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"O choro privilegiado" / Fernando Gabeira

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Fernando Gabeira  O choro privilegiado Se a maioria não consegue impor uma decisão, desperta uma certa compaixão Por   Augusto Nunes 1 dez 2017, 17h28 José Antonio Dias Toffoli, no décimo quinto dia de julgamento do mensalão (Gervásio Baptista/SCO/STF/VEJA/VEJA) Publicado do Estadão Há coisas na democracia brasileira que não entendo bem. Uma delas é essa possibilidade que o Supremo dá ao ministro com voto vencido de pedir vista e adiar a decisão da maioria. Talvez essa dificuldade se explique pelo fato de ter uma experiência parlamentar, na qual defendi causas minoritárias. No Parlamento, depois que a maioria se manifesta, o resultado é proclamado e só resta ao perdedor fazer uma declaração de votos, o direito de espernear, como dizíamos no plenário. Daí não entendo por que o ministro Dias Toffoli pode adiar a proclamação de um resultado indiscutível numericamente. Tenho a impressão de que, se me fosse dada a chance de bloquear uma decisão majoritár...