terça-feira, 15 de março de 2016

Súmula da coluna de Augusto Nunes



Condução coercitiva foi pouco, grita a leitura do depoimento de Lula à Polícia Federal. Divulgada nesta segunda-feira, a transcrição da conversa informa que o chefão do cleptopopulismo (ainda) no poder não se sentiu “prisioneiro”, como fantasiou na discurseira a seus devotos. Sentiu-se em casa, corrige o palavrório despejado na sala de interrogatório pelo investigado insolente.
Entre chiliques ensaiados e surtos de cólera, contou vantagem e contou mentiras em linguagem de pátio de presídio. Se o delegado fosse menos tíbio, o pai do Petrolão seria preso por desacato à autoridade depois da primeira resposta debochada. Se houvesse um psiquiatra forense testemunhando a conversa, não escaparia da camisa de força na terceira manifestação de insanidade.
Depois de contar que cobra 200 mil dólares por palestra, por exemplo, justificou o preço salgadíssimo com a seguinte maluquice: “Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos: ‘Nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual’. Conversa de napoleão-de-hospício. Basta o vídeo em que um sopra um saxofone e outro tortura uma vuvuzela para atestar que o Lula tem tanto a ver com o colega ianque quanto Dilma Rousseff com Winston Churchill.
É a segunda vez que o camelô de empreiteira se compara a um estadista americano. Há dois anos, botou na cabeça que era a versão nativa de Abraham Lincoln. Nesta semana, o Lincoln de galinheiro foi substituído por um Clinton de botequim.

15/03/2016
 às 17:38 \ Direto ao Ponto

A imagem da manifestação em Santa Luzia do Pará informa que, na cidade de 20 mil habitantes, coxinha se disfarça de pobre

“Em parte, as manifestações foram produzidas por entidades empresariais e comerciais”, recitou Jaques Wagner nesta segunda-feira. Se o chefe da Casa Civil não mentiu de novo, pode-se deduzir que os 10 mil integrantes da elite de Santa Luzia que se engajaram na passeata do dia 13 usaram o dinheiro para fantasiar-se de pobre.Santa Luzia do Pará

15/03/2016
 às 17:11 \ Feira Livre

A charge do Sponholz