sábado, 17 de setembro de 2016

Um professor do Paraná empalhou 6 mil animais e com eles criou um MUSEU ... / BBC

A trajetória do professor do Paraná que empalhou mais de 6 mil bichos e criou um museu

  • Há 1 hora

Joao GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionProfessor João Galdino em meio ao acervo de mais de 6 mil animais empalhados, construído ao longo de cinco décadas

Uma antiga estação ferroviária em Cornélio Procópio, no norte do Paraná, abriga um urso-marrom, um enorme jacaré-açu, um lobo-guará, uma sucuri e centenas de outros animais, entre aves, répteis, anfíbios e felinos.
Na mesma cidade, quem abre a porta de uma sala da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) dá de cara com tigres, leões e onças-pintadas.
Um desavisado pode se assustar com tantas feras, mas os animais são inofensivos: estão mortos e foram empalhados por João Galdino, 77 anos, professor de fala pausada, voz grave e entusiasta da educação ambiental.
Dentista e biólogo, ele conheceu a taxidermia (processo de conservação de animais mortos) quando cursava Odontologia, em Campinas (SP), na década de 1960.
Filho de pequenos agricultores e com pouco dinheiro no bolso, ele costumava visitar o Bosque dos Jequitibás, um dos parques mais antigos da cidade paulista.

João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionPara empalhar tigre-de-bengala que pesava 260 quilos, Galdino precisou construir um esqueleto de ferro. Os olhos são de cristal, importados da Alemanha.

"No bosque havia um professor que fazia taxidermia chamado Mario Lotufo. Colei nele. Observava tudo. Acabei aprendendo de tanto olhar", recorda Galdino.
O primeiro animal que empalhou foi um gavião. Não parou mais.
Formado dentista, Galdino voltou ao Paraná. Atendia como odontólogo e lecionava a antiga disciplina de Ciências no ensino médio. E resolveu fazer faculdade de Biologia à noite para aprender mais sobre fauna e flora.
"Foi aí que soube que muitos animais de zoológicos sofriam com problemas dentários. Não havia profissionais para mexer nos dentes deles. Entrei nessa. Durante 16 anos fiz canais e obturações em leões, tigres, onças, ursos, javalis, chimpanzés de diversos zoos do país. Tive que fabricar instrumentos para mexer nas bocas de cada um deles", conta o professor.
Enquanto cuidava de dentes e dava aulas já como professor universitário de Biologia, Galdino foi formando seu acervo, com doações dos próprios zoológicos e de órgãos ambientais.

João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionReserva técnica do museu fica em espaço em universidade que quase não comporta mais animais, que continuam chegando.

"Até hoje é assim. Quando morre um animal, ligam para mim. Se acho interessante, pego minha caminhonete e vou buscar, não importa a distância."

Construindo um museu

O acervo do professor chamou a atenção da Prefeitura de Cornélio Procópio em 2002, ano em que a cidade inaugurou um Museu de História Natural na antiga estação ferroviária do município.
O espaço foi adaptado para receber as peças de Galdino, que formam hoje 100% do acervo.
Paredes receberam pinturas para caracterizar os ambientes dos biomas representados. Galhos de árvores, folhas e outras plantas ajudam a compor os cenários em que os animais são astros.

João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionEspaços do museu criado por professor em Cornélio Procópio são caracterizados por biomas
João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionAcervo foi formado com doações de zoológicos e órgãos ambientais - atropelamentos são uma das principais causas das mortes dos bichos

"Não basta empalhar. Tem que saber a postura de cada um na natureza: o que come, o que preda, em qual árvore sobe, em qual não sobe. Assim é possível ter um trabalho de educação ambiental bem feito", afirma Galdino.
O museu trabalha de acordo com as restrições orçamentárias da prefeitura. Por falta de funcionários - são apenas dois - abre somente de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O orçamento para manutenção do acervo é de R$ 7,2 mil mensais, repassados a um instituto presidido por Galdino.
Mesmo assim, os livros de visita do museu registram mais de 60 mil nomes em 12 anos de atividades. Número superior à população de Cornélio Procópio, cidade de 48.615 habitantes. A maioria do público é de crianças de escolas da região.
Quando possível, o próprio professor faz o papel de monitor das visitas. Gosta de explicar sobre os animais para crianças e outros públicos. "Não tem nada mais emocionante do que ver um deficiente visual podendo tocar nos animais, pegá-los nas mãos."
Como o espaço histórico da estação ferroviária da cidade não permite ampliações e não comporta mais do que 300 animais, o professor recorre a espaços na Universidade Estadual do Norte do Paraná, onde permanece produzindo.

João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionProfessor utiliza taxidermia como instrumento de educação ambiental no norte do Paraná

Praticamente já não cabe mais nenhum bicho por lá. Mas eles continuam chegando, sobretudo animais silvestres que morrem atropelados em estradas, como onças-pardas, e outros oriundos de zoológicos.

Arte e prática

O processo de taxidermia é minucioso. Tudo o que é carne é retirado. Para a conservação, é utilizada uma pasta específica, à base de arsênico. O interior do animal é preenchido com serragem, parafina ralada, poliuretano ou palha. Também são utilizados outros materiais.
Para empalhar um tigre-de-bengala que pesava 260 quilos, o professor precisou construir um esqueleto de ferro. Os olhos são de cristal, importados da Alemanha. Um par custa US$ 30.

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Image captionBiólogo e dentista se especializou em processo complexo que envolve preenchimento de animais com serragem, parafina ralada, poliuretano ou palha
João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image captionMateriais para taxidermia: olhos são de cristal importados da Alemanha chegam a custar US$ 30 o par

Sobre planos para o futuro, Galdino diz que sonha em encontrar um lugar que possa acolher e expor o acervo. A sala que a faculdade reservou para ele está saturada.
Quase não dá para se locomover dentro do espaço. É preciso esforço para alcançar um condor que está atrás dos tigres e necessita de um reparo na asa. E isso sem pisar em uma sucuri de 7,4 metros capturada em um brejo do Rio Tietê, perto de Bauru (SP). "Ela estava com 76 filhotes na barriga. Infelizmente foi laçada, fraturou vértebras e morreu", lamenta.
"Tudo aqui tem um valor científico, cultural e pedagógico. Quero compartilhar", conclui o professor que criou um museu de história natural praticamente sozinho.

João GaldinoImage copyrightSERGIO RANALLI
Image caption'Não basta taxidermizar. Tem que saber a postura de cada animal na natureza paraum trabalho de educação ambiental bem feito', afirma Galdino

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Humor

quinta-feira, setembro 15, 2016


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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO: As orelhas ardem - RUY CASTRO

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO: As orelhas ardem - RUY CASTRO: FOLHA DE SP - 14/09 RIO DE JANEIRO - Na sessão de posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal, o ministro Cels...

http://avaranda.blogspot.com.br/2016/09/as-orelhas-ardem-ruy-castro.html?spref=bl

quarta-feira, setembro 14, 2016

As orelhas ardem - 

RUY CASTRO

FOLHA DE SP - 14/09

RIO DE JANEIRO - Na sessão de posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal, o ministro Celso de Mello, decano do STF, disse em discurso: "Fatos notórios [...] revelaram que se formou, em passado recente, no âmago do aparelho estatal e nas diversas esferas governamentais da Federação, uma estranha e perigosa aliança entre determinados setores do Poder Público, de um lado, e agentes empresariais, de outro, reunidos em imoral sodalício com o objetivo ousado, perverso e ilícito de cometer uma pluralidade de delitos profundamente vulneradores do ordenamento jurídico instituído pelo Estado brasileiro".

E continuou: "A corrupção traduz um gesto de perversão da ética e do poder e da erosão da integridade da ordem jurídica, cabendo ressaltar que o dever de probidade e de comportamento honesto e transparente configura obrigação, cuja observância impõe-se a todos os cidadãos desta República, que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper".

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também discursou: "Os trabalhos de investigação desenvolvidos na Lava Jato conduziram-nos por caminhos ainda não percorridos. Descobrimos a latitude exata do entroncamento entre o submundo criminoso dos políticos e o capitalismo tropicalizado do compadrio, favorecimento e ineficiência".

E mais: "As forças do atraso, que não desejam mudança de nenhuma ordem, já nos bafejam com os mesmos ares insidiosamente asfixiantes do logro e da mentira. Tem-se observado diuturnamente um trabalho desonesto, de desconstrução da imagem de investigadores e juízes. Atos midiáticos buscam ainda conspurcar o trabalho sério e isento desenvolvido nas investigações da Lava Jato".

Sentados ao redor deles, com as orelhas em fogo, o ex-presidente Lula e seus confrades.

O futuro do ex-presidente Lula está delineado pela Lava Jato / blog de Josias de Souza



Lula enfrenta o adversário mais desafiador: a lei

Josias de Souza
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Lula deixou a Presidência como recordista de popularidade, com uma aliada na sua poltrona e convencido de que retornaria ao cargo máximo da República. Hoje, Lula coleciona taxas de rejeição acima dos 50%, acaba de assistir à deposição de sua pupila e enfrenta o medo de parar na cadeia. Lula ganhou uma nova qualificação. O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, enganchou no título de ex-presidente a designação de “comandante máximo de corrupção na Lava Jato.”
A denúncia inaugural enviada ao juiz Sérgio Moro injeta o tríplex do Guarujá e o aluguel de contêiners pela OAS no contexto geral da corrupção, caracterizando Lula como ''general'' da bandalheira. E ainda há muito por vir. Lula é acusado ou suspeito —em Curitiba e alhures— de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de inflência, obstrução da Justiça e formação de quadrilha. Traduzindo-se o pesadelo do linguajar do Código Penal para o português das ruas, Lula foi reduzido à condição de um reles suspeito de se beneficiar de dinheiro sujo.
No final de janeiro, em entrevista a um grupo de repórteres-companheiros, Lula jactou-se: “Não sou investigado!” Crivado de suspeitas já àquela altura, permitiu-se um instante de autocongratulação: “Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem, nesse país, uma viva alma mais honesta do que eu.” Decorridos oito meses, o personagem é réu em Brasília e denunciado em Curitiba.
Lula lutou para fugir de Sérgio Moro. Sua penúltima tentativa resultou numa bronca do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Ao negar novo pedido da defesa do ex-presidente para suspender inquéritos que correm contra ele em Curitiba, Teori anotou que a peça não passava de mais uma das inúmeras tentativas de “embaraçar as investigações.”
O morubixaba do PT tem motivos para temer Sérgio Moro. Sem alarde, o juiz encostou a Lava Jato na jugular de Lula. Primeiro, avalizou a inclusão do tríplex 164-A, que a OAS reservara para a família Silva no célebre prédio do Guarujá, no rol de imóveis investigados na Operação Triplo X.
Na sequência, Moro liberou a Polícia Federal para abrir, na mega-investigação do assalto à Petrobras, um inquérito específico sobre o sítio de Atibaia, cuja utilização foi terceirizada a Lula —livre de ônus e sem prazo— por dois sócios do primogênito Fábio Luiz da Silva, o Lulinha.
Logo, logo Moro enviará Lula ao banco dos réus. E estará pronto para intimá-lo a prestar depoimentos. Nessa hora, a pose de perseguido político e as notas oficiais do Instituto Lula terão pouca serventia. O depoente terá de oferecer explicações. Algo que vem sonegando até aqui. Talvez por não dispor de matéria-prima.
Lula enfrenta agora o adversário mais implacável de toda sua carreira: a lei. Contra esse rival, sua retórica fácil, os palanques e as plateias amigas terão pouca serventia. O trabalho da força-tarefa da Lava Jato acaba de tornar Lula candidato a uma pena de pode variar de 4 anos a 16 anos de cadeia. De resto, Lula virou também candidato a ex-candidato às eleições presidenciais de 2018.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Dilma poderá ficar inelegível ... No Brasil nada é definido de verdade ... somos viciados em eufemismos!

terça-feira, setembro 13, 2016

EXTRA! SAIBA POR QUE DILMA FICARÁ INELEGÍVEL POR 8 ANOS APESAR DA CHICANA DE RENAN & LEWANDOWSKI.

Dilma ficará mesmo inelegível por 8 anos, mas não por deliberação do Supremo Tribunal Federal. No exame de “caso concreto”, uma ação civil pública será suficiente para anular a nomeação da ex-presidente para um cargo público ou o eventual registro de uma candidatura, afirmam ministros do STF ouvidos pela coluna. Juízes aplicam a Constituição, que vincula a perda do cargo à perda de direitos políticos. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O art. 52 da Constituição, ignorado pelo Senado no julgamento de Dilma, determina inelegibilidade de presidente que sofre impeachment.
O STF decidiu ignorar as ações contra o “fatiamento”: não é instância de recurso para o impeachment, tema exclusivo do Poder Legislativo.
Se Dilma quiser se candidatar, a Justiça de 1º grau poderá enquadrá-la na Lei Ficha Limpa, que inabilita gestores públicos condenados.
O STF não analisará o julgamento, ainda que não se conheça um único ministro que aprove o conchavo para preservar os direitos de Dilma. Do site Diário do Poder

A influência intelectual e da pregação política socialista do PT nas escolas e nas universidades do Brasil impõe reações de pais, educadores, Ministério da Educação

segunda-feira, setembro 12, 2016

Resultado de imagem para imagem de lousa em sala de aula
Quem diz que não existe pregação socialista nas escolas mente ou é desinformado - 

LUIZ FELIPE PONDÉ

FOLHA DE SP - 12/09
Quem disser que não existe pregação política socialista ou afins nas escolas e nas universidades mente ou é, simplesmente, desinformado. Chega-se ao cúmulo do ridículo quando se nega isso em público. Só se repete essa mentira em público porque a maior parte da audiência –feita de professores, alunos e gente "do ramo"– concorda com a pregação petista.

Já disse isso aqui, mas, como num mundo ruidoso como o nosso sempre precisamos repetir o óbvio, vamos lá: quase todo professor de humanas prega descaradamente em sala de aula a cartilha marxista, requentada ou não. E, assim, formará outros professores, artistas, cineastas, profissionais de TV e rádio, publicitários, advogados, jornalistas, enfim, um monte de gente que será massa de manobra de partidos como o PT e PSOL.

Entretanto, não sou a favor de uma lei que crie espaço para ainda mais censura na sala de aula. Por outro lado, se pais, professores menos alienados na cartilha marxista e alunos menos manipulados por essa cartilha não botarem a boca no trombone, continuaremos a ter a reprodução infinita de esquemas de "bullying" intelectual e institucional contra professores e alunos que se distanciarem desse quadro de "comissários petistas do povo".
Nesta semana recebi de uma leitora uma foto de uma lousa numa sala de aula de uma dessas escolas caras da zona oeste de São Paulo, que prima por ser a mais rica da cidade e com mais gente 'mimimi', na qual o professor ou professora pedia um trabalho cujo tema era "Fora Temer, golpista" (sei qual é a escola, mas não vou dar o nome dela aqui para poupá-la da saia justa).

A foto foi tirada por uma aluna, como é de hábito hoje em dia fazer quando o professor escreve algo na lousa, em vez de copiar no caderno. A intenção da atividade didática era levar os alunos a pesquisar e refletir sobre o "golpe" e as formas de enfrentamento dele.

"Et voilà", diriam os franceses quando mostram algo óbvio. Poderíamos acrescentar que, na pós-graduação, professores dedicam parte de suas aulas para falar mal de vídeos e textos de colegas que criticam seu "ópio" mais amado: o caminho da roça conhecido como crença marxista.

Mas, como toda gente militante acaba por ficar meio "tosca", ao fazer isso eles provam a tese de quem os acusa de pregar o "ópio do intelectuais" em sala de aula.
Sobre isso, aliás, indicaria o grande clássico recém lançado no Brasil pelo selo Três Estrelas, "O Ópio dos Intelectuais" do filósofo e sociólogo francês Raymond Aron (1905 - 1983). O livro foi lançado nos anos 1950 e de lá para cá nada mudou: os intelectuais e associados continuam a viver dos mesmos mitos políticos do socialismo.

E nada vai mudar se você não se mexer (claro, se você não for um dos integrantes da seita retrógrada): seus filhos serão petistas e dirão que, sim, "podemos roubar e calar a boca dos outros, em nome da revolução". A ideia de uma lei contra a escola com partido não vai adiantar nada, vai apenas criar condições para os "pastores do ópio dos intelectuais" continuarem sua pregação, com a cara mais lavada do planeta. Usarão de recursos retóricos do tipo "queremos apenas formar alunos críticos", ou a "direita quer censurar o pensamento na sala de aula". Risadas? Esse papinho só cola para os ouvidos mal informados.
Já existe censura na sala de aula. Recebo continuamente e-mails de professores e alunos em papos de aranha porque não rezam na cartilha dos "pastores do ópio dos intelectuais".

Em escolas como a daquela lousa petista, mesmo se os alunos quiserem convidar os professores ou intelectuais que não rezam na cartilha do "ópio dos intelectuais", terão sua iniciativa negada.

Isso acontece da forma mais descarada que você pode imaginar. Portanto, não acredite quando ouvir muitos desses intelectuais ou professores (não são todos, mas, sim, são a maioria) dizerem que são a favor do "diálogo" ou do "debate". É uma piada. Não existe diálogo ou debate na universidade ou na escola. É mais fácil você achar diálogo e debate numa igreja evangélica. Juro por Deus! Aleluia, irmãos!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

" Quem diz que não existe pregação socialista nas escolas e nas universidades mente ou é, simplesmente, desinformado " Luiz Felipe Pondé

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO: Quem diz que não existe pregação socialista nas es...: FOLHA DE SP - 12/09 Quem disser que não existe pregação política socialista ou afins nas escolas e nas universidades mente ou é, simplesment...

segunda-feira, setembro 12, 2016


Resultado de imagem para imagem de lousa em sala de aula
Quem diz que não existe pregação socialista nas escolas mente ou é desinformado - 

LUIZ FELIPE PONDÉ

FOLHA DE SP - 12/09Quem disser que não existe pregação política socialista ou afins nas escolas e nas universidades mente ou é, simplesmente, desinformado. Chega-se ao cúmulo do ridículo quando se nega isso em público. Só se repete essa mentira em público porque a maior parte da audiência –feita de professores, alunos e gente "do ramo"– concorda com a pregação petista.

Já disse isso aqui, mas, como num mundo ruidoso como o nosso sempre precisamos repetir o óbvio, vamos lá: quase todo professor de humanas prega descaradamente em sala de aula a cartilha marxista, requentada ou não. E, assim, formará outros professores, artistas, cineastas, profissionais de TV e rádio, publicitários, advogados, jornalistas, enfim, um monte de gente que será massa de manobra de partidos como o PT e PSOL.

Entretanto, não sou a favor de uma lei que crie espaço para ainda mais censura na sala de aula. Por outro lado, se pais, professores menos alienados na cartilha marxista e alunos menos manipulados por essa cartilha não botarem a boca no trombone, continuaremos a ter a reprodução infinita de esquemas de "bullying" intelectual e institucional contra professores e alunos que se distanciarem desse quadro de "comissários petistas do povo".

Nesta semana recebi de uma leitora uma foto de uma lousa numa sala de aula de uma dessas escolas caras da zona oeste de São Paulo, que prima por ser a mais rica da cidade e com mais gente 'mimimi', na qual o professor ou professora pedia um trabalho cujo tema era "Fora Temer, golpista" (sei qual é a escola, mas não vou dar o nome dela aqui para poupá-la da saia justa).

A foto foi tirada por uma aluna, como é de hábito hoje em dia fazer quando o professor escreve algo na lousa, em vez de copiar no caderno. A intenção da atividade didática era levar os alunos a pesquisar e refletir sobre o "golpe" e as formas de enfrentamento dele.

"Et voilà", diriam os franceses quando mostram algo óbvio. Poderíamos acrescentar que, na pós-graduação, professores dedicam parte de suas aulas para falar mal de vídeos e textos de colegas que criticam seu "ópio" mais amado: o caminho da roça conhecido como crença marxista.

Mas, como toda gente militante acaba por ficar meio "tosca", ao fazer isso eles provam a tese de quem os acusa de pregar o "ópio do intelectuais" em sala de aula.

Sobre isso, aliás, indicaria o grande clássico recém lançado no Brasil pelo selo Três Estrelas, "O Ópio dos Intelectuais" do filósofo e sociólogo francês Raymond Aron (1905 - 1983). O livro foi lançado nos anos 1950 e de lá para cá nada mudou: os intelectuais e associados continuam a viver dos mesmos mitos políticos do socialismo.

E nada vai mudar se você não se mexer (claro, se você não for um dos integrantes da seita retrógrada): seus filhos serão petistas e dirão que, sim, "podemos roubar e calar a boca dos outros, em nome da revolução". A ideia de uma lei contra a escola com partido não vai adiantar nada, vai apenas criar condições para os "pastores do ópio dos intelectuais" continuarem sua pregação, com a cara mais lavada do planeta. Usarão de recursos retóricos do tipo "queremos apenas formar alunos críticos", ou a "direita quer censurar o pensamento na sala de aula". Risadas? Esse papinho só cola para os ouvidos mal informados.

Já existe censura na sala de aula. Recebo continuamente e-mails de professores e alunos em papos de aranha porque não rezam na cartilha dos "pastores do ópio dos intelectuais".

Em escolas como a daquela lousa petista, mesmo se os alunos quiserem convidar os professores ou intelectuais que não rezam na cartilha do "ópio dos intelectuais", terão sua iniciativa negada.

Isso acontece da forma mais descarada que você pode imaginar. Portanto, não acredite quando ouvir muitos desses intelectuais ou professores (não são todos, mas, sim, são a maioria) dizerem que são a favor do "diálogo" ou do "debate". É uma piada. Não existe diálogo ou debate na universidade ou na escola. É mais fácil você achar diálogo e debate numa igreja evangélica. Juro por Deus! Aleluia, irmãos!



"Mas a história não é um tribunal, muito menos um juiz a indicar certo e errado em meio a opiniões. " / Leandro Karnal

Leandro Karnal
11 Setembro 2016 | 02h00
A ideia do julgamento póstumo apareceu na fala do advogado José Eduardo Cardozo ao defender a ex-presidente Dilma, assim como no longo discurso dela no Senado. A história seria implacável com aqueles que votassem a favor do impeachment. Cardozo foi mais longe. Entre lágrimas, almejou que algum ministro da justiça teria de pedir desculpas à presidente que caía. Era o apelo ao Supremo Tribunal do Tempo (STT) revestido de profecia.
Pessoas de fora da área da história costumam repetir o que chamamos de “sentido ciceroniano” da memória. Cícero chamou à História “mestra da vida”. Haveria uma reserva moral perceptível no desenrolar dos fatos. O tempo garantiria a retirada das paixões. Só a tinta seca permitiria avaliar o quadro. A serenidade conferida pela distância dos fatos e a verificação cirúrgica das intenções, possibilitaria ao historiador assumir a toga isenta de juiz do mundo pretérito. Tal como um magistrado sério, quem escrevesse sobre o passado não se afogaria nos desequilíbrios partidários do torvelinho atual. Fleuma, a virtude exaltada pelos ingleses; fleuma como sinônimo de tranquilidade e equilíbrio, seria o traço dominante e desejável ao prolatar sentenças.
Objetividade e discernimento são, de fato, atributos de um bom texto histórico. Mas a história não é um tribunal, muito menos um juiz a indicar certo e errado em meio a opiniões. O grande Marc Bloch já insistia, numa obra escrita num campo de concentração nazista (um lugar bom para se dizer o contrário), que a história não deveria julgar. História não tem sentido moral. Pior: nada garante que o estudo do passado evite erros do presente, até porque os fatos não se repetem, são sempre únicos.
Direi de forma direta: a ex-presidente Dilma pode, em 50 anos, ter um avaliação oposta à atual (ainda que não exista uma unanimidade hoje). Isto não será fruto de uma maior justiça ou equilíbrio, mas do que estiver ocorrendo em 50 anos e quais fatos desejaremos esquecer, lembrar ou até criar. A justiça é dada também pelo futuro e por suas necessidades. A lógica do passado não é autônoma.
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Quando calarem as personagens envolvidas, quando os polos exaltados tiverem submergido no silêncio, quando Janaína, Dilma, os netos de Dilma citados por ambas, Cardozo, Lula, Lewandowski, bem como você e eu, caro leitor; estivermos todos reintegrados ao ciclo do solo, não emergirá a justiça e a isenção, mas novas personagens com novas paixões e interesses.
São os fatos e posições do presente que dizem se Che Guevara foi um herói (o “maior homem da história” para Sartre) ou um canalha assassino (para outros). Cada tribunal da História terá sempre o juiz do seu tempo, o júri e os advogados da sua historicidade específica. Nunca existirá isenção. Sempre vicejará a subjetividade. Neutralidade é um desejo e uma meta, jamais uma realidade integral.
Não se trata de relativismo extremado, mas de reconhecer que o certo e o errado são determinados historicamente. A presença do STF no imbróglio, por exemplo, foi dada como garantia para a legalidade do processo. Isto é correto para muitos, mas não significa que o julgamento seja, em si justo, apenas que atingiu seus objetivos através do STF. A legalidade não é sinônimo de justiça. Todo tribunal é formado por homens e suas subjetividades. Coisas exclusiva do Direito? Não! Havia médicos assistindo a algumas sessões de tortura durante a ditadura. A presença de um médico não significou a defesa da vida e da saúde, as funções que o juramento de Hipócrates obriga a todo esculápio. Da mesma forma e para não parecer corporativista, a presença do professor não garante a educação. Por vezes, infelizmente, é um obstáculo ao aprendizado.
Nem tragédia e nem farsa, como pensou Marx: a história é apenas uma sucessão caótica de acontecimentos destituída de lógica ou moral. Somos náufragos no gigantesco oceano dos fatos, dando ao passado direções póstumas a partir de morais presentes. Talvez a história absolva Dilma. Talvez a condene com veemência maior. Talvez ela seja esquecida. Talvez vire nome de praças que, depois, serão renomeadas em outro regime. Nem ela e nem nós estaremos aqui para saber. Voltamos à primeira frase. A história absolveu Fidel? O assalto ao quartel de Moncada falhou em 1953, mas o advogado cubano acabou tomando o poder. Assumindo o controle do cabo do chicote que antes o fustigara, ele executou adversários, mudou o judiciário e impôs novas leis. Assim, a história revolucionária da ilha o promoveu a herói, pois foi reinventado por novos donos da memória. Um bom domingo a todos vocês!