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terça-feira, 14 de maio de 2013

A morte posa para a eternidade em uma foto com a delicadeza de um abraço

ELIANE BRUM - 13/05/2013 09h56 - Atualizado em 13/05/2013 12h47
TAMANHO DO TEXTO

Um abraço em Bangladesh

Quando uma fotografia nos arranca da cômoda posição de espectadores distantes e nos obriga a olhar para ver

ELIANE BRUM
Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista. Autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua  -  (Foto: Lilo Clareto/Divulgação)
Uma mulher chamada Taslima Akhter esgueirava-se pelos escombros da fábrica de roupas que desabou em Bangladesh, em 24 de abril, quando os viu. Como descrever o que ela, fotógrafa e ativista bengalesa, viu? Taslima registrou, fez uma fotografia que girou o mundo nos últimos dias e se tornou o símbolo do que não pode ser esquecido. E talvez o que se possa dizer é que o que ela viu nos obriga a ver. Ver mesmo. Não como costumamos assistir às imagens das grandes tragédias ou examinar a galeria de fotos de corpos e de rostos distorcidos das vítimas e das faces desesperadas dos familiares, numa solidariedade difusa, mas distante, que nos permite trocar de canal ou mudar de página no minuto seguinte. Ver é mais do que isso. É transpor distâncias geográficas e barreiras culturais e ser lançado para perto, bem perto mesmo. Perto o suficiente para se reconhecer num outro rosto, em outros olhos, ainda que fechados porque mortos. E não poder esquecer porque agora eles estão em nós, tatuados em nossa pele invisível. Isso é ver. E é raro quando acontece.
O que Taslima viu pode se inscrever no DNA da humanidade como aconteceu com a foto da menina correndo nua após seu vilarejo ser atingido por uma bomba de napalm durante a Guerra do Vietnã. O que ela viu e documentou foi um último abraço em Bangladesh.
Nos escombros do desabamento do prédio em Bangladesh que matou ao menos 800, um homem e uma mulher foram encontrados abraçados (Foto: Taslima Akhter)

Talvez não houvesse nada para ser dito depois dessa foto. Talvez essa foto exija um silêncio também de letras. Mas, neste caso, silenciar pode significar esquecer que Bangladesh está bem próximo de nós não apenas de modo subjetivo, mas concreto. Próximo o suficiente para estar sobre a nossa pele – a visível. 
É possível que, no momento em que somos alcançados por esse abraço final, alguns estejam vestindo uma roupa feita por este homem, esta mulher ou por algum dos mais de mil mortos do desabamento, um número que não para de crescer. Ou enfiados numa camiseta, num jeans, num vestido, saia ou blusa feita por alguns dos milhões de bengaleses, a maioria mulheres, que, neste exato instante, cortam e costuram, em prédios insalubres, em jornadas extenuantes, em regime semelhante ao de escravidão, as peças que serão vendidas pelas grandes marcas ocidentais, em vitrines brilhantes e assépticas – as peças que serão compradas também por nós.  
Este homem, esta mulher, que se abraçam num útero de terra, concreto e ferros retorcidos, ganhavam, em média, para trabalhar da manhã à noite, dia após dia, costurando roupas para nós, 77 reais por mês.
A força desse último abraço é o que está além do gesto. É a humanidade resgatada que os arranca não dos escombros, mas dos números, para lembrar o que não fomos capazes de ver – ou não quisemos – quando ainda eram vivos e respiravam e sonhavam. Agora os enxergamos, e eles não apenas nos comovem, mas nos assombram. E é crucial que nos assombrem.
Taslima contou à Time:
- Eu tenho feito muitas perguntas a respeito do casal que morreu abraçado. Tenho tentado desesperadamente, mas ainda não achei nenhuma pista a respeito deles. Eu não sei quem são ou qual relação eles tinham. Passei o dia inteiro do desabamento no local, assistindo aos trabalhadores serem retirados das ruínas. Lembro do olhar aterrorizado dos familiares, eu estava exausta mental e fisicamente. Por volta das 2 horas, encontrei um casal abraçado nos escombros. A parte inferior dos seus corpos estava enterrada sob o concreto. O sangue que saía dos olhos do homem corria como se fosse uma lágrima. Quando os vi, não pude acreditar. Era como se eu os conhecesse, eles pareciam muito próximos a mim. Eu vi quem eles foram em seus últimos momentos, quando, juntos, tentaram salvar um ao outro – salvar sua vidas amadas. Cada vez que eu olho para essa foto, me sinto desconfortável. Ela me assombra. É como se eles estivessem me dizendo: “Nós não somos um número, não somos apenas trabalho e vidas baratas. Nós somos humanos como você. Nossa vida é preciosa como a sua, e nossos sonhos são preciosos também”.
No dia anterior ao desabamento, trabalhadores ouviram barulhos semelhantes ao de explosões e entraram em pânico. Um engenheiro examinou os pilares e, vendo as rachaduras, teria pedido ao proprietário que esvaziasse o prédio de oito andares, que abrigava pelo menos cinco confecções na periferia da capital, Daca. O proprietário, Mohammed Shoel Rana, teria dito: “Isto não é uma rachadura, não é um problema”. Os operários foram obrigados a continuar produzindo e as confecções seguiram funcionando. E nenhuma autoridade pública o impediu de abrir as portas do complexo de fábricas no dia seguinte. Este homem é descrito pela imprensa local como um vilão completo, que construiu o prédio expulsando proprietários de terra e corrompendo autoridades (que queriam ser corrompidas), suspeito também de estar envolvido com o tráfico de drogas e de armas.
Seria fácil encontrar apenas um vilão para culpar. Ou mesmo alguns vilões, que já foram presos pela polícia de Bangladesh. O problema, no mundo globalizado, é que, se seguimos a cadeia de produção e de responsabilidades, ela chega a nós. É indecente quando os líderes das grandes grifes ocidentais se mostram escandalizados com a tragédia, sugerindo que não sabiam que era assim que viviam os trabalhadores na ponta do processo produtivo. É igualmente indecente quando alguns anunciam que deixarão de produzir em Bangladesh. Como se, depois dos enormes lucros obtidos por anos de exploração, simplesmente abandonar a cena sem se comprometer com a melhoria das condições de trabalho, de salário e de existência dos trabalhadores que os serviram – alguns deles com a vida – fosse moralmente defensável.
Só valia – e segue valendo a pena – terceirizar a produção em países como Bangladesh porque o trabalho é barato, já que análogo à escravidão. Bangladesh é o segundo exportador mundial na área têxtil, perdendo apenas para a China, porque a mão de obra não custa quase nada. Um estudo do Institute of Global Labour and Human Rights mostrou que uma mesma camisa, se fosse produzida nos Estados Unidos, custaria US$ 13,22. Em Bangladesh custa US$ 3,72. Nos Estados Unidos, o custo da mão de obra corresponderia a 57% do valor total da camisa. Em Bangladesh, corresponde a 6%. É o trabalho que não vale quase nada e por isso a camisa sai muito mais barata para todos, menos para aqueles que vivem e morrem sem valor. É por essa razão que, como sempre se soube, terceirizar a produção em Bangladesh tornou-se um lucrativo negócio para as grandes marcas internacionais. E só deixará de ser se o custo de ter a imagem associada à escravidão e agora à morte de mais de mil pessoas for maior.
Não há espaço para se iludir com supostas boas intenções e lamentos de ocasião. Para as grandes marcas ocidentais e seus muito bem pagos executivos as vidas humanas não parecem importar. O que importa são as cifras. É aí que entramos nós, os consumidores. Bem menos inocentes do que gostaríamos. Também nós gostamos de comprar roupas e qualquer outro produto barato. E torna-se um pouco difícil acreditar que não tínhamos alguma ideia de como nossas roupas eram – e são – feitas. De que, como diz Taslima, a roupa só é barata porque as vidas de quem a produz são tratadas como baratas – tão baratas que podem morrer soterradas nos escombros da fábrica porque outras vidas baratas as substituirão.
É só com a nossa pressão sistemática e cotidiana – e com uma mudança de comportamento – que essa realidade pode mudar. Desde que deixamos, há muito, de comprar diretamente do produtor, que em muitos casos era o nosso vizinho, consumir tornou-se uma responsabilidade muito maior. Querendo ou não, com mais ou menos consciência, cada um de nós está envolvido na tragédia de Bangladesh. E só nós podemos transformar o que hoje é barato em algo tão caro que ninguém ouse tratar uma vida humana como descartável.
Quando catástrofes criminosas como esta acontecem, há um momento em que a máquina do mundo se abre e podemos vislumbrar o quadro completo. Aquele que na maior parte do tempo permanece oculto. Dificilmente ligamos os pontos entre as fábricas nas quais trabalham pessoas em condições sub-humanas às vitrines iluminadas e sedutoras que exibem sonhos de consumo feitos por quem não pode sonhar. Mais difícil ainda é dar um passo a mais para descobrir que o ponto de chegada desse labirinto somos nós mesmos.
É importante lembrar ainda que não é apenas em Bangladesh ou em outros países asiáticos que isso acontece, mas também no Brasil, como conta Renato Bignami, coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo na Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, numa entrevista ao Blog do Sakamoto. Aqui, são os bolivianos os que mais de uma vez são libertados de situações semelhantes à escravidão. Em 2010, duas crianças bolivianas morreram no incêndio de uma confecção no Brás, em São Paulo. Como disse o cientista político André Singer, em sua coluna na Folha de S. Paulo: “Mais dia menos dia o Brasil terá que escolher o tipo de país que deseja ser. Flexibilizar a CLT, aumentar a terceirização, manter a enorme rotatividade atual no emprego e diminuir os salários pode resolver o problema da balança comercial. Mas, se quiser constituir-se numa sociedade digna, terá que descobrir caminho alternativo para enfrentar as agruras de um capitalismo internacional para lá de selvagem”.
Passado o clamor público, tomadas algumas medidas de aparente impacto pelas grandes corporações, a máquina do mundo volta a se fechar. E nós também preferimos esquecer, porque é mais fácil e mais cômodo comprar sem olhar, sem nos informarmos, sem perturbar ou ser perturbado – mais ainda se for bonito e barato. Aqueles que movem o mundo do alto sempre podem contar com o esquecimento que vem logo depois de uma grande comoção. É como se o espasmo fosse o suficiente para nos apaziguar. Negamos com veemência, mas a verdade é que adoramos nos omitir e tocar nossa vida, por uma razão muito pragmática: porque podemos. Pertencemos à parcela minoritária da humanidade que pode viver sem morrer abraçada nos escombros.
Olhar para ver é uma escolha. Sempre mais difícil, a única digna.
Só a poesia alcança a profundidade da vida impressa na morte. O abraço final em uma fábrica de escravos de Bangladesh me lembrou do sertão severino de João Cabral de Melo Neto. Tão longe, tão perto. As vidas baratas são sempre as mesmas vidas, em qualquer geografia, em qualquer tempo. Aquela fábrica sepultou-os em um útero-túmulo. E lá estão os costureiros de nossas roupas vestidos em seu derradeiro traje de terra, o único que lhes coube.

“Essa cova em que estás, com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida. É de bom tamanho, nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio. (...) Será de terra tua derradeira camisa: te veste, como nunca em vida. Será de terra a tua melhor camisa: te veste e ninguém cobiça. (..) Tua roupa melhor será de terra e não de fazenda: não se rasga nem se remenda. Tua roupa melhor e te ficará bem cingida: como roupa feita à medida.”
O abraço final, documentado por Taslima Akhter, nos obriga a enxergar para além dos corpos – e também para além do espetáculo. Não é matéria o que está ali, é o que não está que nos alcança e arrebata antes que possamos escapar. É vida que se imortaliza na morte. Como ela diz, quase podemos escutar as vozes e ouvir os sonhos daqueles dois. Não sabemos (pelo menos não ainda) quem são, mas sabemos que são. Que foram. Não sabemos se eram amantes ou irmãos. Ou apenas colegas de trabalho, companheiros de escravidão. Não sabemos se tentavam salvar um ao outro, ou se compreenderam que não poderiam escapar da morte, e então empreenderam um abraço. Um último gesto humano que os tornou nossos estranhos íntimos.
O próximo gesto humano cabe a nós. Será tardio para eles, em tempo para muitos.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Falta Capital Humano para gerir a Política na América Latina....

terça-feira, maio 14, 2013


GOVERNO DE MADURO ESTÁ PODRE. 


DIVERSOS 


CARGOS SÃO OCUPADOS POR ACUSADOS DE 


VÍNCULOS COM O NARCOTRÁFICO.


No dia 18 de abril de 2013 o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou uma nova edição da Lista Clinton, documento que contém os nomes de empresas e pessoas vinculadas de alguma maneira com o narcotráfico.

Na lista novamente aparecem membros do governo chavista venezuelano, incluindo generais de exército e representantes do PSUV - Partido Socialista Unido da Venezuela, o partido criado pelo finado tiranete Hugo Chávez.

Alguns nomes coincidem com a versão entregue em meses anteriores pelos ex-magistrados venezuelanos Eladio Aponte Aponte e Luiz Velásquez Alvaray. Esses magistrados que se encontram exilados entregam às autoridades americanas dados de atos criminosos que foram encobertos pela Justiça venezuelana totalmente dominada pelo chavismo.

Os mesmos nomes são fornecidos por outra fonte, o supsosto traficante Walid Makled que, em 2010 reevelou ao programa La Noche da TV NTN24, os nomes dos militares e políticos que participaram de seus negócios.

Longe de iniciar uma investigação, o governo de Nicolás Maduro, o usurpador, defende a inocência dos acusados.

EN ESPAÑOL - El 18 de abril de 2013 el Departamento del Tesoro de Estados Unidos publicó una nueva edición de la Lista Clinton, documento que contiene los nombres de empresas y personas vinculadas de alguna manera con el narcotráfico.

En la lista nuevamente aparecen miembros del gobierno chavista venezolano, entre los que se cuentan generales del ejército y representantes del Partido Socialista Unido de Venezuela.

Algunos nombres concuerdan con la versión entregada en meses anteriores por los exmagistrados venezolanos Eladio Aponte Aponte y Luis Velásquez Alvaray, quienes desde el exilio entregan datos de actos criminales que fueron encubiertos en la rama judicial con el auspicio del ejecutivo.

Los mismos nombres son aportados desde la otra vera de la justicia, el presunto narcotraficante Walid Makled reveló en 2010 al programa La Noche de NTN24, los nombres de los militares y políticos que participaron de sus negocios.

Lejos de iniciar una investigación, el estado venezolano ha defendido la inocencia de sus allegados. Del sítio web NTN24

Seleção de Futebol para a Copa das Confederações está convocada....

COPA DAS CONFEDERAÇÕES - 14/05/2013 12h11 - Atualizado em 14/05/2013 13h58
TAMANHO DO TEXTO

Felipão deixa Ronaldinho e Kaká fora da Copa das Confederações

Confira os 23 jogadores convocados pelo técnico para jogar a Copa das Confederações

REDAÇÃO ÉPOCA
Luiz Felipe Scolari (Foto: Marcelo Sayão/EFE)













 O técnico Luiz Felipe Scolari anunciou nesta terça-feira (14), no Rio, a convocação dos 23 jogadores da seleção brasileira que vão participar da Copa das Confederações, em junho. Felipão surpreendeu ao não convocar Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Além disso, chamou Bernard, do Atlético Mineiro, o único jogador que não havia sido escalado para os amistosos que a seleção fez este ano.   
Desde a volta de Felipão, a seleção brasileira já fez cinco partidas, quando escalou um total de 44 jogadores. Por enquanto, o desempenho do começo de trabalho de Felipão não é bom: apenas uma vitória. O Brasil perdeu para a Inglaterra, empatou com Itália, Rússia e Chile, e só venceu a Bolívia. No entanto, o técnico ainda estava fazendo testes e, em algumas partidas, só pode escalar jogadores que atuam no Brasil.
Antes da estreia, Felipão ainda fará dois amistosos para testar o elenco. Um contra a Inglaterra e outro com a França. Após isso, os 23 selecionados irão enfrentar Japão, México e Itália. O primeiro jogo da Seleção pela Copa das Confederações será em Brasília, no dia 15 de junho, contra a equipe japonesa.
Confira abaixo a lista dos jogadores convocados. 

"BBU" do planeta Terra... // Fotos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130513_astronauta_twitter_mdb.shtml
Em 20 de março, o astronauta canadensa Chris Hadfield resgistrou as ilhas construídas de Dubai e ficou supreso com a imagem vista do espaço Crédito: Chris Hadfield/NASA.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Charge de Sponholz // Dilema

Sponholz: O quadro de Chávez e o dilema da Dilma.


Quem quer a coisa simples? // J R Guzzo

Quem quer a coisa simples?

Quem quer a coisa simples?


13 de maio de 2013 
Autor: J.R. Guzzo
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As pessoas pagas para resolver os problemas no Brasil não sabem como resolver coisa alguma. A saída mais simples seria trocar gente com esse perfil por quem saiba e queira resolver – mas isso ninguém quer
Poucas coisas são detestadas com tanto vigor pelos administradores públicos do Brasil quanto ideias ou afirmações simples. Ficam fora de si cada vez que encontram uma delas pela frente. Podem ser os responsáveis pela execução de algum trabalho, ou os encarregados de achar soluções para problemas, ou os que têm como sua obrigação lidar com situações em que exista a possibilidade de surgirem dificuldades – todos eles, quase sem exceção, atiram antes de perguntar em qualquer proposta simples que lhes possa aparecer. Nos casos mais benignos, reagem com sarcasmo (“Santa ingenuidade!”), desprezo ou pura surdez diante do que ouviram. Nos casos mais malignos, respondem com impaciência agressiva, irritação neurastênica ou ódio em estado bruto. A coisa simples, nessas esferas onde cuidam da nossa vida, é o equivalente na sociedade civil ao rato, animal com notórios problemas de imagem. Desde sempre os ratos despertaram uma fúria incontrolável por parte dos homens; sempre que são vistos em algum lugar, mesmo no exercício de atividades perfeitamente lícitas, têm de fugir do grito milenar: “Mata o rato!” Na alta administração nacional, onde se estruturam projetos estruturantes e se aviam políticas públicas normatizantes, o grito é: “Mata o simples!”
As pessoas pagas para resolver os problemas no Brasil não sabem como resolver coisa alguma
Nada poderia ser mais simples para presidentes da República, por exemplo, do que descobrir o seguinte princípio – e, ato contínuo, tratar realmente a sério sua descoberta: “Os problemas que o Brasil não consegue resolver ficam sem solução porque as pessoas pagas para resolvê-los não sabem, pura e simplesmente não sabem, como resolver coisa alguma”. E possível alguém achar que os trens que transportam produtos de exportação para o porto de Santos – o maior do país – trafeguem a 2 quilômetros por hora, no trecho final da viagem, porque não há meios de melhorar uma tecnologia que existe desde 1815? Claro que não. Isso é assim porque o ministro, os subministros e os subs dos subs da área de transportes não têm a menor ideia do que fazer a respeito; se sabem o que fazer, não sabem como, nem quando, nem onde, nem por quê. E concebível que os portos brasileiros sejam tão espetacularmente ruins porque sofrem limitações causadas pelo movimento de translação da Terra, pela tábua de marés ou por algum outro fator incontrolável? Ou, pelas mesmas causas, que navios esperem 40 dias para carregar? Que caminhões façam filas de dezenas de quilômetros para descarregar? Ou que contratos para a venda de soja sejam cancelados porque das 12 embarcações que teriam de entregar só duas chegaram no prazo contratado? O caso, aqui, é ainda pior, porque foi criado um “Ministério dos Portos” só para resolver esse problema, em obediência ao credo segundo o qual dificuldades não se resolvem com gente capaz, trabalho, talento ou disciplina, mas com a invenção de novos ministérios. Quem não sabia resolver o problema dos portos antes do Ministério do Portos continua não sabendo depois do Ministério dos Portos.
Os exemplos aparecem pelos quatro sentidos da rosa dos ventos – e todos deixam mais do que óbvio que os problemas ficam sem solução no Brasil por causa de algo que se chama gente. Como é possível que um personagem capaz de se chamar “dr. Juquinha” tenha conseguido permanecer por oito anos seguidos num cargo-chave para a construção de uma das maiores ferrovias brasileiras, durante os governos Lula e Dilma Rousseff? Depois a presidente se queixa – mas, sinceramente, ela esperava o quê, com esse dr. Juquinha mandando num vasto pedaço de seu governo? Progressos sensacionais no avanço da ferrovia Norte-Sul? Só podia esperar, mesmo, exatamente o que aconteceu: seu notável gestor foi parar na cadeia, embrulhado num desvio de verbas que pode chegar ao montante de 1 bilhão de reais. Trocar gente com esse perfil por gente que saiba e queira resolver problemas, em vez de enriquecer, é o máximo que pode haver em matéria de coisa simples. Mas quem quer a coisa simples?
Fonte: revista “Exame”

OJ Simpson retorna para tribunal de Las Vegas para novo julgamento....

http://www.washingtonpost.com/sports/oj-simpson-hoping-for-new-trial-in-vegas-caper-claims-former-lawyer-had-conflict-of-interest/2013/05/13/66093ae4-bba4-11e2-b537-ab47f0325f7c_story.html

OJ Simpson returns to Las Vegas court in bid for new trial in 2008 robbery-kidnap conviction

(Steve Marcus, Pool/ Associated Press ) - FILE - In this Friday, Oct. 3, 2008 file photo, O.J. Simpson is handcuffed after a verdict of guilty on all counts was read following his trial at the Clark County Regional Justice Center in Las Vegas. The verdict comes 13 years to the day after Simpson was acquitted of murdering his ex-wife Nicole Brown Simpson and Ron Goldman. The return of O.J. Simpson to a Las Vegas courtroom next Monday, May, 13, will remind Americans of a tragedy that became a national obsession and in the process changed the country’s attitude toward the justice system, the media and celebrity. The return of O.J. Simpson to a Las Vegas courtroom next Monday, May, 13, will remind Americans of a tragedy that became a national obsession and in the process changed the country’s attitude toward the justice system, the media and celebrity.
LAS VEGAS — O.J. Simpson was back in a Las Vegas courtroom on Monday to ask for a new trial in the armed robbery-kidnapping case that sent him to prison in 2008.
The former football hero and a new set of lawyers hope to convince a judge during the hearing that trial lawyer Yale Galanter had conflicted interests and shouldn’t have handled Simpson’s case.
Simpson appeared in court wearing a blue jail uniform. His hair was short and grayer than it was during a previous court appearance in 2008.
He entered the courtroom in handcuffs, flanked by guards and nodded and raised his eyebrows to acknowledge people he recognized in the second row.
A marshal had warned people in the audience not to try to communicate with Simpson. No words were exchanged.
Simpson is serving nine to 33 years in a Nevada prison. He’s due to testify Wednesday.
Galanter is scheduled to testify Friday. He is declining comment before then.
Simpson says that Galanter knew ahead of time about his plan to retrieve what he thought were personal mementoes from two sports memorabilia dealers at a casino hotel room in September 2007.
Simpson also said his lawyer never told him a plea deal was on the table.
Galanter was paid nearly $700,000 for Simpson’s defense but had a personal interest in preventing himself from being identified as a witness to the crimes and misled Simpson so much that the former football star deserves a new trial, lawyers for Simpson claim.
“To me, the claims are solid. I don’t know how the court can’t grant relief,” said Patricia Palm, the Simpson appeals lawyer who produced a 94-page petition dissecting Galanter’s promises, payments and performance in the trial that ended with a jury finding Simpson and a co-defendant guilty of 12 felonies.
Of the 22 allegations of conflict-of-interest and ineffective counsel that Palm raised, Clark County District Court Judge Linda Marie Bell has agreed to hear 19.
The five-day proceedings are technically neither a trial nor appeal. There won’t be any opening statements. The judge will listen to testimony before deciding whether Simpson deserves a new trial. It’s not clear whether Bell will rule immediately.
Simpson maintains the plan was to take back what he expected would be family photos and personal belongings stolen from him after his 1995 “trial of the century” acquittal in the slayings of his wife and her friend in Los Angeles.
Simpson was later found liable for damages in a civil wrongful death lawsuit and ordered to pay $33.5 million to the families of Nicole Brown Simpson on Ronald Goldman.
Galanter blessed the plan involving family photos and personal belongings as within the law, as long as no one trespassed and no force was used, Simpson said.
The first witness on Monday was expected to be Dr. Norman Roitman, a Las Vegas psychiatrist who is expected to say that Simpson’s perception of what took place in the Palace Station hotel room might have been hampered by football brain injuries and the effects of several vodka and cranberry juice cocktails he consumed before the confrontation.