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*O PROJETO BLUE BEAM: Já soube que os governos estão admitindo os OVNIs e há vários movimentos atuando para a implantação de uma religião gl...

terça-feira, 24 de maio de 2016

" Frase do dia, ontem, em Brasília: “Muito Nero para pouco Roma”."


POLÍTICA

Quem sabe Shakespeare ajuda?

"Ser ou não ser, eis a questão", diálogo da obra de Shaskeaspeare em que Hamlet reflete sobre o sentido da vida e o efeito perverso da morte (Foto: Divulgação)"Ser ou não ser, eis a questão", diálogo da obra de Shaskeaspeare em que Hamlet reflete sobre o sentido da vida e o efeito perverso da morte (Foto: Divulgação)
Dia desses, ouvi de um professor: deveríamos ler mais Shakespeare. Qualquer dia, qualquer hora, em  tempos quentes, dias frios... Ontem, segunda-feira, 23 de maio, fez temperaturas baixas no Brasil. 20 graus no Rio, 12 em São Paulo e Porto Alegre, 19 em Brasília.
Quem sabe, neste outono quase inverno, leremos mais William Shakespeare - hoje ao alcance de todos, no Google? Quem sabe leremos mais Shakespeare, assim em traduções  livres, portuguesas e brasileiras,  como lemos – e apreciamos – citações e frases pretensiosas e despretensiosas, postadas nas telas da internet?  Sempre há – e haverá - proveito e aplicação para Shakespeare.
- Dois guardarão segredo, quando um nada souber de todo o enredo. (Romeu e Julieta)
- Um cetro arrebatado com violência precisa ser mantido com processos iguais aos da conquista. (Vida e Morte do Rei João)
- Sangue chama sangue.
- Aconteça o que acontecer, o tempo e as horas sempre chegam ao fim, mesmo do dia mais duro dentre todos os dias. (MacBeth)
- ...O nobre Brutus disse a vocês que César era ambicioso. E se
é verdade que era, a falta era muito grave, e César pagou por ela com a
vida, aqui, pelas mãos de Brutus e dos outros. Pois Brutus é um homem
honrado, e assim são todos eles, todos homens honrados. Venho para falar no
funeral de César. Ele era meu amigo, fiel e justo comigo. Mas Brutus diz que
ele era ambicioso. E Brutus é um homem honrado. ...
.
- ... Ontem, a palavra de César seria capaz de enfrentar o mundo, agora, jaz aqui
morta. Ah! Se eu estivesse disposto a levar os seus corações e mentes para o
motim e a violência, eu falaria mal de Brutus e de Cassius, os quais, como
sabem, são homens honrados. Não vou falar mal deles. Prefiro falar mal do
morto. Prefiro falar mal de mim e de vocês do que destes homens honrados.”
é verdade que era, a falta era muito grave, e César pagou por ela com avida, aqui, pelas mãos de Brutus e dos outros. Pois Brutus é um homemhonrado, e assim são todos eles, todos homens honrados. Venho para falar nofuneral de César. Ele era meu amigo, fiel e justo comigo. Mas Brutus diz que
ele era ambicioso. E Brutus é um homem honrado. ....- ... Ontem, a palavra de César seria capaz de enfrentar o mundo, agora, jaz aquimorta. Ah! Se eu estivesse disposto a levar os seus corações e mentes para omotim e a violência, eu falaria mal de Brutus e de Cassius, os quais, comosabem, são homens honrados. Não vou falar mal deles. Prefiro falar mal domorto. Prefiro falar mal de mim e de vocês do que destes homens honrados.”
- Quem ia saber que os céus podem ser tão ameaçadores? Os que sempre souberam que a terra é povoada de erros.
- É nos dias ensolarados que a cobra sai do ninho e nos obriga a andar com passos cautelosos.
- Os que nos sorriem, este o meu receio, trazem no coração milhões de maldades.
- Homens insinceros, eles são como cavalos, cheios de energia ao se deixarem domar, exibindo e prometendo seus brios. Mas, quando eles têm de aguentar a espora sanguinária, abaixam a crina e, como enganadores rocins, não passam no teste. (Júlio César)
- O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres, apenas atores. Eles saem de cena e entram em cena, e cada homem, no seu tempo, representa muitos papéis".  (Como Gostais)
- Triste a sorte de quem depende da vontade dos príncipes! (Henrique VIII)
- A sabedoria grita pelas ruas, mas ninguém lhe dá ouvidos. (Henrique IV)
- A virtude nunca é expulsa da corte a chibatadas. Por lá tratam-na muito bem, com o intuito de retê-la o máximo possível. No entanto, está sempre de passagem. (Conto de Inverno)

- O ser grande não é empenhar-se em grandes causas: grande é quem luta até por uma palha ... (Hamlet)
- Não poucas vezes vemos a indigente sabedoria depender em tudo da tolice suntuosa e exuberante. (Bem Está o que Bem Acaba)
- O rosto dos homens é sempre honesto, façam as mãos o que fizerem. (Antônio e Cleópatra)
-  O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui.
- Mais nobre é o perdão que a vingança. (A Tempestade)
- Só escuta de bom grado uma sentença quem em proveito próprio nela pensa. (Otelo)
- Quem sai de um banquete com o apetite que, ao sentar-se, tinha? Qual é o cavalo que a tediosa pista de volta mede com o ardor tão vivo que ao partir revelava? Sempre pomos mais entusiasmo no alcançar as coisas, do que mesmo em gozá-las.”
- Se os estados, ofícios, posições não fossem dados por maneira corrupta, e as honrarias só fossem conquistadas pelo mérito, quantas pessoas que andam descobertas, a cabeça cobririam! Quanta gente que hoje é mandada, assumiria o mando!
O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém. (Mercador de Veneza)
William Shakespeare, maior e mais influente dramaturgo e poeta inglês, viveu no Renascimento - 26 de Abril de 1564 a 23 de Abril de 1616. Viveu 51 anos e produziu uma barbaridade  - 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos e outros tantos conhecidos, repetidos e encenados em seguidos 400 anos de história.
PS.: Frase do dia, ontem, em Brasília: “Muito Nero para pouco Roma”. 

Charge de Miguel no blog de Josias


Método! 

Josias de Souza
– Charge do Miguel, via Jornal do Commercio.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Crônica impertinente do 'coletivo' e o indivíduo... / Luiz Felipe Pondé


segunda-feira, maio 23, 2016

Sapiens x Abelhas - LUIZ FELIPE PONDÉ

Folha de SP - 23/05

Quando estava na minha primeira faculdade, passamos por uma longa greve de estudantes. No início, ia às assembleias discutir a razão de achar aquela greve inútil. Entre elas, a mais evidente era: estudantes de uma universidade pública (ou não) em greve nada importam para o dia a dia da cidade, por isso podem ficar 30 anos em greve. O único dano é aos colegas que querem avançar na vida.

Mas o que mais chamava minha atenção era como alguns colegas em bloco esvaziavam a assembleia até que só eles estivessem nela e votassem pela continuidade da greve. Golpe? Isso sim é golpe.

Entretanto, outra coisa também me chamava atenção: como gritavam frases feitas como se fossem um coral furioso. Hoje sabemos o que aquilo era: o nascimento dessa nova moda e praga chamada "coletivo". Não me refiro a transporte coletivo, como quando se diz "aí vem o coletivo". Refiro-me a um conjunto de estudantes (mas pode também ser de artistas ou similares) que se autodenominam "coletivo".

A ideia é que formam um coletivo no qual todos são iguais. Pensam em coletivo, falam em coletivo, agem em coletivo, assinam em coletivo. Recentemente, um professor de uma importante universidade brasileira teve dificuldade de se comunicar com um "aluno" (vai saber o que ele ou ela era de fato) porque ele ou ela se recusava a se identificar na comunicação escrita, já que ele –ou ela– não era uma "pessoa", mas um coletivo.
Imagino que, em cem anos, essa modinha será incluída no conjunto de psicopatologias da virada do século 20 para o 21, época que será vista pela sociologia do futuro como uma era de ressentidos e mimados: a mania por coletivos será classificada como ódio patológico à individualidade, suas responsabilidades e contradições.

Freud classificaria como um estágio da pulsão de morte, seguramente. Para o criador da psicanálise, a pulsão busca sempre uma posição regressiva. No caso da pulsão de morte, ela busca o "repouso na pedra". Na matéria inorgânica.
No caso dos coletivos, ela busca o repouso na destruição do "eu". Na dissolução do "eu" na manada.

Elias Canetti, intelectual judeu búlgaro que estudou as multidões (além do próprio Freud, claro), já apontava a dissolução do "eu" na manada, na "mancha" disforme da multidão. Há um prazer mórbido em se sentir parte de um coletivo: a morte do sujeito moderno, esse atormentado.

O fenômeno dos coletivos é um traço regressivo no embate com a solidão do homem moderno. É uma tentativa, canhestra e primitiva, de "voltar ao útero materno" para ver se o ruído insuportável da realidade disforme do mundo se dissolve porque grito palavras de ordem ou faço coisas pelas quais eu mesmo não sou responsabilizado, mas o "coletivo", essa "pessoa" indiferenciada que não existe.

A indiferenciação num todo sempre foi uma forma de gozo regressivo, de algum modo. As políticas utópicas socialistas históricas carregaram essa marca nelas. Além do mesmo ódio pelo indivíduo, que tentaram matar a todo custo. No fenômeno místico, visto pelos olhos do "sentimento oceânico", como cita Freud, há também um gozo, que pode desaguar em terroristas islâmicos ou dervixes sufis maravilhosos.

O filósofo inglês do século 20 Michael Oakeshott escreveu sobre como ser indivíduo ("projeto" burguês que deu errado) é quase impossível para a maioria das pessoas, justamente pela sua solidão intrínseca e pelas suas contradições.
Oakeshott descreveu inclusive o surgimento de movimentos "anti-indivíduos", que seriam marcados por totens. Esses totens poderiam ser pessoas carismáticas ou ideias que reuniriam massas de pessoas indiferenciadas e furiosas contra os indivíduos vistos por elas como egoístas, sujos, metidos e arrogantes, por serem "contra o coletivo". Acertou em cheio.
Fosse eu escrever um argumento ou roteiro para um curta, escreveria sobre como abelhas evoluíram no seu amor à colmeia, chegando aos coletivos de hoje em dia. E na fúria que caracteriza as abelhas quando você se aproxima da colmeia e da sua rainha, essas abelhas evoluídas odiariam o sapiens, e suas contradições sem fim.

Os protestos contra o governo Temer não são gratuitos e sim de gratidão pelos milhões de reais que as entidades agregadas ao governo federal recebem em contribuições como dinheiro e cargos para seus dirigentes

segunda-feira, maio 23, 2016


R$ 1 BILHÃO PARA O MST E OUTROS MOVIMENTOS DO PT. MTST E OUTRAS ENTIDADES PETISTAS RECEBERAM BILHÕES SEM CONSTRUIR CASAS.

O texto que segue é do site Diário do Poder, do jornalista Claúdio Humberto. Traz um levantamento de uma pequena parte da farra com o dinheiro público promovida pelos governos do PT. São jornalistas, como o medalhão esquerdista Alberto Dines e a filha do ex-assessor de Lula, muito festejado pela escumalha do PT, o velho comunista Ricardo Kotcho.

Acrescento a estas informações do Dário do Poder que vou transcrever na íntegra, que neste domingo pela manhã sintonizei a Globo News e constatei que o programa do Mário Sérgio Conti é patrocinado pela Caixa Econômica Federal, já que por diversas vezes apareceu a vinheta da Caixa e, logo abaixo, aquela logomarca do governo da Dilma.

Mas isto é apenas a ponta do iceberg. Não sei quantos programas das redes de televisão vão ao ar ainda com as logomarcas do governo da Dilma. É uma gastança de dinheiro público que não tem paralelo na história do Brasil e, quiçá, do mundo. 

Inclusive aquele movimento que na noite deste domingo fez aquela passeata e acampou perto da residência em São Paulo, do Presidente Michel Temer, liderado pelo colunista da Folha de S. Paulo, o Guilherme Boulos, também é aquinhoado com dinheiro público. Uma vergonha, um acinte que dá uma ideia inicial do que está por vir à medida que o Governo de Michel Temer avance na apuração desse desvio vergonhoso de bilhões dos cofres públicos.

Leiam a reportagem do site Diário do Poder, onde parte dessa farra escandalosa com dinheiro público, a ponto de falir do Brasil, começa a vir à luz. Conclui-se daí que o impeachment da Dilma é pouco. Tem de proscrever o PT e todos os seus satélites comunistas como a Rede, PCdoB, PSOL e assemelhados. Leiam:

Este aí abraçando Lula é Guilherme Boulos, o chefete dos mortadelas que estão acampados próximo à residência do Presidente Michel Temer em São Paulo. Acumula as funções de articulista da Folha de S. Paulo e agitador de mortadelas.
Sócia da FBL, produtora do “ABZ do Ziraldo” levava R$ 717 mil/ano, Rozane Braga assinou manifesto “anti-golpe”. Inútil: foi cancelado. O programa “Papo de Mãe”, de Mariana Kotscho, filha de ex-assessor de Lula, custava ao contribuinte R$ 2,4 milhões/ano. Foi cancelado. 
O programa “Observatório da Imprensa”, comandado por Alberto Dines, faturava R$ 233 mil por mês e R$ 2,8 milhões ao ano na estatal EBC. O programa “Expedições”, produzido pela empresa Roberto Werneck Produções, teve o contrato de R$ 1,6 milhão cortado pela metade.
A estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela TV Brasil, foi transformada em cabide de boquinhas para amigos de Dilma, do antecessor Lula e do PT. Milhões de reais dos contribuintes foram desperdiçados em programas de amigos petistas. Um deles, o diretor de teatro Aderbal Freire Jr, casado com a atriz Marieta Severo, recebia R$ 91 mil por mês, cinco vezes mais que o presidente da própria EBC. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Totais
O governo Dilma havia destinado um total de R$ 1,012 bilhão. Planilha do Ministério das Cidades, a qual o Diário do Poder teve acesso com exclusividade, mostra que das 60 mil unidades previstas para serem levantadas pelas entidades que receberam o dinheiro, foram entregues apenas cerca de 7 mil, menos de 10% do total. 
Entre os 388 movimentos, a Associação dos Trabalhadores Sem Teto da Zona Noroeste Leste I, de São Paulo, recebeu R$ 2,7 milhões para construir 400 casas. Para a Associação por Habitação com Dignidade, também de São Paulo, foram repassados R$ 2 milhões para erguer 350 casas.
A Associação Habitacional de Rondônia recebeu, segundo o relatório, R$ 6 milhões para construir o Residencial Esperança com 200 habitações. A obra, orçada inicialmente em R$ 12 milhões, tinha prazo para conclusão em outubro de 2015, mas virou um grade canteiro de obras e está paralisada há dois anos.
Farra de milhões
Chamou a atenção do Ministério das Cidades a diferença no valor repassado a movimentos que deveriam, em tese, levantar a mesma quantidade de casas. A União por Moradia Popular do Estado do Paraná (UMP-PR), por exemplo, recebeu R$ 15 milhões para construir 162 casas. Já a Associação Comunitária Ananias Alves Azevedo recebeu "apenas" R$ 3 milhões para 167 casas.
O Movimento Habitacional e Ação Social (Mohas), de São Paulo, recebeu R$ 3,7 milhões para 190 casas, enquanto que a Cooperativa Habitacional Giusepe Garibaldi, no Rio Grande do Sul, recebeu em janeiro de 2014 quase a mesma quantia - R$ 3,4 milhões - para mais que dobro de casas, 400 unidades. Apesar do volume repassado, o Mohas divulga em seu site que é uma "organização sem fins lucrativos".
O Movimento Pelo Direito a Moradia (MDM) recebeu R$ 1,9 milhão para 228 casas. E o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste I (SP) pediu quase R$ 4 milhões para construir 198 casas, mas este não teve a mesma sorte das outras entidades e não foi contemplado.
Recordistas
Na Planilha do Ministério das Cidades os movimentos que mais receberam dinheiro do governo Dilma foram Associação Esperança de Um Novo Milênio, União por Moradia Popular do Estado do Paraná, Associação das Donas de Casa do Bairro Caranã, Associações Solidárias Unidas (ASSUNI), Associação Habitacional de Ipatinga, Associação Pró Moradia Liberdade, Movimento Nacional de Interesse Social (MNIS) e Associação dos Moradores do Acampamento Esperança de Um Novo Milênio. Juntos, receberam mais de R$ 150 milhões.
Pente fino
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse nesta sexta-feira (20), em Recife, que vai pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima semana, uma auditoria no programa Minha Casa, Minha Vida. “Essa auditoria é para eu, enquanto gestor público, me proteger do que foi feito no passado. E para que o próprio tribunal, que já tem indicativos, possa continuar contribuindo com elementos técnicos que vem encontrando no aperfeiçoamento do programa”, explicou. 
Bruno Araújo afirmou que vai buscar ministros do TCU para tratar do assunto. Segundo o ministro, o eventual trabalho do TCU não vai atrasar ou suspender o andamento do programa social. Do site Diário do Poder(Contribuiu: Elijonas Maia/Diário do Poder)

Frase do dia de "Zorra Total"

'Achamos uma saída para a transformação do Ministério da Cultura': ele se chamará 

"Psicultura"

Mais uma aula de política - rasteira - do PT

PT quer obstruir votação


O PT vai tentar obstruir a votação da nova meta fiscal na comissão de orçamento.
A missão do PT é atrapalhar o Brasil.

domingo, 22 de maio de 2016

Protestos dos artistas contra a transformação do Ministério da Cultura em Secretaria é um gesto de gratidão ao ao PT

Eliane Cantanhêde: O mundo pop do golpe

Como a turma do vermelho é a minoria da minoria, a estratégia petista é usar a transformação do Ministério da Cultura em Secretaria como pretexto para mobilizar os aliados do ambiente artístico, que acham chiquérrimo ser “de esquerda”

Por: Augusto Nunes  
Publicado no Estadão
O “exército do Stédile” estava perdendo a guerra da opinião pública e os que ainda insistem em falar em “golpe” trocaram os carimbados MST, CUT, UNE e MTST por uma tropa de elite: os artistas, que se misturam às mocinhas bonitas da classe média alta de Rio e São Paulo que ilustram as manifestações da Avenida Paulista e as capas dos jornais.
Como a turma do vermelho é a minoria da minoria, a estratégia petista é usar a transformação do Ministério da Cultura em Secretaria como pretexto para mobilizar os aliados do ambiente artístico, que acham chiquérrimo ser “de esquerda” e, a partir disso, defendem qualquer coisa. Os “movimentos sociais” dividem, mas o PT acha que esse “mundo pop” soma. É assim que artistas e assemelhados invadem prédios da área de Cultura, para ganhar espaço nas TVs e atrair simpatias entre os que não entenderam nada das pedaladas fiscais e caem na história do “golpe”.
Se ainda há dúvidas sobre por que Dilma Rousseff foi afastada, basta olhar o rombo das contas públicas: o governo dela admitia que era mais de R$ 90 bilhões e Henrique Meirelles e equipe – aliás, excelente equipe – já trabalham com quase R$ 200 bilhões. R$ 200 bi!
As pedaladas foram exatamente isso: Dilma gastou o que tinha e o que não tinha e, mesmo depois de estourar o Orçamento, continuou contraindo mais dívida, inclusive sem permissão do Congresso. Ou seja: ela “pedalou” para esconder o rombo, para continuar gastando mais e mais em políticas populistas e para se reeleger. É ou não crime de responsabilidade?
Aliás, há quem diga, principalmente nas Forças Armadas e na diplomacia, que um outro crime de responsabilidade de Dilma foi, e é, insistir na história do “golpe” no exterior. Para parlamentares, isso configura calúnia e difamações contra as instituições brasileiras: o Supremo, a Câmara e o Senado. Sem falar nos ataques do PT ao MP, à PF e à mídia, pilares da democracia.
Se faltava cutucar os militares, não falta mais, depois da Resolução do Diretório Nacional sobre Conjuntura em que os petistas lamentam terem aproveitado os tempos de poder para modificar os currículos das academias militares e promover oficiais “com compromisso democrático e nacionalista”. Por em dúvida o compromisso democrático e até o nacionalismo de generais, almirantes e brigadeiros é um insulto às Forças Armadas.
Apesar de as três Forças terem mantido silêncio e distância da crise política, econômica e ética, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, não resistiu. Ontem, ele me disse que, com coisas assim, o PT está agindo como nas décadas de 1960 e 1970, aproximando-se do “bolivarianismo” de Cuba e Venezuela e “plantando o antipetismo no Exército”. Essa declaração de um comandante militar, convenhamos, não é trivial.
No próprio plano externo, a tese do golpe está ficando restrita aos próprios “bolivarianos”. Os Estados Unidos já se manifestaram em sentido contrário na Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Argentina e o Paraguai, entre outros, abortaram ameaças conjuntas contra o Brasil. Venezuela e seus seguidores podem ficar falando sozinhos.
Nicolás Maduro diz que há um golpe no Brasil, mas ele é que está na mira da OEA. O diretor-geral da organização, Luis Almagro, o chamou de “ditadorzinho”. Maduro reagiu dizendo que ele é “agente da Cia”. E, como Almagro foi chanceler do Uruguai, o ex-presidente Mujica tomou as dores: “Maduro está louco como uma cabra”.
Temos, pois, que Dilma anda mal de defensores. Os artistas farão manifestações inconsequentes internamente e Maduro tem de se preocupar mais com ele e com a OEA do que com o Brasil, enquanto Michel Temer toureia um Congresso rebelde e Henrique Meirelles tenta descobrir o tamanho do rombo e o fundo de um poço que parece não ter fim.

" O PT hoje admite até que deveria ter bolivarianado as Forças Armadas "

Vlady Oliver: Pra lá que eu vou

O PT hoje admite até que deveria ter bolivarianado as Forças Armadas

Por: Augusto Nunes  
Quem sou eu para polemizar com o grande Guzzo, mas acho que o processo de afastamento dessa mamulenga inclui a perda dos direitos eleitorais por oito anos, não estou certo? Por esse prisma, a dona dos ovos mais revoltosos do mundo só poderá candidatar-se ao terceiro turno ─ ou mesmo votar singelamente em algum picareta ─ nas eleições de 2024. Foi essa a conclusão a que chegaram alguns colegas jornalistas ─ do Guzzo, não meus ─ aboletados no canal vermelho da platinada.
No mais, gostaria de achar que a vida segue e pronto. Não segue. Foi paralisada por um partido de vagabundos que hoje admitem até que deveriam ter bolivarianado as Forças Armadas. É escandaloso como, acuada pelos fatos, essa gente evacua em público, achando que são polvos em vez de lulas. São os polvos, outra qualidade de “molúsculos”, que soltam aquele jato de tinta para baratinar seus predadores, enquanto fogem em desabalada carreira, borrando todo o ambiente.
Aqui a coisa ainda está no patamar daquele ministério da cultura, que mais parece uma seita marreta. Seus cambonos vivem do baticum vagabundo, dos mantras safados e do dinheiro público que amealham com a maior desfaçatez, escarnecendo do resto dos viventes com seus projetos de arte bem duvidosos. Basta comparar o orçamento dessa pasta com a dos órgãos vitais da República para termos uma ideia da relevância dessa vadiagem sustentada com o nosso dinheiro.
Sou um artista. Financiado pela iniciativa privada. Tenho um projeto para levar conhecimento de tecnologia gratuitamente para quem não pode pagar por ele. Sofro todo tipo de boicote, inclusive um que conheci aqui que chamou minha iniciativa de “medíocre e amadora”, embora um grande estúdio norte-americano pense justamente o contrário e esteja interessado em minha humilde contribuição à humanidade. Mais não direi.
Acho apenas que só uma forte – eu diria fortíssima – atuação do poder público e da iniciativa privada em conjunto poderá um dia garantir ─ sem proselitismos, sem ideologias rasteiras ─ que o país possa integrar o restrito grupo dos países que pensam, e ajudam a pensar a qualidade de vida mundial, investindo pesadamente na educação e na formação profissional verdadeira. Sem firulas. Sem crendices.
E sem seitas picaretas se apoderando do dinheiro público que serviria para a formação profissional de todos esses pobres encostados no Bolsa Família. Que tal as Severos, as Sabatelas, os Soares, os Buarques darem aulinhas de música e teatro para os desvalidos? Isso eles não querem nem ver de perto. O que essa gente gosta mesmo de incluir é vinho caro em conta de restaurante. Ora, vão à…
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"Feira, boteco, bordel..." A evolução da mediocridade na política do Brasil / Sonia Zaghetto

Sonia Zaghetto: Feira, boteco, bordel

Aos poucos consolidou-se a ideia de que, para se aproximar do povo, nossos representantes têm que adotar uma fala chula, rasteira

Por: Augusto Nunes  
Não sei bem quando a política brasileira começou a se confundir com feira livre, boteco e bordel. Talvez na chegada de Cabral, quando escambo, compadrio, clientelismo e a frouxidão dos costumes desembarcaram, junto com os europeus, nas grandes praias da costa brasileira. Mas deixo aos historiadores e cientistas sociais a parte de explicar a gênese e evolução desse non-sense que hoje domina em grande parte a cena política nacional. Concentro-me por ora nos impressionantes artistas do Gran Circus Brasil.
Em um momento tão grave da história da República, os brasileiros assistem ao que ocorre na Praça dos Três Poderes com um sentimento que alterna descrença, desalento e vergonha.  Não, não culparei apenas os políticos, que para lá foram conduzidos pelo voto livre e democrático. Responsabilizarei também por esse estado de coisas a proverbial opção pela chicana, pelo candidato histriônico e pelo discurso grosseiro.
Trouxemos para a vida real Odorico Paraguaçu, o personagem de Dias Gomes que encarnou o estereótipo do político corrupto que se vale do verbo torto para convencer os eleitores de que pode fazer chover no sertão, abrir caminho entre os sete mares e reinventar o paraíso. Populista e falastrão, Odorico parece ter sido um modelo levado a sério pela classe política.
Aos poucos consolidou-se a ideia de que, para se aproximar do povo, nossos representantes têm que adotar uma fala chula, rasteira, que eles acreditam reverberar melhor na alma popular. Por alguma razão que me escapa, nossos líderes entenderam que essa aproximação não se daria pela via da sensibilidade acerca das questões sociais, da eficiência administrativa, das atitudes comedidas, da responsabilidade perante as contas públicas, da postura equilibrada e de discursos onde a razoabilidade prevaleceria sobre a oratória vã.

Em 1990, Fernando Collor trombeteou aos eleitores: “Tenho aquilo roxo”. Referia-se à cor dos próprios genitais que, segundo a crença tradicional por ele evocada, seria sinônimo de homem corajoso. A frase tornou-se moda. Muita gente repetiu, os tolos riram ainda uma vez. Mais uma barreira vencida. A essa época, já tínhamos representantes que adotavam o estilo feira livre: berros ensurdecedores para vender seu peixe. E, claro, balcões onde se negociava de tudo, inclusive consciências.
Nos primeiros anos de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que antes de adotar a configuração “paz e amor” era dono de um discurso extremado – descobriu as maravilhas da mansuetude e da autolouvação. Nunca antes na história deste país tornou-se um clássico à moda Goebbels.  A eloquência mesmerizava as multidões a ponto de convencer a quase todos sobre as grandes virtudes de administradora de sua desconhecida auxiliar, guindada à condição de sucessora do trono. Consolidava-se a conversa de boteco, aquela superficial, em que, embalado por duas ou três cervejas, o sujeito converte-se em técnico de futebol renomado, cientista laureado ou historiador nato. Sob tais condições etílicas, acredita-se em muita lorota e derrama-se muita balela nos ouvidos alheios. Sem compromisso algum com a verdade.
pièce de résistance que nutria o ódio entre os brasileiros na era Lula ganhou ainda mais espaço no primeiro reinado de Dilma Rousseff. A retórica oficial apostava em outro clássico da conversa de boteco: as generalizações. As elites brancas, de olhos azuis e opressoras tornaram-se objeto de ódio. Os slogans separatistas multiplicaram-se: agora, a Casa Grande do século 21 surta quando a senzala aprende a ler; meritocracia tornou-se palavrão e privatização é igual a sexo na era vitoriana: pratica-se a rodo no escurinho das alcovas, mas não se admite o ato nem sob tortura.
Há dois meses, Lula inaugurou uma nova fase no repertório do discurso político nacional: comparou-se a uma jararaca. Aristóteles, Demóstenes e Cícero – se vivos fossem – teriam meneado as clássicas cabeças. Quem, em sã consciência, se compara a uma serpente, associada a traição, veneno e morte? Imagine Barack Obama ou James Cameron proferindo algo semelhante!  Aliás, imagine Obama ou Cameron bradando aos quatro ventos qual a cor de seus genitais! Atitude igual, lamento dizer, só na selva mesmo, com as feras disputando território à base de urina nos arbustos. Nem Putin, senhores, ousaria tanto. E ele é russo!
Se hoje boa parte de nossos políticos acha naturalíssimo expor a própria intimidade, igualmente não se peja de continuar a receber salários e benesses enquanto enfrenta processos e investigações. Flagrados em escândalos, acreditam-se donos dos cargos que ocupam e dali não se afastam, a não ser que sejam expurgados. Também não se constrangem em mentir: repetem com absoluta convicção teorias esdrúxulas e versões que não resistem a simples análises. E a todos nos deixam com a  impressão que uma certa dose de psicopatia é necessária para alcançar os postos mais elevados da Nação.
Por muito menos do que vemos hoje no Brasil, renunciariam os homens públicos de outros países onde ainda sobrevive um certo pudor. A prostituição da política há muito já deixou de ser motivo de vergonha em nosso país – lamentavelmente.
Agora, quase não se vê vestígios de qualquer respeito aos cargos e funções públicos. Foi-se a solenidade do cargo e o comedimento do gesto.  O varal de cartazes colados esta semana nos vidros do Palácio do Planalto é mais uma prova de que as instituições foram convertidas em meros “puxadinhos”. É a mais recente demonstração da confusão que se estabeleceu entre Estado e governo. Recuamos trezentos anos e caímos no absolutismo ególatra de Luís XIV:  “LÉtat c’est moi” (O Estado sou eu).
Aceitemos: somos co-autores dessa piada macabra que nos vitima. Felizmente, estamos deixando de rir como crianças tolas. Hora de dizer não aos discursos toscos e atitudes galhofeiras. Hora de varrer os slogans ocos e a crescente espetacularização da política, cujo ápice foram as excelências estourando bombas de confete no plenário da Câmara em plena votação do impeachment.
Não, senhores, apesar de seus esforços em nos infantilizar, uma grande parte da população reconhece a superioridade da elegância e da ética – e as prefere em seus representantes, embora, obviamente, muitos desavisados ainda se riam das baixezas. Alguns por mera identificação; outros porque acham no mínimo curioso que um homem público, ocupante de altas funções, desça ao nível dos bufões.
E há os que, justamente por se reconhecerem anões morais, deleitam-se com as bravatas e traquinagens dos governantes. A estes interessa assistir ao circo político como quem assiste a um episódio do Big Brother, comprazendo-se com a miséria das atitudes e com as pequenezas dos poderosos. “São todos iguais a mim”, dizem a si mesmos, contentes que a tacanharia seja coletiva. Traduzem aquele gozo miúdo dos que, incapazes de se erguer, debulham-se de alegria perante a queda alheia.
Estes passarão, assim como a era das mediocridades na política nacional.
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