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Mostrando postagens com o rótulo Fernando Gabeira

"Que as mortes não nos separem " / Fernando Gabeira

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Que as mortes não nos separem   FERNANDO GABEIRA ESTADÃO - 23/03 Prevalecem discursos de ódio e a exploração política descarada do assassinato de Marielle A morte de Marielle Franco e 60 mil mortes estúpidas registradas anualmente no Brasil deveriam unir-nos. Ou, pelo menos, nos aproximar. Mas não é isso que acontece no momento. Prevalecem discursos de ódio e a exploração política mais descarada. Até autoridades engrossam o coro dos que tentam reescrever a história da vereadora, atribuindo-lhe um passado inexistente. O PT afirma que a morte de Marielle e a pena de Lula são faces de uma mesma moeda. Dilma a considera uma parte do golpe. A sensação de emergência com que vejo o problema da segurança pública no Rio às vezes me faz sonhar romanticamente com uma solução parecida com a que demos ao surto de febre amarela. Havia um problema, definiu-se a saída – vacinação – e as pessoas foram aos postos saúde. Nas filas, ninguém gritando “fora Temer”. Era um tipo de prob...

"O choro privilegiado" / Fernando Gabeira

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Fernando Gabeira  O choro privilegiado Se a maioria não consegue impor uma decisão, desperta uma certa compaixão Por   Augusto Nunes 1 dez 2017, 17h28 José Antonio Dias Toffoli, no décimo quinto dia de julgamento do mensalão (Gervásio Baptista/SCO/STF/VEJA/VEJA) Publicado do Estadão Há coisas na democracia brasileira que não entendo bem. Uma delas é essa possibilidade que o Supremo dá ao ministro com voto vencido de pedir vista e adiar a decisão da maioria. Talvez essa dificuldade se explique pelo fato de ter uma experiência parlamentar, na qual defendi causas minoritárias. No Parlamento, depois que a maioria se manifesta, o resultado é proclamado e só resta ao perdedor fazer uma declaração de votos, o direito de espernear, como dizíamos no plenário. Daí não entendo por que o ministro Dias Toffoli pode adiar a proclamação de um resultado indiscutível numericamente. Tenho a impressão de que, se me fosse dada a chance de bloquear uma decisão majoritár...

... "quando é que o Rio se estrepou? ..."A trajetória Rio abaixo" / Fernando Gabeira

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Fernando Gabeira:  A trajetória Rio abaixo É insuportável viver num país onde os bandidos fazem a lei Por  Augusto Nunes 20 nov 2017, 12h41 Luiz Fernando Pezão, Lula e Sérgio Cabral (Gustavo Miranda/Agência o Globo) Publicado no  Globo Quando menino, vi as luzes do Rio e me apaixonei. A escola nos trouxe para uma excursão a Petrópolis. A professora, generosamente, permitiu que o ônibus avançasse um pouco para nos maravilhar com a visão. Mais tarde, li no romance “Judas, o obscuro”, de Thomas Hardy, uma experiência semelhante: o personagem também admirava a cidade grande longe, fixado em suas luzes. Assim que minha segurança profissional permitiu, ainda quase adolescente, mudei-me para o Rio, apenas com a mala de roupas, decidido a nunca mais sair. Ao voltar do exílio, apesar do avanço cultural em São Paulo, decidi, ou algo decidiu dentro de mim, ficar. Sei apenas que moro aqui, tive filhas e neto no Rio e não pretendo sair. Mas a crise que o Rio v...

"Para chegar a 2018 e evitar o caos"/ Fernando Gabeira

Fernando Gabeira : Para chegar a 2018 e evitar o caos É uma ilusão supor que o Brasil não mudou, que será governável com as mesmas práticas do passado Por  Augusto Nunes access_time 16 dez 2016, 18h39 _ Publicado no  Estadão Começou o fim do mundo com a delação da Odebrecht. Temer, creio, deu uma resposta adequada, pedindo celeridade nas investigações para poder tocar o barco da reconstrução econômica. Publicidade Ele pode não ter sido sincero, porque, segundo a imprensa, no Planalto se falou na anulação do depoimento do diretor da empresa. Mas a celeridade, respeitando simultaneamente direito de defesa e ritmo de uma investigação séria, é a melhor saída para libertar o processo econômico dos sobressaltos políticos. Para almejar essa celeridade, porém, é preciso primeiro responder a uma pergunta: se não existiu até agora, por que passaria a existir de uma hora para outra? Ela é necessária também para o processo político em 2018. Muitos investigados vão qu...

"Que país é este?" / Fernando Gabeira

Fernando Gabeira: Que país é este? Eles acreditam que podem deter a Operação Lava Jato através de um golpe parlamentar. Podem aumentar a irritação popular e transformar a delação da Odebrecht num genocídio da espécie Por:  Augusto Nunes     28/11/2016 às 15:53 Publicado no  Globo Gostaria de ter ido a Salvador para conhecer e mostrar a Igreja de Santo Antônio da Barra, o Forte de São Diogo e o Cemitério dos Ingleses. Na igreja, você assiste à missa e contempla a Baía de Todos os Santos. O Forte de São Diogo foi erguido para defender o flanco sul da cidade, no tempo em que Salvador era a capital do Brasil. Só que os inimigos não chegaram pelo mar. Vieram de dentro de Salvador, capitaneados por Geddel Vieira Lima. Construiriam um prédio de 30 andares, que, segundo o Iphan, arquitetos e moradores, arruinaria a paisagem. Felizmente, a paisagem foi salva. Geddel tentou pressionar o ministro da Cultura, mas acabou perdendo a batalha. Quase continuou...

O Brasil pede socorro ...! Mas quem pode ajudá-lo ? coluna

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Fernando Gabeira: Enlouquecer calmamente É duro substituir Dilma nos desastres verbais, mas Temer está fazendo todo o possível Por:  Augusto Nunes     18/11/2016 às 13:53 Publicado no  Estadão No mundo que enlouquece rápido, o Brasil tem feito seu dever de casa. Nem tudo aqui parece fazer sentido. Sou, por exemplo, favorável ao avanço das investigações da Operação Lava Jato até que o tema seja esgotado. Sou também contra o abuso de autoridade, do guarda da esquina ao presidente da República. No Brasil esses temas parecem contraditórios. A sensação que nos passa é de uma tragédia, no sentido que Hegel deva a essa palavra: um inevitável choque do certo contra o certo, situações em que, independentemente da escolha, sempre cairemos num erro. Olhando de perto as coisas ficam mais claras. A lei do abuso de autoridade está sendo conduzida por Renan Calheiros e será votada por gente que, como ele, está correndo da polícia por implicações em vários crim...

"EUA e Rio mostram como o mundo pirou." / Fernando Gabeira

domingo, novembro 13, 2016 Trump e a curva do Rio -  FERNANDO GABEIRA O Globo - 13/11 EUA e Rio mostram como o mundo pirou. O mundo não acabou, apenas ficou mais louco. Esta frase, de um dirigente alemão, é precisamente o que penso depois da vitória de Donald Trump. Mas, às vezes, sou tentado a revê-la quando olho o Rio de Janeiro, lugar onde moro, ameaçado pelo caos e pela anarquia. Todos se lembram do Brexit, o rompimento da Inglaterra com a comunidade europeia. Também ali, imprensa e pesquisa foram traídos pelas circunstâncias. Esperavam um resultado que não veio. O que há de comum nas surpresas de Trump e do Brexit é a confiança na racionalidade inevitável da globalização. O filósofo John Gray escreveu muitas vezes sobre o tema. Para ele, o comunismo internacional e a expansão planetária do livre comércio são duas utopias nascidas do Iluminismo. Discordo apenas num detalhe: o livre comércio não se impõe à força, ninguém é obrigado a tomar Coca-Cola ou com...