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"Instituiu-se aqui a “esbórnia de Estado”, uma forma de governar pelos fundilhos, onde manda mais quem tem a cueca mais entumecida de grana rapinada. É nessa indecência generalizada que a plateia se vê diante de uma farsa. Uma superprodução picareta, turbinada com altas doses de grana pública mas, ainda assim, uma farsa. Não chega até a esquina sem bater uma carteira, mentir como método e enganar alguns incautos pelo caminho. Não chega no poder sem fazer milhares de otários em suas cooperativas, sindicatos, milícias e franjas partidárias...

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04/10/2015  às 14:59 \  Opinião Oliver: A parte pelo todo VLADY OLIVER Evidente que não vou ficar aqui dedilhando acordes dissonantes no artigo do Augusto Nunes, nem faço minhas ironias na intenção de macular tamanha verve e circunstância. Se faço um adendo neste latifúndio é porque pessoas de pouco paladar não entenderão a “metonímia” – figura de linguagem que troca a parte pelo todo e que é prima da “metáfora”; esta todo mundo conhece. O que afirmo é que é poético trocar uma parte expressiva do Brasil pelo Brasil todo, para afirmar que “somos todos corruptos”, ou “temos um povinho lerda” ou ainda “tá tudo dominado por aqui desde os tempos das caravelas”. É claro que eu entendo a licença poética e também acho que ela prescinde de maiores explicações para ser o que é, em toda a sua essência e circunstância avassaladoras. O fato é que, fora das estruturas harmônicas da poesia, a coisa bem que soa uma armadilha. O Brasil é bom em sua esmagadora maioria. Não sou...