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terça-feira, 19 de março de 2013

Uma porção pequena de embromação e ponto ou melhor: 560 pontos e pronto!


19/03/2013
 às 14:58

Estudante usa o Método Mercadante, dá truque no Enem, ensina corretor a fazer macarrão em redação e tira 56% da nota. É a revolução educacional da era Dilma! Ou: Tese de Mercadante também é um miojo

O professor Aloizio Mercadante é ministro da Educação. Não está no Brasil. Acompanhou a presidente Dilma na viagem à Itália, na missa de entronização do papa Francisco, a quem a presidente decidiu dar algumas aulas. Ela considera que pode ensinar o papa a ser papa. Essa gente é muito sabida e preza o conhecimento.
O Globo já revelou que redações do Enem que trazem maravilhas como “rasoavel”, “enchergar” e “trousse” mereceram nota máxima no Enem. Na edição de hoje, o jornal informa que um outro texto, de 24 linhas, trazia 4 destinadas a ensinar o corretor a cozinhar um miojo. Assim, do nada… Tema da redação: movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI. Ok, já é uma boçalidade!
O pior não é a coisa em si, mas a justificativa do MEC, como vocês verão abaixo. O órgão também defendeu o critério que permite a um aluno tirar nota máxima, mesmo estropiando a inculta e bela — sob a gestão Mercadante, mais inculta do que bela.
Leiam post da VEJA. com. Volto depois.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tentou justificar, por meio de nota, a pontuação obtida pelo estudante que, na edição de 2012 do Enem, ensinou em sua redação como se prepara um macarrão instantâneo. Para o Inep, o candidato “não fugiu ao tema proposto”. E, embora tenha dedicado um parágrafo da redação à receita, “não teve a intenção de anular sua redação, uma vez que dissertou sobre o tema e não usou palavras ofensivas”. A avaliação pedia que o aluno escrevesse sobre movimentos imigratórios para o Brasil do século XXI.
O estudante, que não teve o nome divulgado, fez uma dissertação de 24 linhas, sendo que quatro delas foram utilizadas exclusivamente para ensinar os corretores da prova a preparar macarrão instantâneo. “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva (sic)”, escreveu. Mesmo com o deboche, o candidato conseguiu 560 pontos dos 1.000 possíveis na prova.
O teor da redação foi divulgado em reportagem da edição desta terça-feira do jornal O Globo. Na segunda-feira, o jornal também informou que estudantes que obtiveram notas máximas na redação do Enem 2012 cometeram erros grotescos de ortografia, tais como “trousse”, “enchergar” e “rasoavel”.
De acordo com o Inep, a presença da receita no meio do texto do participante foi detectada e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização, especialmente nas competências três (selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações) e cinco (elaborar proposta de intervenção para o problema abordado). No entanto, o Inep justificou que o aluno obteve nota superior a 50% porque “a análise dos corretores é feita sobre o todo, com foco no conjunto do texto, e não em cada uma de suas partes”.
Quando as notas dadas pelos dois corretores têm discrepância superior a 200 pontos, um terceiro avaliador é acionado. Contudo, no caso do estudante, essa opção não foi sequer necessária visto que os avaliadores concordaram com sua pontuação.
VolteiTanto nesse caso como no das redações com aqueles erros absurdos de ortografia, vocês sabem muito bem o que aconteceu. É provável que o corretor não tenha lido porcaria nenhuma. Passou os olhos no texto, por cima… Leu o primeiro parágrafo, um qualquer lá do meio e o último. E pronto! Estava tudo resolvido. A redação, meus caros, e isso já é um absurdo, vale 50% da nota do Enem.
Faz sentido. Diria que esse candidato usou, em muitos aspectos, o MMAI — Método Mercadante de Ascensão Intelectual. Por quê? Relembro a história.
No dia 16 de agosto de 2006, este blog surpreendia o mundo (!!!) com o postMercadante doutor pela Unicamp? É mentira!. Pois é… Estava lá na sua biografia que era doutor, e ele repetia essa inverdade no horário eleitoral. Teve de se corrigir logo depois, acrescentando que havia cursado apenas “um ano”, sem entregar a tese. Ah, bom!  Era um falso doutor. Em dezembro de 2010, ele corrigiu a questão no “cartório” da Unicamp. Apresentou a tese. Escrevi a respeito. Continua um falso doutor.
Como vocês devem ter lido à época, ele apresentou uma “tese” sobre o… governo Lula! Convidou para a banca Delfim Netto, João Manoel Cardozo de Mello, Luiz Carlos Bresser Pereira e Ricardo Abramovay. E deitou falação à vontade em defesa das conquistas do governo Lula, em tom de comício, atacando, como não poderia deixar de ser, o governo FHC. Até os camaradas ficaram um tanto constrangidos e se viram obrigados a algumas ironias. Informou a Folha então (em vermelho):
Coube ao ex-ministro Delfim Netto, professor titular da USP, a tarefa de dar o primeiro freio à pregação petista. “Esse negócio de que o Fernando Henrique usou o Consenso de Washington… não usou coisa nenhuma!, disse, arrancando gargalhadas. “Ele sabia era que 30% dos problemas são insolúveis, e 70% o tempo resolve.” Irônico, Delfim evocou o cenário internacional favorável para sustentar que o bolo lulista não cresceu apenas por vontade do presidente. “Com o Lula você exagera um pouco, mas é a sua função”, disse. “O nível do mar subiu e o navio subiu junto. De vez em quando, o governo pensa que foi ele quem elevou o nível do mar…”
“O Lula teve uma sorte danada. Ele sabe, e isso não tira os seus méritos”, concordou João Manuel Cardoso de Mello (Unicamp), que reclamou de “barbeiragens no câmbio” e definiu o Fome Zero como “um desastre”. À medida que o doutorando rebatia as críticas, a discussão se afastava mais da metodologia da pesquisa, tornando-se um julgamento de prós e contras do governo. Só Luiz Carlos Bresser Pereira (USP) arriscou um reparo à falta de academicismo da tese: “Aloizio, você resolveu não discutir teoria…”. Ricardo Abramovay (USP) observou que o autor “exagera muito” ao comparar Lula aos antecessores. “Não vejo problema em ser um trabalho de combate”, disse. “Mas você acredita que o país estaria melhor se as telecomunicações não tivessem sido privatizadas?”
Ridículo
Mercadante, um homem destemido, comprovadamente sem medo do ridículo, não teve dúvida: respondeu à questão — ou melhor: não respondeu — atacando o preço dos pedágios em São Paulo!!! E saiu de lá com o título de “doutor”, conquistado com uma peroração de caráter puramente político. E ATENÇÃO PARA O QUE VEM AGORA.
COMO SABEM TODOS OS JORNALISTAS DE ECONOMIA DESTEPAIZ, Mercadante se esforçou brutalmente ao longo de 2003 para derrubar Antônio Palocci. Não houve repórter da área a quem não tenha dado um off pregando o que se chamava, então, “Plano B” na economia. E, agora, faz-se doutor defendendo o que combateu. Um portento.
O miojo de Mercadante
A tese de doutorado do Mercadante está para a teoria econômica como a receita de miojo está para o tema da redação do Enem: trata-se de um mero truque. É a espiral negativa, entenderam? O mau exemplo vem de cima e vai se imiscuindo na sociedade, girando em torno do eixo da enganação. De cabo a rabo.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

De repente, depois de 10 anos, os locatários esquecem que não são donos do 'imóvel institucional'

Alguém precisa avisar ao dono - o povo - o que e como o locatário está usando seu "imóvel institucional"....

terça-feira, dezembro 04, 2012


GABINETE DA DILMA EM SP É DECORADO COM AS IMAGENS DE LULA. OBRA DE ROSEMARY, A NAMORADA DO LULA. DILMA NÃO CONTESTOU.

Decoração do escritório de representação do Governo Federal em SP: poster gigante de Lula chutando uma bola e as almofadas dos sofás estampadas com as fotografias também de Lula. Quem determinou a insólita decoração foi Rosemary, a namorada do Apedeuta, que esta a Chefe de Gabinete da Dilma em São Paulo.
Peguei esta foto e o comentário que o Reinaldo Azevedo postou no seu blog. O caso é inaudito em toda a história da República do Brasil. Era comum nas monarquias absolutistas europeias e só tem similar nas republiquetas bananeiras da América do Sul. Claro, o Brasil se inclui no rol desses simulacros de República, e teve essa vergonhosa condição turbinada pelo governo de Lula, Dilma e seus sequazes.

Reinaldo vai diretamente ao ponto, em texto que tem essa fotografia como ilustração:
"Rosemary, a “madame” de Lula, decorou o escritório da Presidência em São Paulo com um painel de seu benfeitor e estampou sua imagem nas almofadas. Nós estamos falando de uma sala que é extensão da Presidência, órgão executivo de um Poder da República, que tem de ser, por lei, impessoal porque de todos.
A corrupção não é só a do dinheiro público. A corrupção não é só a de costumes. Há também a corrupção do caráter.
Gilberto Carvalho tem razão. Não se varre mais a corrupção pra debaixo do tapete. Agora ela é exibida como conquista e troféu na sala de visitas. Eles, de fato, se orgulham dela."

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Chilique no STF prejudica ainda mais a atuação Lewandovski


12/11/2012
 às 18:12

Impressionante, mas não surpreendente, o comportamento de Lewandowski

Impressionante o salseiro armado por Ricardo Lewandowski no julgamento do mensalão. Impressionante, mas não surpreendente. Vamos aos fatos:
1 – Joaquim Barbosa pode decidir votar na sequência que achar melhor;
2 – a expectativa de que se votassem hoje as penas do núcleo banqueiro era não mais do que isto — inclusive deste blog: expectativa;
3 – Barbosa jamais anunciou que assim seria feito; não distribui pauta prévia;
4 – o argumento de Lewandowski de que não se poderia atribuir a pena a Dirceu porque seu advogado estava ausente está abaixo do ridículo: os advogados são permanentemente convocados para a sessão;
5 – Barbosa não é obrigado a cumprir as expectativas da imprensa;
6 – Lewandowski nem mesmo votava no caso Dirceu porque ele absolvera o réu dos dois crimes;
7 – a acusação de que a suposta mudança da pauta atenta contra a transparência é absurda. Por quê? O que Barbosa fez que estivesse fora do previsto ou do regular?
Entendo, como afirmou Barbosa, que Lewandowski, ao interromper o julgamento para levantar uma questão despropositada, estava, sim, num esforço de obstrução do trabalho — às vésperas da saída do ministro Ayres Britto. Mas entendo também que, ao relator, bastava dar sequência aos trabalhos, sem precisar desferir a acusação que permitiu ao outro dar o seu chilique.
Constrangedora, do começo ao fim, a atitude de Lewandowski na corte nesta segunda.
Por Reinaldo Azevedo