sábado, 21 de fevereiro de 2015

Impostômetro revela : Domingo 22 brasileiros terão pagos 300 bilhões de reais de impostos ao Governo


Com mais arrecadação do governo, 'Impostômetro' vai bater R$ 300 bilhões no próximo domingo, três dias antes de 2014

Publicado: Atualizado: 
IMPOSTO RENDA


Até o próximo domingo (22), os brasileiros terão pago em impostos um total de R$ 300 bilhões apenas em 2015. No ano passado, o valor exorbitante foi alcançado no dia 25 de fevereiro, o que mostra que a carga de tributos continua aumentando.
As informações são do Impostômetro, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O painel, que fica na Rua Boa Vista, no Centro da capital paulista, registra o valor total em impostostaxas e contribuições pagos pelos brasileiros para a União, os estados e os municípios.
“A arrecadação tributária continua crescendo e batendo recordes, mesmo com as dificuldades da economia e com a perspectiva de queda do PIB", conta o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato. "Esperamos que o governo contenha as despesas públicas e recupere o superávit primário para, assim, restaurar a credibilidade da economia brasileira."

Negociação explosiva... // Veja e blog de Aluizio Amorim


UMA BOMBA PRONTA PARA EXPLODIR E QUE PODE LIBERTAR O BRASIL E OS BRASILEIROS DOS GRILHÕES DO FORO DE SÃO PAULO



UM APERITIVO DA REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA:
Ricardo Pessoa, presidente da UTC, preso na PF em Curitiba, quer fazer delação premiada e contar tudo. As manobras para convencê-lo do contrário seguem o padrão do ciclo petista no poder: o ministro da Justiça, homem de proa do Foro de São Paulo, vira advogado de defesa do governo e tenta evitar que os escândalos atinjam o Planalto.
Muito se discute sobre as motivações que um empreiteiro há três meses preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba teria para contar o que sabe — não por ter ouvido falar, mas por ter participado dos eventos que está pronto a levar ao conhecimento da Justiça. O engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, tem várias. A primeira, evidente, é não ser sentenciado pela acusação de montar um cartel de empreiteiras destinado a fraudar licitações na Petrobras, quando a festa pagã de que ele tomou parte na estatal foi organizada pelo PT, o partido do governo. A segunda, também óbvia, é atrair para o seu martírio o maior grupo de notáveis da política que ele sabe ter se beneficiado das propinas na Petrobras e, assim, juntos, ficarem maiores do que o abismo — salvando-se todos. A terceira, mais subjetiva, é, atormentado pela ideia de que tudo o que ele sabe venha a ficar escondido, deixar registrado para a posteridade o funcionamento do esquema de corrupção na Petrobras feito com fins eleitorais. Antes dono de um porte imponente e até ameaçador, Pessoa está magro e abatido. As acusações de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que pesam sobre ele poderiam ser atenuadas caso pudesse contar, em delação premiada, quem na hierarquia política do país foi ora sócio, ora mentor dos avanços sobre os cofres da Petrobras.
“Vou pegar de noventa a 180 anos de prisão”, vem dizendo Ricardo Pessoa a quem consegue visitá-lo na carceragem. Foi com esse espírito que fez chegar a VEJA um resumo do que está pronto a revelar à Justiça caso seu pedido de delação premiada seja aceito. A negociação com os procuradores federais sobre isso não caminha. Pessoa reclama que os procuradores querem que ele fale de corrupção em outras estatais cuja realidade ele diz desconhecer por não ter negócios com elas. Já os procuradores desconfiam que Pessoa está sonegando informações úteis para a investigação. O impasse só favorece o governo, pois o que Pessoa tem a dizer coloca o Palácio do Planalto de pé na areia do mar de escândalos. Do site de Veja
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Aos amigos tudo... O Globo // Míriam Leitão


sábado, fevereiro 21, 2015

Sempre esconder

O GLOBO - 21/02

Brasil aceita a violência do governo venezuelano. A presidente Dilma disse ontem na entrevista uma frase perfeita. Como ato falho. "Nós nunca deixamos de esconder que era 4,5%". Falava da correção da tabela do Imposto de Renda. E esse percentual esconde - ou nunca deixou de esconder, como a presidente prefere dizer - um aumento de imposto, porque é abaixo da inflação do ano, que foi de 6,4%. Em janeiro, já pulou para 7,14% em 12 meses.

 
Essa atualização da tabela abaixo da inflação não é fato raro. Os governos sempre esconderam esse tipo de aumento de imposto e até apresentavam como ganho do trabalhador. No caso da atual presidente, o que agrava o problema é que a inflação esteve sempre, nos seus quatro anos de mandato, longe do centro da meta. Ela "nunca deixou de esconder" que a meta não seria atingida. Dizia que estava convergindo para a meta, mas, no fundo, bastava que não fechasse o ano acima de 6,5%.


Na entrevista, quando uma jornalista perguntou se ela falaria com o embaixador da Venezuela sobre o caso da prisão do prefeito de Caracas, Dilma respondeu: "Não querida. Eu não posso receber um embaixador baseado nas questões internas do país. Eu recebo os embaixadores baseado nas relações que eles estabelecem com o Brasil." O governo "nunca deixou de esconder" que, na verdade, tudo depende do país. Se for o Paraguai, o que acontece lá dentro importa ao Brasil, mesmo que nada tenha a ver com as relações bilaterais. Se um presidente é derrubado, como aconteceu com Fernando Lugo, é um fato reprovável. E realmente é. A Constituição do país permitia, o Brasil reagiu ferozmente. Paraguai ficou fora das decisões do Mercosul. Foi duramente admoestado.

Diferente é a situação da Venezuela. Lá, tudo pode. O falecido presidente Hugo Chávez fez o que quis com as instituições democráticas: fechou jornais, perseguiu opositores, manipulou eleições. Seu sucessor segue na mesma linha. Outro opositor, Leopoldo Lopez, está preso há um ano e lá permanece. Recentemente, sua mulher denunciou que ele foi colocado em solitária. Na quinta-feira, uma polícia fardada e encapuzada invadiu o prédio onde estava o prefeito eleito de Caracas, Antonio Ledezma, e o levou preso. O presidente Nicolás Maduro, a exemplo do seu mentor, fez um pronunciamento, cercado de simpatizantes, dizendo que ele será julgado por conspirar contra a Constituição.

Qualquer liderança oposicionista que se fortalece é simplesmente presa, sem ordem judicial, em manobras indisfarçáveis para se manter no poder a qualquer preço. Quando o governo brasileiro reconhecerá que a cláusula democrática do Mercosul, invocada no caso de Lugo, tem que valer para os abusos dos governos chavistas? A resposta deveria ter sido: "Sim querida, estamos chamando o embaixador para pedir explicações sobre a prisão de um opositor, o prefeito de Caracas." Mas não foi essa a resposta da presidente. Ela prefere continuar escondendo - como nunca deixou de fazer - que para os amigos as normas do Mercosul são flexíveis. Deles, tudo é aceitável.

O governo de Maduro não sabe o que faz. Mergulhou o país em grave crise econômica e social. A inflação a 70%, o país desabastecido, o câmbio enlouquecido. Se o país já estava na penúria com o petróleo a US$ 100, o que dirá agora, que despencou? Tudo isso a presidente poderia dizer que é assunto interno. Mas a quebra de regras democráticas, a prisão de opositores de forma arbitrária e abusiva por um tal "Serviço Bolivariano de Inteligência" são uma ofensa ao tratado do Mercosul que estabeleceu que os governos têm que respeitar o Estado de Direito, a democracia.

Essa cláusula não é um mero enfeite do acordo que uniu os países. Teve que ser parte da base, porque a região sempre foi atingida por ondas autoritárias, ditaduras, caudilhismos. O Mercosul foi assinado por governos que saíram das ditaduras que arruinaram os anos 60, 70 e parte dos 80. Foi um abraço de países, marcados por esse flagelo, que se comprometiam a ser um clube de democracias. Não é possível esconder: a aceitação de que Maduro faça, como fazia Chávez, o que lhe der na telha com as instituições é a quebra desse princípio. O governo petista sempre mostrou que não se importa com isso, se a violação partir de um governo amigo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Humor de Aroeira // blog do Josias


Quaresma! 

Josias de Souza


– Via Aroeira

O ministro da Justiça do Brasil muito à vontade em reunião do Foro de São Paulo / blog do Aluísio Amorim


CARDOZO, O MINISTRO DA JUSTIÇA DO PT, É FIGURA DE DESTAQUE E ORADOR EM REUNIÃO DO FORO DE SÃO PAULO, A ORGANIZAÇÃO ESQUERDISTA RADICAL FUNDADA POR LULA E FIDEL CASTRO.





No momento em que José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça do PT vem sendo questionado sobre a reunião que manteve com empreiteiros do petrolão conforme revelou a revista Veja, e, ainda mais, pelo fato de que a Dilma deseja nomeá-lo ministro do Supremo Tribunal Federal, na vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, vale a pena ver este vídeo. Trata-se de reunião do Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro, que reúne todo o movimento esquerdista do continente sul americano. Este foi o congresso de 2010, realizado no Uruguai.

O vídeo é da revista Veja que naquela oportunidade cobriu o evento e seus jornalistas chegaram a ser expulsos de uma das oficinas desse congresso.

Cardozo está na mesa principal e é um dos oradores. E mais não precisa ser dito.

Capa de Veja em 19/02/2015 às 19 h


Gestão com certificado do PT ... Fernando Haddad / Época / 7 pecados capitais da capital de São Paulo


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7 barbaridades de Fernando Haddad das quais jamais esqueceremos

Uma lista esperta para entender por que a popularidade do prefeito de São Paulo é a pior entre os governantes das principais capitais do país

JOSÉ FUCS
19/02/2015 18h04 - Atualizado em 19/02/2015 18h18


POSITIVO/NEGATIVO As notícias que o Ibope deu ao prefeito paulistano, Fernando Haddad (Foto: Luciano Bergamaschi/Futura Press/ Estadão Conteúdo)

Desde que as pesquisas apontaram uma queda vertiginosa em sua popularidade, colocando-o na liderança do ranking dos prefeitos de capitais com pior avaliação do país, o alcaide paulistano, Fernando Haddad, iniciou uma ofensiva para tentar mostrar o lado “moderno” de sua administração.
A realidade, porém, é bem diferente da fantasia criada pelos marqueteiros de Haddad e do PT, que procuram abrir uma trincheira na cidade que jogou o partido na lona nas eleições de 2014. Para quem não se lembra, a votação de Dilma na capital paulista não passou de 26% dos votos no primeiro turno,  a pior do PT desde 1994,  e a de Alexandre Padilha, o candidato petista ao governo do estado, foi ainda menor – apenas 18% dos votos.
Não é preciso ser cientista político, nem Ph.D. em urbanismo, para entender o tombo de Haddad. Basta andar pela cidade para saber por que o seu índice de rejeição é tão alto. Ao contrário do que Haddad diz, sua queda de popularidade tem pouca ou nenhuma relação com o Petrolão e os escândalos de corrupção que abalam a República. Ela tem a ver principalmente com as ações populistas que Haddad tomou desde que assumiu o poder, no início de 2013. Em pouco mais de dois anos, ele conseguiu o que parecia impossível: piorar ainda mais o cotidiano e a qualidade de vida dos paulistanos.
Diante de seus feitos, Haddad tem, desde já, um lugar garantido na galeria dos piores prefeitos de São Paulo em todos os tempos. Ele deverá se unir a Luíza Erundina, que governou a cidade de 1983 a 1987, quando ainda estava no PT, e ao malufista Celso Pitta, que a sucedeu, dois ícones da má gestão na prefeitura da cidade.
Abaixo, você pode conferir sete barbaridades - há muitas outras! - cometidas por Haddad à frente da prefeitura de São Paulo, pelas quais ele será lembrado para sempre pela população. 
1. A criação das piores ciclovias do mundo
Obviamente, ninguém é contra as ciclovias por princípio. O que muita gente contesta são as ciclovias que Haddad está implantado na cidade. Consideradas como uma vitrine de sua administração, por mais absurdo que isso possa parecer, as ciclovias de Haddad, nem mereceriam ser chamadas como tais, de tão ruins que são, de tão improvisadas que são.  Elas não passam de faixas pintadas de vermelho a esmo no asfalto – não por acaso, ele recebeu a alcunha de “prefeito Suvinil”.
Implantadas sem qualquer critério técnico, sem proteção para o ciclista e sem tratamento adequado para o piso, as “ciclovias” paulistanas espalham-se por bairros estritamente residenciais e vias de tráfego reduzido, que não precisariam reservar espaço para bicicletas, porque elas não precisam disputá-lo com carros e ônibus. Haddad ainda combinou faixas para as ciclovias com faixas exclusivas para ônibus (leia abaixo) em vias superestreitas, que não comportariam nem uma coisa, nem outra.
Ao contrário do que aconteceu em Nova York, onde a ciclovia merece o nome que tem e foi discutida longamente com associações de moradores e ciclistas, em São Paulo tudo foi decidido nos gabinetes da prefeitura da noite para o dia, por orientação dos marqueteiros, interessados em criar uma marca para a sua administração. Até em pistas de mão dupla, com espaço para apenas um carro em cada sentido e nas quais também circulam coletivos, ele implantou as tais ciclovias. Mais que a qualidade da obra, o que parece importar mesmo para Haddad é o volume. É poder dizer na propaganda oficial que São Paulo já fez “X” quilômetros de ciclovias. Neste quesito, temos de reconhecer, ele leva a taça.

2. A implantação de pistas exclusivas de ônibus fora dos grandes corredores de tráfego
Haddad subverteu a boa gestão urbana ao promover a proliferação indiscriminada de pistas exclusivas para ônibus. Como no caso das ciclovias, sem critérios técnicos para justificá-las. Em vez de se preocupar em isolar a circulação dos coletivos nas grandes vias, com obras de qualidade, como ocorreu nos corredores 9 de Julho/Santo Amaro e Rebouças/Consolação, ele implantou vias exclusivas para ônibus em ruas estreitas, sem condições de abrigá-las.  Algumas faixas de ônibus ora estão do lado direito, ora do lado esquerdo, obrigando os coletivos a atravessar em diagonal a pista, complicando ainda mais o caótico trânsito da cidade. Muita gente venera os engenheiros de tráfego da CET paulistana, mas o traçado das pistas exclusivas de ônibus da cidade e outras soluções estapafúrdias de trânsito, como nos casos em que uma rua vira contramão de repente, não reforçam a fama.

3. A invasão recorde de terrenos municipais
É provável que em nenhuma outra gestão a prefeitura paulistana tenha sido tão conivente com a invasão de terrenos por grupos organizados, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).  Segundo levantamento publicado pelos jornais, os ativistas ocupam hoje 16 terrenos municipais, a  maioria dos quais reservada para praças e jardins, sem que a prefeitura tenha tomado qualquer providência para realizar a reintegração de posse, inclusive em áreas de mananciais e de preservação ambiental.
Em vez de preservar a propriedade pública, Haddad mantém com o MTST e outras organizações do gênero, que promovem a ocupação ilegal de terrenos, uma relação de incômoda promiscuidade. Para aprovar o novo Plano Diretor da cidade, que promoveu modificações na legislação defendida pelos ativistas, Haddad sugeriu até que eles fossem em massa à Câmara Municipal para forçar  sua aprovação, o que acabou ocorrendo, depois que eles incendiaram o Centro de São Paulo e criaram barricadas para se defender das forças de segurança.  Quando o MTST invadiu um terreno privado em Itaquera, na zona leste da cidade, Haddad convenceu Dilma a gastar R$ 30 milhões para comprar a área e repassá-la aos invasores. Ele também reservou aos grupos de ativistas, em especial os que atuam como braço do PT, uma parcela considerável do dinheiro da prefeitura para habitações populares. Em vez de entrar na fila como todo mundo, os militantes de carteirinha dessas organizações podem eleger seus próprios beneficiários ao programa de casa própria municipal.
4. O abandono das ações para recolhimento de mendigos, sem-teto e nóias das ruas
Desde a gestão de Luíza Erundina na prefeitura de São Paulo, em meados dos anos 80, São Paulo não tinha tantos mendigos e sem-teto improvisando moradias e criando novas favelas em áreas públicas, em especial em praças e embaixo de viadutos, em toda a cidade. Das marginais dos rios Pinheiros e Tietê, que são artérias vitais para o deslocamento da população, ao Minhocão, na região central, e à avenida dos Bandeirantes, o principal acesso à rodovia dos Imigrantes, que liga São Paulo à Baixada Santista, não há onde os sem-teto não tenham erguido barracos sem sofrer qualquer constrangimento.  No Jaguaré, na zona oeste, eles chegaram a instalar uma corda para descer do viaduto para suas “moradias”. 
Hoje, fora o problema dos sem-teto, há ainda a proliferação dos nóias, como são chamados os viciados em crack, praticamente inexistentes na época de Erundina. Eles se espalharam pela cidade e costumam se reunir até em túneis para fumar a “pipa”. Em vez de oferecer um tratamento adequado aos nóias, a prefeitura criou um programa, que fracassou antes de decolar, para oferecer empregos a eles, mostrando total desconhecimento do vício e das exigências do tratamento.

5. A suspensão do Controlar e a ocupação de áreas de mananciais
Em cumprimento a uma promessa de campanha, Haddad acabou com o Controlar, o programa que obrigava os veículos emplacados na cidade, inclusive motos, ônibus e caminhões, os maiores vilões, a passar por uma verificação de emissões de poluentes. No lugar do Controlar, que custava apenas R$ 50 por ano e tinha uma tecnologia exemplar para agendamento de vistorias pela internet, Haddad até agora não adotou nenhum outro programa, decorrida a metade de sua gestão. Resultado: a emissão de monóxido de carbono em São Paulo, que havia alcançado quase 50% em 2011, segundo dados oficiais, voltou a subir em escala geométrica. Além disso, Haddad faz vistas grossas à ocupação descarada de áreas de mananciais por grupos organizados, como o MTST, em especial na região da represa de Guarapiranga, na zona sul, uma das últimas do gênero remanescentes na cidade. Numa era em que o mundo elegeu como uma de suas prioridades a preservação do meio ambiente, Haddad bota pilha nas ocupações ilegais feitas por grupos simpáticos ao PT, como o próprio MTST, que apoiaram a sua candidatura à prefeitura e à de Dilma à presidência.
6. A desvalorização do patrimônio histórico
Numa demonstração do apreço que tem pelo patrimônio histórico da cidade, Haddad autorizou a realização de grafites nos arcos da 23 de maio, chamados por ele de “muro de arrimo”, que foram restaurados pelo ex-prefeito Jânio Quadros. A relevância histórica dos arcos havia sido reconhecida pelo Conpresp, o órgão municipal de proteção ao patrimônio, em 2002. De acordo com a legislação, a obra deveria ser “integralmente preservada”, mas Haddad patrocinou a sua mudança, ao estimular o Conpresp a rever a decisão anterior, no final do ano passado. Em lugar da beleza original dos arcos, São Paulo tem agora uma série de grafites, incluindo um retrato do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o “pai” do bolivarianismo contemporâneo, que Haddad considera como uma “manifestação de arte popular”.
7. A deterioração da Vila Madalena
Como se todo o resto não bastasse, Haddad ainda conseguiu detonar a Vila Madalena, que, por seu charme e pela agitação noturna, já foi tema de novela da Globo. Outrora um dos endereços preferidos dos notívagos paulistanos e um dos bairros mais valorizados da cidade, a Vila Madalena transformou-se em palco de comemorações da Copa e de blocos de Carnaval por iniciativa da prefeitura. A “invasão” está assustando moradores e frequentadores tradicionais de seus bares, restaurantes, galerias e casas noturnas. Alguns moradores já se preparam, de acordo com informações publicadas nos jornais, para deixar a Vila, cujas casas foram transformadas em mictório e até em latrina a céu aberto. Muitas foram até depredadas em meio ao ziriguidum patrocinado pela Prefeitura. Isso sem falar no barulho produzido pelos visitantes até o amanhecer. Se os comerciantes da Vila nunca foram exemplos de respeito Psiu, o programa de controle de barulho da cidade, agora o problema se potencializou como nunca antes se havia visto no bairro.
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