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Mostrando postagens com o rótulo Coluna Roberto da Matta

Faça sua escolha ... entre Realidade e Ficção / Roberto Damatta em O Globo

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O fato e o processo - ROBERTO DAMATTA O GLOBO - 23/12 Na intimidade, traía-se o reino, e barões e duques eram vistos recebendo e dando o que Jurubeba chamava de pixuleco. Apurou-se que era tudo verdade! O s especialistas em sexualidade dizem que quanto mais preocupação com a técnica, menos prazer. Dito isto, vou à minha história. O reino de Jurubeba era enorme e, talvez por isso, tivesse o gosto de acasalar opostos. Daí a adoção de um regime republicano em meio a uma semimonarquia. Para muitos foi um avanço, para outros, um passo em falso. Como conciliar ideais monárquicos com valores republicanos? Estes queriam distribuir renda pela necessidade e pelo mérito, aqueles pelo mérito e pela necessidade. O novo regime tinha afeição pela ambiguidade, sempre resolvida com muito formalismo jurídico e bate-boca. Um dia ficaram sabendo que a mais fina realeza jurubebiana era traidora. Em público a nobreza dominante dizia ser contra Corrução, um reino inimigo, pequeno, mas forte, que...

Baía de Guanabara : um desafio olímpico

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04/06/2014 Um ponto de vista TAGS:  Roberto Damatta Roberto Damatta Leio que a poluição, na Baía de Guanabara, é um desafio olímpico. Examinada por técnicos, há a unanimidade que despoluir 80% da baía até o começo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, seria uma tarefa para o Super-homem ou talvez o Capitão Marvel, conforme me diriam Fernando e Romero, os meus finados irmãos gêmeos dos cinco irmãos e uma irmã dos quais eu tive o privilégio e a honra psicologicamente ambígua de ter sido "o mais velho". ... que quando um de nós elegíamos um super-herói alguém logo levantava outro, armando uma acalorada discussão sobre quem seria o mais poderoso... ramos crianças, mas, diferentemente dos governantes, tínhamos um vasto senso de realidade. Jamais iriamos convocar o Fantasma Voador, o Flash Gordon, o Batman ou o Dick Tracy para disputar com o Super-homem, o Tocha Humana ou o Capitão Marvel, por que os primeiros eram seres humanos excepcionais, ao pa...

"É o partido do poder quem serve ao Brasil, e não o contrário"

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ROBERTO DAMATTA -  12/01/2013 10h00   - Atualizado em  18/01/2013 16h34 TAMANHO DO TEXTO A - | A + 2013 – Ano Velho ou Novo? ROBERTO DAMATTA in Share | | ROBERTO DAMATTA é antropólogo, autor de Carnavais, malandros e heróis  (1979) e  Pé em Deus e fé na tábua  (2010) (Foto: Guillermo Giansanti/ÉPOCA) Perguntaram a Santo Agostinho de onde vinha o tempo, e ele disse: o tempo vem do futuro que ainda não existe; passa pelo presente, que não tem duração; e vai para o passado que não existe mais. Não tenho nenhuma afinidade com futurologias e sofro de aversão a previsões, sobretudo quando anunciam ideias grandiosas. O século XX (com duas grandes guerras e vários holocaustos e barbarismos) é a melhor prova do poder destrutivo de receitas para melhorar o mundo – como o nazismo, o comunismo e os vários autoritarismos latino-americanos, todos marcados por um excesso de credos com seus inevitáveis e ...

Roberto Dammata // Fantasmas e eleitos

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,fantasmas-e-eleitos-,956783,0.htm Fantasmas e eleitos 07 de novembro de 2012 | 2h 10 Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo "Durante o curso ginasial, pelos idos de 1936, ouvi dois aforismos que marcaram minha vida. O primeiro dizia: 'Não se pode comer todas as mulheres do mundo, mas deve-se tentar' e expressava um impossível ideal varonil que muitos falavam entre sorrisos, mas poucos seguiam. O segundo sugeria o inverso, mas, no fundo, dava no mesmo porque rezava: 'Não se pode ler todos os livros do mundo, mas deve-se tentar'. Todos os chamados 'maus alunos' sabiam o primeiro e todos os 'bons alunos', aspirantes à castidade, fechavam por muitos motivos com o segundo ideal, o principal deles sendo a ausência absoluta de conhecimento concreto com o objeto do primeiro adágio. Como quase todo mundo, eu fui simultaneamente um bom e um mau aluno, de modo que persegui sem fé os dois ideais, como,...

Na porta do Céu // Roberto DaMatta

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Na porta do Céu 05 de setembro de 2012 | 3h 12 Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo Da hoje talvez esquecida obra do psicólogo existencial Rollo May (1909- 1994), ficou em mim a marca de dois dos seus livros. O do famoso  Amor e Vontade  (de 1969); e de  Coragem para Criar  (de 1975) que li na Universidade de Cambridge, Inglaterra, quando visitava brevemente o seu Centro para Estudos Latino-Americanos, em 1978, e lá terminava o meu livro  Carnavais, Malandros e Heróis , no qual tentei revelar o Brasil pelo seu avesso conflitivo, dilemático e hierárquico por meio de instituições tidas como inocentes como o carnaval, o você sabe com quem está falando e os seus heróis - alguns vistos como santos, outros como bandidos, quase todos como malandros. Era preciso alguma coragem para escrever sobre o Brasil sem falar em classes sociais, usar o estruturalismo de Dumont e Lévi-Strauss (tido como a miséria da razão) e citar o reacionário Alexis de Tocquevil...

Roberto da Matta para Manuel Diégues Jr.

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Para Manuel Diégues Jr. 15 de agosto de 2012 | 3h 10 Roberto DaMatta - O Estado de S.Paulo Ofereço esta crônica a Manuel Diégues Jr. como uma prova de afeto e testemunho da importância da sua vida e do seu trabalho para as Ciências Sociais do Brasil. Estava programado para tomar parte na comemoração do centenário de Manuel Diégues Jr. na Academia Brasileira de Letras, mas um imprevisto me impede de estar fisicamente nessa homenagem de modo que a escrita, como símbolo do espírito, torna-me presente, ao lado das minhas desculpas, neste tributo. Homenagem que faço com ternura pelos inúmeros laços que me ligam à família e especialmente ao Cacá (com quem fiz um programa de televisão) e a Madalena, que foi minha orientanda nos velhos tempos de Museu Nacional. * * * Sou da geração que estudou os clássicos da Antropologia Cultural em aulas e conferências pronunciadas por alguns praticantes que se tornaram, eles pró...