice-presidente Nicolás Maduro anunciando que Chávez não tomaria posse para seu quarto mandato na quinta. Segundo Maduro, a equipe médica encarregada da saúde do líder venezuelano indicou que sua recuperação pós-cirúrgica deve estender-se.
A oposição sustenta que, como Chávez não vai comparecer à cerimônia no dia 10, deveria ser acionado o dispositivo constitucional que prevê que, caso o presidente não tome posse, o Parlamento precisa declarar sua ausência temporária e uma equipe médica deve avaliar se ele tem condições de governar. Nesse cenário, a presidência seria assumida interinamente por Cabello, e, havendo uma negativa da equipe médica, novas eleições seriam convocadas em 30 dias. "Estão errados (os opositores), ao pedirem que eu mesmo assuma a presidência", disse Cabello.
Enquanto isso, o governo caracterizou a cerimônia como uma mera "formalidade" e disse que a oposição interpretou incorretamente a Constituição. 
Constituição
A disputa entre governo e oposição gira em torno de seis artigos da Constituição do país - o mais polêmico deles o que fixa no dia 10 de janeiro a posse do presidente eleito. A primeira frase diz que nesse dia ele tem que prestar juramento perante a Assembleia Nacional, mas a segunda abre um parêntesis: se por algum motivo imprevisto isso não for possível, ele poderá fazê-lo perante o Supremo Tribunal de Justiça.
A oposição diz que a data da posse é uma só e não pode ser mudada - vale tanto para a cerimônia na Assembleia Nacional, quanto para a do Supremo Tribunal de Justiça. Ou seja, Chávez tem que assumir no dia 10 se quiser continuar sendo presidente. Já o governo diz que a Constituição não estabelece prazo. Na sua interpretação, diante de um imprevisto, o presidente eleito pode jurar perante o Supremo Tribunal de Justiça a qualquer hora em qualquer lugar.
Teoricamente, Chávez poderia assumir daqui a um ano na embaixada venezuelana em Havana, que é considerada território nacional, se os 32 juízes estiverem presentes. Caberia a sete juízes da Câmara Constitucional, do Supremo, decidir qual das duas interpretações é a válida.
O governo diz que, no caso de Chávez, aplica-se o Artigo 235 da Constituição, que obriga o presidente a pedir autorização à Assempleia Nacional para ausentar-se por mais de cinco dias - o que o presidente fez antes de embarcar para Cuba. A tese foi defendida por Maduro e Cabello, pois, segundo eles, Chávez já é presidente há 14 anos e pode dar continuidade ao governo sem cumprir a formalidade do juramento. Os governistas apelam para o artigo 5 da Constituição, que diz que "os órgãos do Estado" estão submetidos à vontade popular e que o povo, nas eleições, votou por Chávez.
Já a oposição cita o Artigo 234 da Constituição sobre a "falta temporária" do presidente. Nesse caso, ele é substituído pelo vice por até 90 dias. O prazo pode ser prorrogado por outros 90 dias pela Assembleia Nacional, que também pode qualificar a ausência do presidente como "absoluta".
São consideradas “faltas absolutas” a morte, renúncia, destituição, revogação popular do mandato e incapacidade física ou mental permanente, certificada por uma junta médica, designada pelo Supremo Tribunal de Justiça, com a aprovação da Assembleia Nacional. A Constituição, em seu Artigo 235, diz que se a falta absoluta ocorrer nos primeiros quatro anos de governo terão de ser convocadas eleições presidenciais em 30 dias.
Ao anunciar a terceira recorrência do câncer , Chávez disse que, se ficasse incapaz de exercer a presidência, Maduro deveria assumir seu lugar e concorrer nas eleições para substituí-lo. Capriles disse, porém, que "Maduro não foi eleito".
Com informações da Agência Brasil, da BBC e do jornal El Universal