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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protestos sob nova direção...

SÃO PAULO - 19/06/2013 16h08 - Atualizado em 19/06/2013 16h30
TAMANHO DO TEXTO

Polícia identifica líder de depredações na Prefeitura de São Paulo

Justiça emitiu mandado de prisão temporária para o rapaz, que está sendo procurado pela polícia. Nome não foi divulgado

REDAÇÃO ÉPOCA, COM ESTADÃO CONTEÚDO
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Homem mascarado que foi flagrado ao tentar invadir e depredar a sede da Prefeitura de São Paulo foi identificado pela polícia. Rapaz está sendo procurado (Foto: Reprodução / TV Globo)
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo informou na manhã desta quarta-feira (19), que identificou o rapaz de branco com rosto encoberto que deu início ao tumulto na região central da cidade na noite desta terça (18), no sexto dia de protestos contra o reajuste da tarifa de transporte público. 
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) obteve, na Justiça, mandado de prisão temporária para o rapaz, que ainda não foi detido. O rapaz iniciou a depredação do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, que teve início no começo da manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL). O grupo se concentrou na Praça da Sé e se dividiu em três caminhos diferentes. O que se dirigiu à Avenida Paulista fez uma manifestação pacífica. Já o que se deslocou para a sede da Prefeitura protagonizou cenas de violência e vandalismo.
Quem ficou no centro, além de tentar invadir a Prefeitura, ateou fogo em veículos, destruiu agências bancárias, saqueou diversas lojas. Ao todo, 29 estabelecimentos comerciais e 189 lixeiras foram depredadas após protesto. A ação forçou uma reação da Tropa de Choque da polícia, três horas após o início do tumulto. 
Segundo balanço atualizado divulgado pelo SPTV, 69 pessoas foram detidas. Elas estão divididos em cinco delegacias: 1º DP (Liberdade), 2º DP (Bom Retiro), 3º DP (Campos Elíseos), 8º DP (Brás) e 78º DP.
Mais quebra-quebra
Manifestantes que participaram da tentativa de invasão à Prefeitura de São Paulo na noite desta terça-feira (18) prometem mais "quebra-quebra" nas próximas manifestações. Um estudante de 18 anos, que estava entre os que atiravam pedras no Edifício Matarazzo, afirma que esse é o único jeito de ser ouvido. "Se não ouvir a gente, se não prestar atenção na gente, vai ter muito mais", disse ele, que não quis se identificar.
"A Dilma foi contra a ditadura. Foi presa. Procura lá na ficha dela os roubos que ela fez. Por que a gente não pode fazer isso?". De acordo com ele, a tarifa é apenas a "faísca" de tudo que vem acontecendo. Entre os partidários do quebra-quebra como instrumento político, há punks e pichadores, entre outros grupos. Os gritos de guerra deles são "Sem moralismo, sem moralismo" e "Se não quebrar, não vai rolar".
Por outro lado, um grupo mais numeroso e menos agressivo tentou conter os atos de vandalismo entre os manifestantes. O corretor de imóveis Gustavo Klis, de 26 anos, foi agredido ao impedir que a bandeira do Brasil fosse queimada, como aconteceu com as da cidade e do Estado de São Paulo. "Nós defendemos essa bandeira durante os seis atos. É uma hipocrisia queimá-la agora", afirma.
Vestido de Super-homem, o artista plástico William Steadille, de 18 anos, fez parte de uma corrente humana para impedir que a porta dos fundos da Prefeitura fosse arrombada com um poste. "Não é de violência que o Brasil precisa. É de voz, de um grito. Isso não é um grito, é uma lesão", disse ele.
Um vendedor de churrasco não se importou com o fato de a Tropa de Choque e manifestantes estarem prestes a entrar em confronto. "Não penso nada disso. Mas já vendi vários churrascos", disse, pouco antes de ter de se retirar devido às bombas de gás jogadas pelos policiais. 

MIAMI vence e força jogo 7 para decidir título da NBA

http://www.nba.com/video/channels/playoffs/2013/06/18/0041200406-sas-mia-recap.nba

Heat Take OT Classic, Force Game 7

Behind LeBron James' triple-double and Ray Allen's clutch trey, Miami tops Spurs in OT to force decisive game. Hang Time: Heat cancel Spurs' 'victory rope' | Spurs aim to forget tough Game 6

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Aviso aos vândalos: já não há vagas porque manifestantes de sangue bom tomaram a grande maioria dos lugares vagos...Menos em Brasília que não soube controlar ou não tem capacitação para absorver situações deste porte

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No momento, pouco mais de 19 horas, diversas capitais enfrentam de maneira diferente as manifestações que, pelo que se vê, foi contaminada por criaturas com viés radical e com ideologia raivosa... 
Em Brasília a Polícia parece ter perdido o poder de sustentar a segurança na capital Federal segundo se vê pelas  TV's que transmitem os incidentes. Tudo isso está sendo mostrada para o mundo por conta dos eventos esportivos que o Brasil organiza. 
Desta vez não está dando certo o aforismo capital dos políticos brasileiros : no final dá tudo certo...!
VEJAM PELAS TV'S

Amostra do jogo cinco na final de NBA > San Antonio 114 x Miami 104

Amanhã Thiago Splitter poderá ser o primeiro brasileiro a conquistar um título de campeão na NBA
Veja na ESPN, DIA 18 as 10 da noite

http://www.nba.com/video/channels/playoffs/2013/06/17/0041200405-mia-sas-play20.nba
Clique acima e veja uma amostra do jogo 5

Uma dose de racionalidade nas cabeças quentes dos vândalos... Ônibus é um barato!

As tarifas de transporte público fora da vista dos brasileiros...
TRANSPORTE PÚBLICO - 14/06/2013 10h32 - Atualizado em 14/06/2013 20h27
TAMANHO DO TEXTO

Gráfico: As tarifas de transporte público pelo mundo

São Paulo e Rio de Janeiro tiveram recentes reajustes nas tarifas de ônibus, o que causou revolta por parte dos usuários. Mas qual o valor do transporte público em outras cidades do mundo?

ÉRIKA KOKAY (TEXTO), MARCO VERGOTTI E RENATO TANIGAWA (GRÁFICO)

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Transporte público de Oslo, na Noruega: o mais caro das 70 cidades pesquisadas (Foto: Wikimedia Commons)
Um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de transporte público – tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo – reacendeu a discussão sobre o valor deste serviço no Brasil. Tem causado, inclusive, violentos confrontos entre policiais e manifestantes, em diversos protestos contra o reajuste. Desde o início de junho, as passagens de ônibus, trem e metrô na capital paulistapassaram de R$ 3 para R$ 3,20. No Rio, apenas os ônibus sofreram reajuste neste mês, subindo de R$ 2,75 para R$ 2,95. Além das duas cidades, outras nove capitais brasileiras tiveram aumento do preço do ônibus em 2013.
Quando comparado às tarifas de outros lugares do mundo, o Brasil fica na média. Um levantamento realizado em 2012 pela empresa UBS mostrou os valores de transporte público de 70 grandes cidades ao redor do planeta. Fez uma média entre os preços dos bilhetes de ônibus, trem e metrô, e considerou uma viagem de aproximadamente dez quilômetros ou de pelo menos dez paradas, já que os sistemas são diferentes em cada país. O Brasil, por exemplo, adota um valor único independente da distância percorrida. Já no Japão, o usuário paga um valor de acordo com o número de paradas. Como padrão de comparação, a pesquisa usou ainda o dólar como moeda.
ATUALIZAÇÃO: Este gráfico foi atualizado com uma lista que mostra a relação entre o custo do transporte público mensal em 22 cidades e o salário mínimo nos respectivos países. Foram considerados os gastos em deslocamentos de ida e volta em 20 dias úteis. A cidade de São Paulo fica no topo desse ranking.
Abaixo, confira algumas tarifas de transporte público pelo mundo:

Maduro pode ser um venezuelano 'genérico' conforme oposição de seu governo...

DEPUTADO REVELA DOCUMENTOS QUE COLOCAM EM XEQUE A NACIONALIDADE DE NICOLÁS MADURO. SERIA COLOMBIANO?

Enquanto o governo de Nicolás Maduro procura desesperadamente algo que lhe confira a legitimidade presidencial que segue sendo contestada pela maioria da população venezuelana, surge mais uma denúncia que se for comprovada anula a eleição de 14 de abril deste ano: Maduro teria nascido na Colômbia.
Ao recurso apresentado à Suprema Corte da Venezuela pelo advogado Adolfo Márquez, questionando a nacionalidade de Nicolás Maduro, junta-se agora o deputado à Assembléia Nacional pelo Estado de Táchira, Abelardo Díaz, que vem fazendo uma minuciosa pesquisa que aponta, segundo documentos, que os pais de Nicolás Maduro são colombianos.
Facsímiles desses documentos encontrados pelo deputado Abelardo Díaz e as informações pertinentes, estão publicados no site de notícias ACN - Agencia Carabobeña de Noticias.
De acordo com a Constituição, só podem ser presidente da República e Comandante das Forças armadas os cidadãos nascidos na Venezuela.
Transcrevo no original em espanhol parte da reportagem da agência ACN com link ao final para leitura completa e acesso ao acervo de documentos. Leiam:
Nicolás Maduro: colombiano?
EN ESPAÑOL - Según informó en su cuenta de la red social Twitter el diputado a la Asamblea Nacional por el estado Táchira, Abelardo Díaz, se está llevando a cabo una investigación sobre la nacionalidad del presidente Nicolás Maduro.
El diputado Díaz comentó que siempre ha sentido curiosidad del por qué el presidente Maduro ha ocultado su origen y cuando se le comenta al respecto evade el tema, así mismo dijo que se inició una investigación luego que el gobernador del estado Táchira, José Gregorio Vielma Mora diera unas declaraciones según las cuales Maduro nació en el estado Táchira y que luego de revisar quedó descartado que el presidente haya nacido en este estado.
Debido a que el día de hoy ha estado muy activo en Twitter el Hashtag #MaduroEsCucuteño tomó la determinación de compartir con toda la comunidad tuitera algunos detalles de la investigación sobre el origen del primer mandatario que se está llevando a cabo.
Tal como se puede apreciar en la imagen siguiente, la madre de Maduro nació en Cúcuta, Colombia el 01 de junio del año 1929, La cédula de ciudadanía colombiana de la señora Teresa de Jesús Moros Acevedo es 20.007.077 expedida el 9 de diciembre de 1956 en Bogotá DC Cundinamarca.
Igualmente, el diputado Abelardo Díaz compartió en su cuenta de twitter @abelardo_diaz copia del acta de nacimiento original de la señora Moros con la nota marginal del matrimonio efectuado en Bogotá con el señor Jesús Nicolás Maduro, padre del actual presidente venezolano.
Así mismo compartió parte del árbol genealógico de Nicolás Maduro Moros donde se aprecia que es nieto de Pablo Antonio Moros y Adelina Acevedo, bisnieto de Rafael Moros, Natividad Rodríguez, José María Acevedo y Simona Escalante, todos de nacionalidad colombiana.
La madre de Nicolás Maduro se casó en la parroquia “Nuestra Señora de Fátima” en la ciudad de Bogotá (Colombia) con Jesús Nicolás Maduro el 01 de septiembre de 1956.
Del papá del primer mandatario venezolano se conoció que su vida transcurrió en Colombia ya que estudió en Ocaña, vivió en Bogotá y Cúcuta, se casó en Bogotá y aparece cedulado venezolano en San Cristóbal aunque nunca vivió en esa ciudad ya que establecieron su domicilio en el Barrio Carora, cerca del sector Cerro Bolívar en la ciudad de Cúcuta, departamento Norte de Santander del vecino país.
La primogénita del matrimonio Maduro Moros, María Teresa de Jesús nació en Cúcuta (Colombia) el 21 de diciembre de 1.956 y posee cédula de identidad venezolana.
El diputado también compartió que la investigación no ha terminado y que hay cosas que aún no puede publicar pero hay algunas interrogantes, como son las siguientes:
Nicolás Maduro nace en 1962, dos de sus hermanas nacieron en 1960 y 1961, ellos tres y la madre aparecen cedulados venezolanos por la unidad móvil 52 en Caracas y causa extrañeza que tanto el actual presidente como sus hermanas tuvieran números de cédula consecutivos, María Adelaida V-5.892.462, Josefina V-5.892.463 y Nicolás con el 5.892.464 tal como se puede apreciar en las capturas de pantalla del sistema público del Consejo Nacional Electoral. Hacer CLIC AQUI para acceder a las informaciones y fotos de los documentos

Viajar de ônibus é barato...!!!

INFLAÇÃO - 13/06/2013 17h09 - Atualizado em 15/06/2013 07h45

TAMANHO DO TEXTO

O ônibus está barato!

Nos últimos dez anos, o salário mínimo subiu mais que o dobro da tarifa do transporte coletivo em São Paulo

JOSÉ FUCS

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Passagem de ônibus (Foto: José Fucs)
Não precisa ser um araponga da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, ou da CIA, sua congênere americana, para saber que as manifestações promovidas pelo movimento Passe Livre têm pouco ou nada a ver com o aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus de São Paulo. 
Primeiro, porque muitos dos militantes que provocaram atos de vandalismo e selvageria na cidade, como se estivessem participando de uma operação de guerrilha urbana, nunca trabalharam na vida e jamais dependeram de ônibus e metrô para se deslocar diariamente de casa para o trabalho e vice-versa.
Segundo, porque a ideia de que o aumento é abusivo e tem um custo inaceitável para os pobres não resiste a uma análise que tenha aderência à realidade. Basta dar uma olhada nos números e comparar a evolução da tarifa de ônibus na capital paulista com a do salário mínimo.
Nos últimos 10 anos, entre 2003 e 2013, o preço da passagem avulsa de ônibus em São Paulo aumentou 88,2%, de R$ 1,70 para R$ 3,20. É certo que o aumento foi ligeiramente maior que a inflação medida pelo IPCA, do IBGE, de 82,5%. Só que o salário mínimo subiu mais que o dobro da passagem no mesmo período. Passou de R$ 240 para R$ 678 – um aumento de 182%.
Em 2003, uma passagem de ônibus na cidade equivalia a 0,7% do salário mínimo. Hoje, representa apenas 0,47%. Isso significa que o peso do transporte coletivo em São Paulo no orçamento da população não aumentou, como afirmam os radicais do Passe Livre. Ao contrário. Em termos reais (já descontada a inflação), diminuiu de forma significativa.
Considerando apenas o que aconteceu desde 2011, quando ocorreu o aumento anterior dos ônibus na cidade, a conclusão é a mesma. A inflação alcançou 16,1% no período, enquanto o aumento da passagem ficou em 6,7%.
Se levarmos em conta os benefícios do Bilhete Único, lançado em 2004, essa queda é ainda maior. Além de possibilitar a integração com o metrô e os trens urbanos com um desconto, o Bilhete Único permite ao usuário fazer até quatro viagens em três horas no sistema de ônibus da cidade pagando apenas uma passagem. Também é preciso lembrar que todos os trabalhadores têm o benefício do vale transporte, pelo qual pagam apenas o equivalente a 6% de seus salários brutos por mês – o resto é pago pelos empregadores. Há, ainda, o subsídio concedido pela Prefeitura aos usuários e custeado pelos contribuintes. Calcula-se que, sem ele, o preço da passagem chegaria hoje a R$ 4,35.
Por tudo isso, pode se afirmar, sem medo de errar, que a passagem de ônibus em São Paulo está barata. Se a turba do movimento Passe Livre andasse de ônibus e trabalhasse, em vez de organizar manifestações e quebradeiras generalizadas para ganhar um minuto de fama na TV, provavelmente chegaria à mesma conclusão.

Fernando Leite & Outros Quintais: RELATO PUNGENTE DE UMA PROFESSORA MUNICIPAL

Fernando Leite & Outros Quintais: RELATO PUNGENTE DE UMA PROFESSORA MUNICIPAL: (Por e-mail) Não escolhi nenhuma imagem para ilustrar esse desabafo, sufocado na garganta, de uma professora da rede municipal. Não farei ...

segunda-feira, junho 17, 2013


RELATO PUNGENTE DE UMA PROFESSORA MUNICIPAL

(Por e-mail)

Não escolhi nenhuma imagem para ilustrar esse desabafo, sufocado na garganta, de uma professora da rede municipal. Não farei floreios e nem comentários, sugiro, apenas, que você leia, sobretudo você que está sensibilizado com as manifestações de São Paulo e do Rio e acha que o povo tem que tomar seu destino nas mãos. Olhe o seu quintal:

Boa tarde Fernando!
Já que estamos órfãos de "pai" e "mãe" para deitar em seu colo e desabafar. Decidi conversar com um amigo, Vc.
Fernando como você sabe, esse ano tem a bendita prova Brasil, a que avalia o IDEP, e sinceramente estou sentindo-me comprada e desqualificada como profissional. A sua prefeita, prometeu aos profissionais da educação que se alcançarmos o índice de 4%. ela dará a U.E.(todos os profissionais) R$400,00 de gratificação e se ultrapassarmos esse índice podemos chegar a R$600,00. A pergunta que não quer calar é a seguinte? Se a prefeitura não teve condições de nos proporcionar mais que míseros 10% de aumento salarial, de onde sairá esse valor para pagamento de gratificações?
Fernando, a educação publica, como os transportes, está sucateada; é duro você encarar dois ou três ônibus, cheio de bolsas, pessoas, estudantes, idosos e desanimo. Chegar a escola pensando que irá trabalhar em paz cumprir sua meta e descobrir que não deveria ter acordado, se quer, ter saído d casa. As humilhações são constantes, elas acontecem desde os gestores até dos próprios alunos. (passa por pais, coordenadores, o.p., funcionários da limpeza...Não acontece em todas as unidades, tá?). Estamos esgotadas de tantas convocações, reuniões que não nos acrescentam nada, acusações de pais de alunos (que estão transferindo para os professores a responsabilidade de educar seus filhos), que acham que professores são máquinas, não tem sentimentos, não perdem entes queridos, nossos filhos não ficam doentes, não temos casa para cuidar, marido, etc... O pior é que antigamente havia um suporte por parte da SMEC, nós eramos ouvidas, hoje a própria SMEC nos acusa. Respondemos processos, pagamos cestas básicas, somos ameaçadas de espancamento(por pais e alunos) e não podemos reagir.(até podemos, só não devemos)Alunos de 13, 14, 15, 16, até 18 anos são colocados em salas de aula junto a crianças de 9 a 10 anos. Viva a inclusão! Mas cade suporte? Onde estão os cuidadores, auxiliares, coordenadores de turno? As vezes é o próprio professor que troca os alunos.o alimenta, empurra sua cadeira de rodas ou o leva ao banheiro. Fernando o profissional da educação só pode tirar licença premio com autorização da supervisão, mas outros podem ficar a disposição de vereadores, sem aviso prévio. Dois pesos e duas medidas,certo? Como eu gostaria que as coisas fossem diferentes, que pudéssemos entrar em nossa unidade escolar e praticar o nosso trabalho, com prazer e sem medo. Pois não sabemos se naquele dia entrará na escola um pai insatisfeito por ter perdido a bolsa família, ou simplesmente pelo filho ter sido chamado atenção por um profissional sério, que esta se lascando para a "gratificação" (prometida, se será cumprida é outros quinhentos)e quer somente transmitir conhecimento e formar cidadão de bem,lhe insultará, ameaçará, danificará seu veiculo ou injustamente irá até a secretaria de educação e o caluniará, (sem B.O., sem lesões corporais e será ouvido e o pior terá mais credibilidade que o professor) e no outro dia esse profissional é chamado pela "equipe multiprofissional ou multidisciplinar",
( pois somos crianças sem noção, não conhecemos legislação, ECA, advogados e principalmente direitos e deveres) ou seja, somos deficientes intelectuais, além de palhaços. Todos profissionais no Brasil fazem greve, somos a única categoria(desunida) que não fazemos, ganhamos tão pouco, que qualquer R$ 45,00/dia, faz uma diferença tremenda no mês. Estamos reféns de todos: alunos, gestão, pais, Smec, etc. Depois perguntam porque não mostramos a cara? Já viu cachorro pequeno se envolver em briga de cachorro grande? A corda sempre arrebenta do lado mais fraco...(nesse caso, professores). Em tempo. Parabéns pelo seu aniversário! Que o PAI CELESTIAL, conceda-lhe todas as bençãos, vitórias, saúde e Paz. Você merece! Obrigada por nos ouvir e ter coragem de colocar seu nome na reta em defesa do que é certo. Quando eu crescer quero ser igual a vc. Bjos.

Ideia nova para o momento político dos transportes urbanos...

Quebra-quebra de Monopólios

16 de junho de 2013 
Autor: Joao Victor Guedes
pequeno normal grande
Joao Victor Guedes
Os protestos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro, em demonstração clara da insatisfação popular contra o aumento do preço das passagens de ônibus, colocaram os governantes das duas maiores cidades do país em uma situação que nenhum político gostaria de estar: caso continuem firmes na repressão aos manifestantes e manutenção dos preços, verão o conflito se alongar por mais alguns dias e sua reputação cair ainda mais; caso cedam, estarão comprando briga com alguns dos maiores financiadores de campanhas majoritárias no Brasil e, pior, acabarão dando um cheque em branco na mão de manifestantes que, a partir daí, verão o potencial que um quebra-quebra duradouro pode atingir.
Longe de fazer juízo de valor sobre qual lado tem a razão, senti falta de uma análise que tratasse do que se passa na cabeça dos mandatários em um momento de crise como este. A decisão é realmente difícil e, acredito, seria fácil caso não envolvesse tantas variáveis – que incluem, é claro, a questão legal.
Nenhum político que se preze gosta de ver sua popularidade ir ao chão. Ainda mais no caso de São Paulo, onde o atual prefeito tem apenas seis meses de cargo e chega ao poder depois de longos anos amargados na oposição tanto da cidade como do estado. Por outro lado, a classe política sabe muito bem que, pior do que baixa popularidade, é a ausência de financiamento de campanha. Ou ainda, saber que seu opositor contará com todos os recursos que poderiam estar caindo em sua quota de publicidade pessoal.
Por que não optamos pela descentralização total do modelo, quebrando com o monopólio das empresas de ônibus?
O fato é que nenhum dos dois prefeitos voltará atrás. As empresas de transporte coletivo, muito menos, e os manifestantes, tão pouco. O que se verá nos próximos dias será o aumento da violência, gerado pelo sentimento de fracasso por conta dos organizadores das movimentações. Estes, ao perceber que o resultado está longe de ser alcançado – caso este seja realmente a redução do preço das passagens – passarão a se utilizar de todas as armas possíveis para chamar a atenção da população. Esta, preocupada com o prolongamento do caos e o aumento violência, passarão a rejeitar os protestos, resultando em um esvaziamento dos mesmos. Estes, reduzidos, serão melhor controlados pelas autoridades policiais e, em não mais do que duas semanas, terão acabado, dando lugar à novas manchetes nos principais jornais do país. Os preços se manterão altos e, em um ou dois anos, tudo se repetirá.
A questão, no entanto, é que a solução real para o problema ainda não foi sugerida por nenhum dos lados. Possivelmente nem se passa pela cabeça da maior parte dos manifestantes e gestores públicos.
Se o problema maior é exatamente o número restrito de mãos com poder de manipulação no sistema de transportes, por que, ao invés de sugerir ainda mais centralização, não optamos pela descentralização total do modelo, quebrando com o monopólio das empresas de ônibus?
Os grandes empresários, com toda a certeza, ficariam furiosos ao ver indivíduos, devidamente registrados na prefeitura e com uma mínima estrutura de conforto e segurança, transportando cidadãos de um canto ao outro da cidade por tarifas como R$0,50 ou R$1,00. É fato que, no curto prazo, haveria certa quebradeira, tanto por parte dos grandes empresários como dos pequenos empreendedores. Ainda, veríamos um número absurdo de vans e micro-ônibus rodando pelas cidades. Mas, no médio prazo, o mercado se estabilizaria e o atual poder de lobby e cartéis acabaria por dar lugar às leis de mercado, onde vale o preço que o consumidor quer pagar, em comparação com o que o empreendedor, grande ou pequeno, aceita receber.
O potencial de negociação, muito diferente do atual quebra-quebra ou dos mecanismos legais, estaria relacionado à renda e ao poder de barganha do cidadão. Ainda que lobistas e empresários pudessem perder seus empregos, por um lado, políticos descansariam em paz, ao lavar as mãos para a questão, e, por outro, os cidadãos seriam promovidos à agentes principais da formulação de preços.