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Lembranças de João Ubaldo Ribeiro > frases que o iG elegeu e mostrou

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Veja frases do escritor João Ubaldo Ribeiro O iG separou frases marcantes do escritor: "Não me considero um homem de letras. Encaro com enorme tédio essa tal de literatura." "A arte é uma forma de conhecimento." "Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer." "Não estou preocupado em conhecer os novos autores, esses que vão surgindo agora. Já li muito no passado, está bom." ""Quanto mais coroa fico, mais vou sentindo frio." "Um romance são tantos romances quantos forem seus leitores." "Duvido muito que um sujeito leia um livro cheio de hiperlinks. Não acredito na praticidade dessa mecânica do computador." "Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo." "Em tese, somos capazes de nos apaixonar por tantas pessoas quantas sejamos capazes de lembrar, o limite é este, não um ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco, ou dezess...

"O plano Borges" // João Ubaldo Ribeiro

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24/03/2013  às 14:00 \  Feira Livre ‘O Plano Borges’, de João Ubaldo Ribeiro PUBLICADO NO ESTADÃO E NO GLOBO DESTE DOMINGO JOÃO UBALDO RIBEIRO Pouco mais de meio-dia, no aclamado boteco Tio Sam, tudo parece estar de acordo com a filosofia do proprietário do estabelecimento, ou seja, a normalidade. O domingo não se apresenta dos mais gloriosos, mas não chove e, a cada trinta segundos, passa uma bela moça ou formosa senhora, a caminho da praia. Às mesas do Tio Sam e do boteco que lhe é vizinho, os coroas de sempre — nenhum dos quais jamais precisou de Viagra ou semelhante, mas sempre tem um amigo que precisa — se postam tão perto quanto possível da calçada, para desfrutar da paisagem e comentar as qualidades organolépticas das desfilantes. Amavelmente cafajestes, denominam isso “apreciar o cânter” — e o cânter aqui desta calçada leblonina nunca decepciona os aficionados. Nenhuma novidade. Como acontece frequentemente, Dick Primavera começa a dar expediente em seu...

João Ubaldo entre o antigo e novo ...

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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/vida-volatil/ " Lembro-me de um velho porta-retratos na casa de meus pais, com uma foto em preto e branco de meu avô paterno, que ficou lá por mais de cinquenta anos. Havia algo de permanência naquela antiga moldura de madeira e no sorriso do velho, havia um certo sossego, coisas que duravam e eram guardadas “para sempre”. No futuro, acho que não se conhecerá mais essa sensação. Os porta-retratos agora são eletrônicos e programáveis para fazer exibição de slides, mudar a foto periodicamente, tocar música e mais outras coisas..."