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Ira reaceneende a guera no Oriente

terça-feira, 17 de julho de 2012

Será que o investidor externo quer arriscar seu dinheiro no futuro do Brasil?

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120716_risco_brasilapatia_pu.shtml

Existe o risco de uma ‘Brasilapatia’?

Atualizado em  16 de julho, 2012 - 06:29 (Brasília) 09:29 GMT
Em um cenário de renovada desaceleração econômica global, o Brasil pode vir a enfrentar uma temível "apatia" dos investidores estrangeiros, de acordo com a avaliação de um economista brasileiro da Universidade de Columbia, em Nova York.
Até agora, o país surfou em uma onda positiva de boom de commmodities, dinamismo econômico, expansão do mercado doméstico, aposta do setor privado neste mercado e status de destino privilegiado de investidores internacionais.
Entretanto, o modelo centrado no aumento do consumo doméstico e na expansão do crédito dá mostras de arrefecimento.
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil alertam que é preciso resolver o impasse das reformas para estender o bom momento econômico no futuro.
No campo externo, um dos motores do crescimento brasileiro – a expansão rápida da economia chinesa – esfriou no segundo semestre deste ano, desacelerando para o seu menor nível desde 2009.
Paralelamente, as revisões para baixo da capacidade de crescimento do Brasil podem corroer a capacidade do país de atrair investimentos, crê Marcos Troyjo, professor-adjunto de Escola de Assuntos Públicos e Internacionais de Columbia, em Nova York.
Para Troyjo, este seria o efeito mais importante da desaceleração global, já que o Brasil tem uma taxa de poupança relativamente baixa e precisa dos investimentos externos para complementá-la.
"Antes havia uma Brasilfobia – achava-se que o Brasil não era um porto seguro para os investimentos. Depois houve uma Brasilmania. Agora estamos vendo uma Brasilapatia", argumentou o pesquisador.
"Está todo mundo esperando para ver se o país avança nas reformas para aumentar a sua competitivdade: diminuir e simplificar impostos, reduzir o Estado, investir em ciência e tecnologia e modificar suas leis trabalhistas."

Dependência chinesa

O esfriamento da economia chinesa no segundo timestre deste ano, quando registrou crescimento de 7,6% - sua pior taxa em três anos -, acendeu o sinal amarelo para os efeitos disto no mundo e no Brasil em particular.
A China responde por 18% das exportações brasileiras. Uma desaceleração no país asiático, portanto, tem impacto sobre as trocas do Brasil com o exterior.
Todo o comércio exterior equivalia a apenas cerca de 20% do PIB brasileiro no fim do ano passado, com a participação das exportações para a China representando menos de 2% da riqueza nacional.
Mas para o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Fábio Martins Faria, a maior preocupação da desaceleração chinesa não é o impacto direto sobre as trocas bilaterais. É o efeito da redução da demanda sobre os preços das commodities vendidas pelo Brasil para o mundo.
As exportações nacionais para a China são concentradas em cinco produtos – soja, minério de ferro, petróleo, celulose e açúcar – sendo que os três primeiros respondem por 85% do total.
"Setorialmente, o efeito que a China tem sobre a economia do Brasil é maior do que a participação no PIB revela", diz Faria. Ele dá como exemplo os contratos para fornecimento de minério de ferro, que têm sido fechados a preços menores desde o ano passado.
Troyjo argumenta que o Brasil apostou tanto no seu comércio com a China, centrado em matérias-primas, que "dormiu no ponto" na questão fundamental de elevar a participação das manufaturas na sua pauta de exportações.
Tanto Troyjo quanto Faria concordam que seria benéfico para o Brasil fazer um esforço na relação com os EUA – para quem o país vende produtos de maior valor agregado e na qual nenhum produto tem dominância completa sobre a pauta.
A participação dos EUA nas exportações brasileiras tem caído para cerca de 10% do total comercializado com o exterior em 2011. No ano passado, as vendas brasileiras para o país chegaram a quase US$ 26 bilhões, ainda um pouco abaixo do nível de 2008.
Neste ano, até junho, o desempenho estava caminhando para se repetir. Mas Faria nota que parte do impulso por trás das vendas brasileiras para os EUA se deve às exportações de petróleo.
Além do quê, é possível que uma desaceleração tanto ao norte quanto ao sul do Equador tenha um efeito negativo sobre essas trocas.

Investimento

Possivelmente, uma desaceleração global também pode afetar os investimentos no Brasil, por causa da percepção reduzida de ganhos por parte dos investidores.
Após chegarem a prever uma expansão de 4,5% para a economia neste ano, as estimativas do mercado já se situam abaixo de 2%. Apenas o governo e organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) são mais conservadores no rebaixamento de suas projeções.
Ao mesmo tempo, os céticos ainda aguardam os resultados das medidas de estímulo tomadas pelo governo brasileiro, de isenção de impostos combinada com compras governamentais. Medidas que os críticos têm qualificado de "paliativas".
É consenso que, sem o mesmo dinamismo econômico das principais economias emergentes, é mais difícil para o Brasil abocanhar uma parte mais significativa dos investimentos destinados a esses países.
A Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet) estima que o Brasil receberá investimentos estrangeiros da ordem de US$ 50 bilhões neste ano, uma queda de 25% em relação ao ano passado.

'Exportar ou morrer'

No mesmo período, o fluxo global de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no mundo deve chegar US$ 1,6 trilhão – ou aumento de 5% no mesmo período do ano anterior, nas estimativas da agência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Ao divulgar uma pesquisa da Unctad no início deste mês, o presidente da Sobeet, Luís Afonso Lima, disse que "no longo prazo, o Brasil começa a perder um pouco o brilho" de que hoje goza aos olhos dos investidores.
Os especialistas creem que o país só recuperará este brilho se fizer reformas que desonerem as suas exportações e aumentem a sua competitividade no mercado externo.
"O Brasil está na mesma situação que estava depois da crise asiática (de 1997), quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a alternativa para o país era ‘exportar ou morrer’", sustenta Troyjo.
"O melhor estímulo para a economia brasileira não é tentar aumentar o consumo através de renúncia fiscal deste ou daquele produto, mas dar um sinal de que está comprometido com reformas sérias para elevar a sua competitividade."
Na mesma linha, Faria acredita que o país precisa aproveitar um momento econômico que ainda lhe é favorável para fazer as reformas e se tornar mais atrativo aos olhos externos.
"Há uma incapacidade das forças políticas do Brasil de pensar no mais longo prazo”, reclama o porta-voz dos exportadores. "O problema é que esse momento favorável uma hora pode deixar de sê-lo."

Lenovo "vem com tudo"... e pode dominar mercado de PC's

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120717_gigante_chinesa_computadores_mv.shtml#TWEET174354

Empresa chinesa está prestes a dominar mercado de PCs

Atualizado em  17 de julho, 2012 - 17:33 (Brasília) 20:33 GMT
Compuador da Lenovo.AP
Lenovo está prestes a dominar mercado de PCs, mas empresa precisa expandir produção de tablets
O nome significa "nova lenda" e a empresa faz jus a ele. A gigante chinesa dos computadores Lenovo está prestes a se tornar o maior fabricante de computadores pessoais (PCs) do mundo, superando marcas emblemáticas como Hewlett Packard, Dell, Acer e a pioneira IBM.
A brecha que separa a Lenovo da líder no segmento, a americana HP, é de menos de 1%: 14,9% do mercado são da fabricante chinesa e 15,5 % estão sob o controle da multinacional americana, segundo a empresa de pesquisas de mercado IDC.
Segundo especialistas, no entanto, a Lenovo estará no topo antes do final deste ano.
As ações da fabricante chinesa subiram cerca de 16% em 2012, deixando as rivais para trás.
A empresa é conhecida por ter adquirido, em 2005, a marca Thinkpad e a divisão de PCs da IBM - pelo qual pagou US$ 1,27 bilhão.
Depois, comprou a fabricante alemã de portáteis Medion e, recentemente, formou uma empresa com a japonesa NEC.
Sua expansão é marcada, segundo analistas, por uma agressiva política de preços, aquisições no exterior e o aproveitamento de um mercado doméstico em rápido crescimento.
"Somos uma empresa global com raízes na China, mas por conta de nossas aquisições ao longo dos anos, somos de muitos lugares diferentes", disse à BBC David Roman, diretor de marketing da Lenovo.
"Nossa estrutura organizacional é sem dúvida uma das chaves da nossa força. Ela nos permite criar uma moldura global para comercializar a marca Lenovo dentro do contexto local dos mercados nos quais operamos", acrescentou.
Analistas, no entanto, advertem que o rápido retorno das ações da Lenovo é fruto da diminuição das margens de lucro da empresa. Além disso, a fabricante enfrenta uma desaceleração no crescimento no mercado de portáteis e também se vê às voltas com as rivais no complexo segmento de tablets.

Do local ao global

Fundada em 1984 em Pequim, com o nome de Legend Group and New Technology Developer Incorporated, a Lenovo começou a crescer rapidamente no mercado chinês, que ainda hoje absorve quase a metade dos produtos da empresa.
As vendas na China estão concentradas em cidades pequenas e áreas rurais, onde o PC ainda é um artigo escasso e novo. Mas a empresa também se diversificou. A Lenovo agora fabrica portáteis, servidores, PDAs (Personal Data Assistants, como palmtops) e hands free para celulares.
Além disso, a empresa se concentrou no consumidor do segmento jovem, com idade entre 18 e 34 anos.
"Constatamos que os consumidores desse segmento demográfico em diferentes culturas apresentam semelhanças por causa do seu nível de conectividade e abertura a novas experiências", disse Roman.
Outro ponto forte da gigante asiática é a presença de executivos de tecnologia de mais de seis países em seu corpo diretor. A Lenovo tem sedes em Pequim, Paris e Raleigh (na Carolina do Norte, Estados Unidos).
O crescimento na Europa e no Japão foi impulsionado pela aquisição da eletrônica Medion e da NEC.

Pontos Fracos

Apesar do tamanho e do crescimento da Lenovo, suas margens de lucro vêm se deteriorando e a empresa ainda tem de consolidar sua posição.
"A HP, a Dell e a Acer relegaram o mercado de PCs e deixaram o espaço para a Lenovo. A empresa asiática agora ldiera as vendas, mas não os lucros", segundo a analista Dickie Chang, da agência Reuters.
Outro obstáculo que a Lenovo enfrenta é a desaceleração no crescimento do mercado de PCs, em nível global e na própria China.
Ainda que em 2011 as vendas da empresa tenham crescido 35%, a Lenovo tem de lidar com o fato de que seus consumidores trocaram seus computadores e portáteis por smart phones e tablets.
"Continuamos sendo positivos em relação à expansão da fatia de mercado da Lenovo. Porém, o crescimento absoluto será muito mais lento", informaram analistas do grupo de investimentos Jefferies.
Para competir com pesos pesados do mundo tecnológico como a Apple, cujos produtos são muito populares na China, a Lenovo desenvolveu uma linha de smart phones e tablets, os chamados LePads.
No momento, a empresa continua crescendo, embora sua marca continuem menos conhecida do que a de suas rivais HP, Acer e Dell.
Em entrevista à BBC,Joel Backaler, do grupo Frontier Strategy, disse que a Lenovo e outras empresas chinesas "sofrem do mesmo problema: o crescimento em alta velocidade de seu negócio supera o crescimento de sua marca".

Menina cai do terceiro andar e é salva por vizinho...

Vídeo do New York Post...
A menina tem 7 anos e arranjou 'um anjo da guarda' durante a queda 

Brasil tem cartão de crédito mais caro da América Latina...


Cartão de CréditoBrasil tem maiores juros de cartão de crédito da América Latina 

Cartão de crédito: para a ProTeste, os juros dos cartões de crédito deveriam seguir a trajetória da Selic, taxa básica de juros da economia, que caiu de 11% para 8,5% ao ano

Foram pesquisadas as taxas de juros nas operações de cartão de crédito de sete países da região     Camila Maciel, da 

São Paulo – Os juros cobrados no cartão de crédito no Brasil são os maiores da América Latina, de acordo com levantamento divulgado hoje (17) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste). Por ano, o brasileiro, que efetua parte do pagamento da fatura, paga uma taxa média de 323,14%, quase seis vezes maior em comparação ao segundo colocado da lista - no caso o Peru, onde a taxa média anual é 55%.
Foram pesquisadas as taxas de juros nas operações de cartão de crédito de sete países da região. O terceiro colocado no ranking é o Chile com 54,24%, seguido pela Argentina (50%), pelo México (33,8%) e pela Venezuela (33%). Colômbia, por sua vez, apresentou a menor taxa, com 29,23%. Foram analisados, durante o mês de junho, 13 bancos e financeiras em sete países da América Latina.
Segundo Renata de Almeida, analista da associação, os indicadores econômicos dos países investigados não justificam a discrepância entre as taxas. “As diferenças econômicas não são significativas. Com isso, a gente vê que realmente as taxas aplicadas são exageradas”, avalia.
Para a ProTeste, os juros dos cartões de crédito deveriam seguir a trajetória da Selic, taxa básica de juros da economia, que caiu de 11% para 8,5% ao ano, de janeiro a junho. No mesmo período, em contrapartida, os juros cobrados pelos bancos cresceram de 237,9% para 323,14%. De acordo com a associação, a justificativa dos bancos brasileiros para o alto percentual é a inadimplência do consumidor.
A analista, no entanto, avalia que os juros “exorbitantes” são que agravam a inadimplência. “Nós aconselhamos ao consumidor que nunca pague o mínimo [da fatura do cartão de crédito] e, caso isso já tenha acontecido, que ele faça um empréstimo com banco para quitar essa dívida, porque os juros serão menores que os juros rotativos do cartão de crédito”, sugere a analista.
Renata Almeida criticou a falta de transparência dos bancos no fornecimento dos dados sobre as taxas. “Com a briga dos bancos pela redução dos juros, eles não informam com facilidade a taxa cobrada nos cartões de crédito. Muitas vezes, você só conhece a taxa real quando recebe a primeira fatura do cartão”, destacou. Segundo ela, os bancos e financeiras são obrigados a fornecer previamente esse tipo de informação.

Desembarque da seleção de futebol do Brasil teve escolta especial para Neymar...


'Quem é ele?'


Neymar é assediado por jornalistas e torcedores na chegada a Londres

Com 1h30m de atraso, a seleção brasileira desembarcou no início da tarde desta terça-feira em Londres para a busca do inédito ouro olímpico. Cerca de 30 torcedores, além de dezenas de jornalistas, aguardavam a delegação no aeroporto e fizeram um grande tumulto quando perceberam a presença de Neymar. O atacante precisou ser escoltado por oito pessoas desde a sua chegada ao setor de desembarque, uma distância de 200 metros. Nesse trajeto, ele falou rapidamente com a imprensa e foi questionado se já se sentia atleta olímpico. Neymar foi sucinto em meio ao empurra-empurra entre torcedores, policiais e jornalistas:

- Estou, claro. Estou muito feliz. É sempre um prazer representar a Seleção.
Neymar no desembarque do Seleção em Londres (Foto: AFP)Neymar no desembarque do Seleção em Londres (Foto: AFP)

"O tumulto causado surpreendeu até mesmo alguns policiais que faziam sua proteção. Após Neymar conseguir entrar no ônibus, um deles perguntou aos jornalistas:
- Quem é ele?
Outro policial, que conhecia Neymar, apenas ficou sabendo da escolta momentos antes do desembarque.
- Soube que é ele (Neymar) agora. Foi até engraçado e diferente para a gente."

Pato no desembarque da Seleção em Londres (Foto: AFP)Pato no desembarque da Seleção em Londres (Foto: AFP)
Segundo a assessoria de imprensa da CBF, os jogadores não falaram a pedido da própria segurança do aeroporto. A Seleção seguiu direto para o Sopwell House Hotel, onde já fará o primeiro treino na tarde desta terça-feira. Sexta, o time de Mano Menzes terá um amistoso, às 19h45m (15h45m de Brasília), contra a Grã-Bretanha, na cidade de Middlesbrough, que será transmitido pelo SporTV. O técnico brasileiro já divulgou a escalação para o confronto: Rafael Cabral; Rafael, Juan, Thiago Silva e Marcelo; Sandro, Romulo e Oscar; Neymar, Hulk e Damião.
Torcedores no desembarque  (Foto: Carlos Mota/Globoesporte.com)Torcedores esperam o desembarque da seleção brasileira (Foto: Carlos Mota/Globoesporte.com)
O Brasil estreia nas Olimpíadas em 26 de julho contra o Egito, em Cardiff (País de Gales). Três dias depois, enfrenta a Bielorrússia, em Manchester. O último jogo da primeira fase é contra a Nova Zelândia, em Newcastle, em 1º de agosto. Se avançar em primeiro lugar, o time canarinho enfrentará nas quartas de final o segundo colocado do Grupo D, que tem Espanha, Japão, Honduras e Marrocos. Se ficar na segunda posição, a Seleção pegará o líder da chave D.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"O mensalão não existiu" diz a defesa de Delúbio

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/07/16/defesa-de-delubio-repete-mensalao-nao-existiu/

Defesa de Delúbio repete: mensalão não existiu

A defesa de Delúbio Soares entregou aos ministros do STF um memorial contendo a síntese da defesa do ex-tesoureiro do PT. Na peça, os advogados sustentam que o mensalão não existiu. Repisam a tecla segundo a qual o que houve em 2005 foi o pagamento de dívidas de campanhas do PT e de aliados.
Datado de 28 de junho, o documento é subscrito pelos advogados Arnaldo Malheiros filho e Celso Sanchez Vilardi. A dupla anota a certa altura:  “Os repasses de valores questionados pela acusação tiveram como única finalidade o pagamento de despesas decorrentes de campanhas eleitorais, tanto dos diretórios estaduais do partido dos trabalhadores, quanto dos partidos que integravam a chamada base aliada.”
Nessa versão, já esmigalhada na CPI dos Correios, no inquérito da Polícia Federal e na denúncia da Procuradoria Geral da República, “o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG.” Empréstimos que, segundo a defesa, “o Banco Central teve a oportunidade de confirmar.”
A defesa do ex-gestor das arcas petistas e ex-parceiro do provedor Marcos Valério acrescenta: “…Não há nenhuma relação entre o repasse do dinheiro e o apoio ao governo, o que desnatura o falacioso ‘mensalão’.” Sob a alegação de que não há provas contra Delúbio, os advogados pedem que ele seja “absolvido das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.”
Agora está explicado o que Delúbio quis dizer quando afirmou:  as denúncias “serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão.” Resta agora saber com que cara o STF pretende comparecer à anedota. O julgamento começa no dia 2 de agosto.

Mais do mesmo...


16/07/2012
 às 16:03 \ Política & Cia

Augusto Nunes: Os ministros do Supremo, sob pressões e até ameaças, devem mirar-se na coragem da juíza de Embu das Artes (SP) diante de baderneiros

invasao-apa-embu-das-artes (Foto: Otaboanense.com.br)
Por decretar a imediata desocupação de uma área de proteção ambiental invadida por baderneiros (foto) em Embu das Artes (SP), a juíza de Direito Bárbara Almeida foi ameaçada de morte (Foto: Otaboanense.com.br)
(Este imperdível artigo foi publicado por meu amigo e irmão Augusto Nunes no dia 13 de passado, e é um daqueles textos que gostaria eu de ter escrito. Assim sendo, republico o texto.)
“Eu sou juíza e estou ameaçada de morte”, informa Bárbara Almeida já na primeira linha do artigo publicado pela Folha e reproduzido abaixo. Há 20 anos dedicada à magistratura, hoje baseada na comarca de Embu das Artes, ela conta que deixou de exercer plenamente o direito de ir e vir há pouco mais de um mês, depois de ordenar a imediata desocupação de uma área de proteção ambiental invadida por milícias do [assim chamado] Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.
Para escapar da vingança prometida por militantes do MTST ─ uma das tantas siglas fora-da-lei que compõem a constelação de “movimentos populares” amamentados pelo governo federal ─, a juíza da pequena cidade paulista passou a ser protegida 24 horas por dia pela escolta policial que, há duas semanas, decidiu dispensar. O perigo continua a rondá-la, mas Bárbara entendeu que circular permanentemente acompanhada seria uma forma de rendição ao medo.
Ela promete continuar agindo como sempre agiu. “Alguns me consideram muito dura, mas sempre me limitei a aplicar a lei”, resume. O título do artigo avisa que a autora exige a devolução da liberdade parcialmente confiscada por meliantes que agem com a cumplicidade, por ação ou omissão, do governo federal. Essas parcerias obscenas ajudam a explicar o desembaraço e a ousadia dos atropeladores do Código Penal.
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PRESSÕES INSOLENTES -- As mensagens telefônicas ouvidas pela juíza da pequena cidade paulista, em sua essência, não são diferentes das pressões cada vez mais insolentes exercidas sobre o Supremo Tribunal Federal por protetores ou comparsas dos réus do processo do mensalão (Foto: VEJA)
Num Brasil envilecido pelo desembaraço dos vilões, é compreensível que a magistratura, da primeira instância ao cume do Poder Judiciário, comece a transformar-se em profissão de risco. As mensagens telefônicas ouvidas pela juíza da pequena cidade paulista, em sua essência, não são diferentes das pressões cada vez mais insolentes exercidas sobre o Supremo Tribunal Federal por protetores ou comparsas dos réus do processo do mensalão.
Constrangidos pelo assédio indecoroso do ex-presidente Lula, afrontados pela arrogância de dirigentes do PT, os ministros do STF foram ostensivamente ameaçados nesta semana por altos pelegos da CUT a serviço do bando dos mensaleiros.
Se os bandidos da seita forem punidos, preveniram os cardeais, o baixo clero vai contestar a decisão nas ruas e praças. Nesse caso, estará em risco a integridade física dos participantes do julgamento.
O MTST exige que a Justiça legalize o roubo de terras.
A CUT exige que o STF institucionalize a impunidade dos delinquentes amigos.
A altivez da juíza de Direito Bárbara Almeida impediu a derrota da Justiça.
Para garantir a sobrevivência do Estado Democrático de Direito, o STF precisa evitar que a independência do Poder Judiciário seja ferida de morte.
Caso estiverem dispostos a rejeitar a capitulação, basta que os ministros se mirem no exemplo da juíza de Embu das Artes.

Do Blog de Claudio Humberto // Caixa de Pandora e outras ....



16/07/2012 | 00:00

Caixa de Pandora: propina chegou 
até por Sedex

O processo da Operação Caixa de Pandora, ocorrida em 2009, contém revelações curiosas. Um mês antes da ação da Policia Federal, por exemplo, o Ministério Público Federal interceptou um pacote com R$ 63 mil, em dinheiro vivo, que, segundo o operador do esquema e delator Durval Barbosa foram enviados por Sedex pela CTIS, empresa de informática do DF. Ninguém da CTIS aparece nos vídeos de Durval.

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16/07/2012 | 00:00

Desistência

O delator declarou à PF, em depoimento, que o dinheiro enviado por Sedex era para Arruda outras pessoas, mas que desistiu de entregá-lo.

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16/07/2012 | 00:00

Mandou, chegou

O pacote de R$ 63 mil que chegou por Sedex foi entregue à promotora de Justiça Alessandra Queiroga, que já investigava o esquema.

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16/07/2012 | 00:00

Única fonte

Toda a denúncia do MPF, na Operação Caixa de Pandora, é baseada nas declarações do delator, em muitos casos sem provas, nem vídeos.

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16/07/2012 | 00:00

AGU deu vexame

Dilma escalou o chefe da Advocacia Geral da União, Luiz Adams, para encarar um irrespondível artigo do ex-chanceler Celso Lafer, expert em Direito dos Tratados, criticando a manobra para enfiar a Venezuela no Mercosul. Sem substância, Adams apelou ao viés ideológico.

Superfaturamento nos Jogos Mundiais Militares do Rio em 2011...


16/07/2012
 às 17:00 \ Política & Cia

Será que o Brasil tem jeito? Vejam só…

A presidente recebe os medalhistas brasileiros dos Jogos Mundiais Militares, em julho de 2011 (Foto: Agência Brasil)
Parece que nada escapa da bandalheira “neste país”.
Se faltava, não falta mais: descoberto superfaturamento até nos Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro em julho do ano passado.
Se bobear, haverá roubalheira até em Congresso Eucarístico, caso haja dinheiro público envolvido.

Wikipedia sob suspeita de má-fé ou de má vontade com a verdade



16/07/2012
 às 17:01

Vejam quem é um dos Diderots da Wikipedia no Brasil! Ou: Nessa enciclopédia, Tiririca será professor!

Ah, as enciclopédias…
Em março deste ano, a empresa que edita a Enciclopédia Britânica anunciou o fim da versão impressa. Sinal dos tempos. Conserva uma eletrônica e uma online. O Google e o, vamos dizer, “saber popular” da Wikipedia tomaram o seu lugar.
Uma das melhores memórias que tenho está ligada a uma enciclopédia. Em 1976, venci um concurso nacional de redação — o tema era a preservação da natureza (já!!!), e eu aproveitei para dar um cacete na ditadura (ganhei, mas comecei a ter problemas…) —, e o prêmio era uma Barsa inteirinha, só pra mim. Lembro do dia em que as caixas chegaram, o cheiro dos livros, o orgulho de pai e mãe, essas coisas desta vida besta… A primeira edição da Barsa no Brasil foi coordenada pelo jornalista e escritor Antonio Callado. Muitos intelectuais brasileiros trabalharam na elaboração de verbetes, como é o caso do poeta Ferreira Gullar.
Pois é… Se a Britânica tinha entre seus colaboradores alguns dos mais destacados intelectuais do mundo e se a Barsa contou com gente como Callado e Gullar, a Wikipedia dá poderes de “eliminador” a um sujeito chamado “Chico Venâncio”. Quem é Chico Venâncio? Vamos ao começo da história.
Aqui, a prova das boçalidades do nosso enciclopedista; o Itamaraty está de olho nele: rapaz de futuro!
Aqui, a prova das boçalidades do nosso enciclopedista; o Itamaraty está de olho nele: rapaz de futuro!


O ministro Gilmar Mendes, do STF, não gostou de algumas barbaridades que estavam — e muitas ainda estão — em sua biografia na Wikipedia. E fez o óbvio: reclamou. Eis que surge no cenário o tal Venâncio, um rapaz de 23 anos, recém-formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Ele é uma das pessoas autorizadas a alterar verbetes da enciclopédia. Seu status é o de “eliminador”. Pode cortar as passagens que considera inadequadas. Huuummm…
Antes que continue, uma observação: não vou aqui reescrever o perfil de Mendes no Wikipedia, mas a quantidade de contrabando ideológico que se lê é assombrosa. A síntese feita, por exemplo, sobre a atuação do ministro do caso da Lei da Ficha Limpa é pura delinquência intelectual. Pois bem… Francisco Carvalho Venâncio — e o nome completo do rapaz — decidiu cortar da biografia do ministro apenas as informações que podem ser consideradas favoráveis ao ministro. As delinquências ficaram lá.
Flagrado em sua ação deletéria e procurado pela Folha para se pronunciar, escreveu um post em seu blog em tom meio debochado. Atenção! Juventude não é sinônimo de ignorância, não! A humanidade já produziu muitos gênios abaixo dos 30 e até dos 20. Venâncio poderia ser um deles, um novo Diderot de Brasília. Será o caso? Leiam (em vermelho) o trecho do texto intitulado “Artigo do Gilmar Mendes 1 (ou “Mamãe saí na Folha”)”. Assombrem-se!
Não comentei o motivo que me retornou a escrever no blog no último post. Na terça-feira a noite recebi um email de uma repórter da Folha de São Paulo me pedindo uma entrevista sobre a Wikipédia. A última coisa que eu esperava é que fosse um pedido de reação ao incômodo de Gilmar Mendes com as minhas edições em seu artigo!
Devo afirmar de antemão que é claro que eu não gosto de Gilmar Mendes e o considero o pior ministro que o STF possui. Acredito que ele tornou profecia as palavras de Dalmo Dallari. Os mais atentos lembrarão que iniciei esse blog pouco mais de um ano expondo motivos de porque acredito que Gilmar Mendes deva ser removido do STF.
Entretanto, faço o possível para que essa visão pessoal não enviese as minhas edições na Wikipédia. Seguindo as regras colocadas lá é bem mais fácil esquecer paixões pessoais do que imaginamos (uma grande beleza que eu vejo no critério de verificabilidade é que toda a discussão sobre qual é/se existe a verdade torna-se inútil).
(…)
VolteiDestaquei apenas os erros mais escandalosos do seu texto. Sim, senhores! Chico Venâncio entrou na universidade e dela saiu sem saber a diferença entre uma preposição “a” e o verbo haver — “há”  para indicar tempo decorrido, erro que uma criança medianamente alfabetizada já não comete.
O emprego do verbo “retornar” revela uma ignorância quase comovente porque não deixa de ser uma tentativa, coitado!, de falar difícil. Por “me retornou a escrever”, ele queria dizer “me fez voltar a escrever”. Uma simples “resposta” vida “pedido de reação”. Ignorando “os motivos pelos quais” ou “motivos por que” (separado, viu, Chiquinho!?), ele tasca um “motivos de porque”… Se tomar duas pingas, a exemplo do Apedeuta-mestre, começará a “achar de que…”
Notem que me atenho à, vamos dizer, performance linguística desse enciclopedista. E o conteúdo da glossolalia? Percebe-se a sua isenção, não é mesmo? Eis aí: essa gente aparelha até churrasco na laje. Por que não aparelharia a Wikipedia?
“Que absurdo pegar no pé do rapaz por causa de uns errinhos, Reinaldo!”  Ora, ele é um enciclopedista! A qualidade do seu texto reflete certamente a qualidade de suas edições. Ah, sim: um dos seus argumentos para manter no verbete certas ofensas e imprecisões é que se baseia em denúncias publicadas aqui e ali que não foram desmentidas…
Ah, bom! Mais uma prova de rigor intelectual! Mendes ou qualquer outro desafeto de Venâncio teriam de sair por aí, em tempos de Internet, a desmentir tudo o que se publica — obrigados a provar, então, que são inocentes — para impedir que calúnias e difamações sejam veiculadas nos verbetes.
Não sei quem cuida da Wikipedia no Brasil. O que sei é que Diderots dessa qualidade a empurram para a mais completa desmoralização. Transformaram a enciclopédia popular num capítulo da guerrilha ideológica suja.
Como diria Venâncio, talvez ainda “me retorne” ao caso… Nessa enciclopédia, Tiririca é professor! Parece que o Itamaraty está de olho neste recém-formado em Relações Internacionais. Com essa gramática, no lulo-petismo, o rapaz tem futuro!