Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Sonia Zaghetto

Ensaio sobre Maturidade / Sonia Zaguetto

Sonia Zaghetto: O fim de uma Era O que nos falta para ser grandes? Maturidade. Apenas maturidade em vários aspectos Por: Augusto Nunes 02/09/2016 às 14:53 Um céu enevoado pairava sobre Brasília nas primeiras horas do dia 31 de agosto de 2016. Nada daqueles dias ensolarados que douram o cerrado: apenas a atmosfera sufocante e seca que traduzia as horas. Debaixo daquele céu, uma Esplanada deserta, melancólica, de ressaca antecipada. Sim, um dia histórico e de reflexão – exceto para o ativismo das redes sociais, onde o clima de terceira guerra mundial continuava de vento em popa. Pouco depois das 11 horas, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, iniciou a sessão do julgamento de Dilma Rousseff. Às 13h35, tudo estava consumado. Não era apenas o fim do governo Dilma. Chegava ao fim uma era que expôs com toda crueza nossa infantilidade brasileira, nosso despreparo perante os embates da vida, nossa dificuldade em debater com maturidade as questões essenciais da nação. Não vou atribui...

Sonia Zaghetto: "O que nos falta é um movimento vigoroso de todo o organismo social para expurgar de vez os personagens sem ética que nos fazem campeões da vergonha"

Imagem
 AO PONTO   SANATÓRIO GERAL   HOMEM SEM VISÃO   ENTREVISTA   HISTÓRIA EM IMAGENS   FEIRA LIVRE Sonia Zaghetto:   A medalha dourada do vexame O que nos falta é um movimento vigoroso de todo o organismo social para expurgar de vez os personagens sem ética que nos fazem campeões da vergonha Por:  Augusto Nunes     19/08/2016 às 13:02  Sempre tive uma certeza: a medalha de ouro na categoria vexame internacional por equipes seria nossa. Seguíamos liderando também nas modalidades individuais mazela política, incompetência administrativa, corrupção despudorada e obras não concluídas. A imprensa mundial já trombeteava aos quatro ventos nossa vitória, apontando lixo e cadáveres boiando na baía de Guanabara, a violência onipresente e a precariedade da Vila Olímpica. Tanta certeza tive de que o campeonato era nosso que não titubeei: adquiri uma sacolinha de papel para usar sobre a cabeça. Para completar o...

"O cordel encantado de Lula"... 'um tratado de vitimização e autolouvação'

Sonia Zaghetto:  O cordel encantado de Lula A petição encaminhada à ONU é uma peça risível e a perfeita tradução da alma do ex-presidente: um tratado de vitimização e de autolouvação Por:  Augusto Nunes     30/07/2016 às 6:29 A denúncia de Lula ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) é mais um capítulo na infindável saga de vexames a que o país vem sendo submetido no cenário internacional. Não contente de escancarar ao mundo a extensão de nossa miséria moral, administrativa e política, ao trazer para o Brasil uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, o ex-presidente agora segue os passos de Dilma Rousseff e mancha um pouco mais a imagem da Nação ao levantar suspeitas sobre a Justiça brasileira. A petição é uma peça risível e a perfeita tradução da alma do ex-presidente: um tratado de vitimização e de autolouvação. Lula parece ver a si mesmo como herói de uma saga de literatura de cordel. A boa notícia é que, peran...

"Feira, boteco, bordel..." A evolução da mediocridade na política do Brasil / Sonia Zaghetto

Imagem
Sonia Zaghetto: Feira, boteco, bordel Aos poucos consolidou-se a ideia de que, para se aproximar do povo, nossos representantes têm que adotar uma fala chula, rasteira Por:  Augusto Nunes     22/05/2016 às 9:12 Não sei bem quando a política brasileira começou a se confundir com feira livre, boteco e bordel. Talvez na chegada de Cabral, quando escambo, compadrio, clientelismo e a frouxidão dos costumes desembarcaram, junto com os europeus, nas grandes praias da costa brasileira. Mas deixo aos historiadores e cientistas sociais a parte de explicar a gênese e evolução desse  non-sense  que hoje domina em grande parte a cena política nacional. Concentro-me por ora nos impressionantes artistas do  Gran Circus Brasil . Em um momento tão grave da história da República, os brasileiros assistem ao que ocorre na Praça dos Três Poderes com um sentimento que alterna descrença, desalento e vergonha.  Não, não culparei apenas os ...

"A primeira mulher a presidir o Brasil pecou por falta de humildade, por inabilidade, por não saber ouvir... foi vítima da própria arrogância" // Sonia Zaghetto

Imagem
SANATÓRIO GERAL   HOMEM SEM VISÃO   ENTREVISTA   HISTÓRIA EM IMAGENS   FEIRA LIVRE Sonia Zaghetto: O outro lado A cerimônia do adeus pelo olhar de uma jornalista que estava lá: `Atrás dela, Lula se mantém alheio, acariciando o bigode com um gesto mecânico e aquela expressão de descrença que todos temos nos velórios dos amados. Lula assiste ao enterro de seu projeto' Por:  Augusto Nunes     15/05/2016 às 8:02 “Marionete”, do pintor espanhol Francisco Goya Sob o sol inclemente, milhares de pessoas enfrentam uma fila para entrar na área cercada diante do Planalto. Índios, funcionários públicos, velhos militantes de longos cabelos brancos e jornalistas se comprimem contra as grades. Muitos vestidos de vermelho, com camisas da CUT, bandeiras da UNE e uma espécie de avental do MST. Há gente fina, elegante e, creio, sincera, com óculos Ray-Ban e iPhone, mas a maioria traz na roupa e na expressão o selo da pobreza. Cheir...

Lula, um senhor embriagado pela bajulação; portador de excessos de vaidade; que desconhece o significado da palavra grandeza

Imagem
06/03/2016  às 17:20 \  Opinião ‘Os excessos da vaidade que cega’, um artigo da jornalista Sonia Zaghetto SONIA ZAGHETTO  Assisti ao discurso do ex-presidente Lula da forma o mais isenta possível e mente aberta. Obviamente não esperei grandes mudanças, mas imaginei que haveria um pouco de autocontrole como demonstração de inteligência. Aguardei alguma demonstração de contenção, se não por gestão de imagem, ao menos como medida destinada a não aumentar a grande fogueira dos ódios deste país. Imaginei que, dado o momento inédito em sua vida, manifestaria algum respeito aos milhões de brasileiros cujas mentes não se curvam à retórica barata. Em vão: palavras vazias, em uma fala recheada de clichês e tolices, plena de autolouvação, piadas grosseiras, delírios narcisistas e frases piegas que comoveriam apenas pré-adolescentes ou amigos encharcados de boa vontade. Houve, ainda, uma revisita a dois clássicos: a velha estratégia vitimista sobre a perseguição mov...