"Que bom era ser comunista, desde que fora de um país comunista." // Roberto Pompeu de Toledo
Roberto Pompeu de Toledo Sob proteção Que bom ser comunista, desde que fora de um país comunista Por Augusto Nunes 2 dez 2017, 14h33 Grupo de comunistas marcha rumo ao Mausoléu de Vladimir Lênin, em Moscou. Se estivesse vivo, Lênin completaria 140 anos. (veja.com/AP) Publicado na edição impressa de VEJA As comemorações do centenário da Revolução Russa enfatizaram o fracasso do comunismo nos países em que ele exerceu o poder. Faltou conferir igual ênfase ao sucesso obtido nos países em que ele esteve fora do poder — sua capacidade de mobilização, os vultuosos eleitores que reuniu, sua atração sobre os jovens de talento. Tome-se o caso do historiador francês Paul Veyne, um dos maiores especialistas em Antiguidades do nosso tempo. Em 1951, aos 21 anos, recém-admitido na prestigiosa Escola Normal, ele ingressou, com direito à correspondente carteirinha de sócio, no Partido Comunista Francês (PCF). Seu entusiasmo era moderado. Veyne não acreditava nos “aman...