Cubanos defendem envio de parte do salário a Raúl Castro
Eles receberão entre 2.500 reais a 4.000 reais mensais. A diferença entre o salário e o teto de 10 000 reais será enviada pelo Brasil ao governo cubano
Laryssa Borges, de Brasília
Médicos cubanos chegam ao Brasil para integrar o programa do governo federal. ( Matheus Brito/ Estadão Conteúdo )
Explorados pelo regime de Raúl Castro, 206 médicos cubanos desembarcaram neste sábado em Brasília e no Recife para atuar no Programa Mais Médicos, do governo federal. Com forte discurso ideológico, os profissionais defenderam as assimetrias da parceria entre Brasil e Cuba – até 75% dos salários pagos a eles podem ser remetidos diretamente à ilha dos Castro – e afirmaram que, apesar das críticas, esperam poder ajudar municípios mais carentes e sem qualquer assistência básica. Alguns médicos desembarcaram chorando e foram amparados por autoridades locais.
De acordo com o secretário-adjunto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Fernando Menezes, os salários dos cubanos não serão de 10 000 reais, como os dos demais médicos que se inscreveram no programa do governo, e vão variar entre 2.500 reais a 4.000 reais mensais, conforme as condições dos municípios onde os profissionais serão alocados. A diferença entre o salário e o teto de 10 000 reais será enviada pelo Brasil ao governo cubano.
Em Brasília, uma aeronave da Companhia Cubana de Aviación aterrissou às 18h41 na capital com 176 profissionais a bordo. Neste domingo, outros 50 médicos chegarão a Salvador, 78 em Fortaleza e 66 no Recife.
Com pouca fluência em português, os médicos desembarcaram de jalecos e com bandeiras de papel do Brasil e Cuba nas mãos. “Amor e solidariedade não têm preço. Não viemos para competir, viemos para trabalhar juntos. Esperamos apoio de todo o povo”, disse o médico Alexander del Toro. Médicos com mais de 20 anos de profissão empunharam discurso político em favor do golpe comandado por Fidel Castro.
“Cuba é um país pobre, não tem muitos recursos humanos, mas tem muita formação do ponto de vista humano. O dinheiro para nós fica em segundo lugar. Vamos ter o suficiente para ficar no Brasil. O resto vai para Cuba, para hospitais, para as pessoas que estão precisando”, afirmou Rodolfo García, formado há 26 anos.
“Vivemos com o coração muito grande para oferecer ao povo brasileiro. Não importa dinheiro ou outra coisa. Todos nós temos salário garantido em nossa pátria”, completou Ángel Lemes Dominguez. Morador de Villa Clara, onde estão os restos mortais daquele que ele classificou como “comandante Guevara”, o médico endossou o discurso político dos demais profissionais e afirmou que o confisco de parte de seu salário total pelo governo cubano “não é uma questão de preocupação”. “Tem colegas nossos em Cuba trabalhando o dobro para que a gente possa colaborar com outros povos. Concordo plenamente com qualquer coisa que possa aportar saúde”, disse.
“Cuba deu os cursos para vir para cá, nos selecionou e viemos para dar saúde e solidariedade para todos os brasileiros e ajudar a elevar a qualidade de saúde”, resumiu Crenia Rodríguez Gamoneda, de 32 anos. Formada há 10 anos, já trabalhou como médica também para o governo de Hugo Chávez, na Venezuela. Ex-médica na Bolívia, Yaiceo Perea, com especialização em Medicina Geral e Integral, disse que, mesmo com dificuldades no atendimento médico aos bolivianos, cumpre suas atividades como uma espécie de “missão de governo”. “Esperamos que o povo brasileiro nos respeite”, declarou, emocionada.
No aeroporto Juscelino Kubitscheck, em Brasília, um pequeno grupo de 25 pessoas, favorável à importação de médicos da ilha, reforçou o caráter político do programa do governo Dilma Rousseff, gritando palavras de ordem contra os Estados Unidos. Cartazes de boas vindas, com a estampa da estrela do PT, deram o tom da manifestação. Médicos brasileiros formados em território cubano, cujos diplomas ainda estão pendentes de validação, aproveitaram para tentar angariar apoio à parceria entre Brasil e Cuba. Estampas de Che Guevara, bandeiras petistas, da Venezuela e de Cuba e faixas com referências à União Nacional dos Estudantes (UNE), à União da Juventude Socialista (UJS) e à Central de Movimentos Populares foram colocadas diante do desembarque internacional do aeroporto.
Com uma braçadeira com a bandeira da Venezuela e um broche com símbolos cubanos, o médico brasileiro Wesley Caçador Soares, de 29 anos, defendeu a capacidade técnica dos profissionais importados da ilha socialista e disse que as críticas em relação à importação dos cubanos é resultado de um debate “dogmático” e “ideológico”. Formado em Cuba e com um tênis da Nike, coube a Soares o papel principal na organização de gritos de guerra contra os Estados Unidos e o Conselho Federal de Medicina: “Cuba, sim, yankees não. Viva (sic) Fidel e a revolução. Brasil, Cuba, América Central, a luta socialista é internacional”, dizia o grupo de estudantes e médicos que recepcionou os cubanos em Brasília.
O doutor Luís Inácio Adams informou que os médicos cubanos que vêm para o Brasil não terão direito a asilo político caso queiram se desvincular da ilha comunista. Nas suas palavras: “Me parece que não têm direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos”.
Num país que teve um presidente asilado (João Goulart) e centenas de cidadãos protegidos pelo instituto do asilo, Adams nega-o, preventivamente, a cubanos.
Luís Inácio Adams, advogado-geral da União
Isso numa época em que o russo Vladimir Putin concedeu asilo a um cidadão acusado pelo governo americano de ter praticado crimes, e a doutora Dilma tem um asilado na embaixada brasileira em La Paz.
Noves fora a proteção dada a Cesare Battisti, acusado de terrorismo pelo governo italiano.
A tradição petista vai na direção desse absurdo. A Polícia Federal já deportou dois boxeadores cubanos durante a gestão do comissário Tarso Genro no Ministério da Justiça. (Eles foram recambiados e fugiram de novo).
O próprio governo cubano já permitiu a saída de cidadãos para a Espanha. A vigorar a Doutrina Adams, o Brasil transforma-se numa dependência do aparelho de segurança cubano.
O senador boliviano Roger Pinto, em foto de 2008Foto: EFE
•• atualizado às 18h52
Senador refugiado em embaixada em La Paz deixa Bolívia e foge para o Brasil
O senador opositor boliviano Roger Pinto, que estava refugiado na embaixada brasileira em La Paz desde 28 de maio de 2012, abandonou a legação diplomática, saiu de seu país e está no Brasil, disseram neste sábado à Agência Efe fontes próximas ao caso.
"Já está no Brasil e nas próximas 48 horas convocará uma entrevista coletiva, que possivelmente será em Brasília", disse a fonte, que pediu absoluto anonimato e alegou "razões de segurança" em função da delicadeza do assunto.
Os primeiros médicos cubanos contratados pelo governo federal para atender em áreas rurais e isoladas já estão no Brasil. O grupo desembarcou às 14h28 deste sábado no Aeroporto Internacional do Recife em escala de voo que segue para Brasília.
Trinta formados em Cuba desembarcaram no Recife e outros 176 seguem para Brasília. Eles vieram em um voo fretados pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e pelo governo cubano. Durante este final de semana, está prevista a chegada de 400 médicos da ilha caribenha.
Os profissionais da saúde foram recepcionados pelo Recepcionados pelo secretário de gestão do trabalho e pela educação do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e seguiram para alojamentos do Exército. A partir da segunda-feira, eles passam por um treinamento de três semanas na Universidade Federal de Pernambuco.
Uma nota do Ministério de Saúde Pública de Cuba (Minsap), divulgada hoje informa que essa entidade assinou um convênio com a Organização Pan-americana da Saúde (OPS) "enquadrado nos princípios de cooperação Sul-Sul" para prestar serviços de atendimento básico de saúde no Brasil. "Mediante este convênio chegarão ao dito país neste fim de semana 400 médicos, que fazem parte de um contingente de 4 mil profissionais que chegarão ao Brasil até o final do 2013", disse a nota, datada da sexta-feira e publicada no jornal oficial "Granma".
O trabalho dos cubanos no Brasil "seguirá o modelo de cooperação internacional" que o ministério mantém atualmente em 58 países de vários continentes, acrescentou o comunicado. No Brasil, o Ministério Público anunciou na sexta-feira que abrirá um processo preliminar para analisar os contratos e as condições de trabalho dos médicos cubanos, e advertiu que em caso de uma possível irregularidade poderá recorrer nos tribunais.
ENTENDA O 'MAIS MÉDICOS'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas serão oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- No caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros. Eles não precisarão passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro que vier ao Brasil deverá atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- Criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo na residência em que os profissionais atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os cerca de 200 manifestantes que se reuniram no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, na noite desta sexta-feira, tinham por objetivo protestar contra a revista Veja, da editora Abril. Em panfletos distribuídos aos pedestres, classificaram a publicação como "manipuladora da opinião pública", de "jogar a população contra os manifestantes" e a mídia em geral de mentir para proteger os políticos. O protesto foi acompanhado de perto pela polícia, que em alguns momentos manteve um efetivo praticamente igual ao número de manifestantes.
O grupo que saiu pela avenida Faria Lima, desceu a avenida Eusébio Matoso até alcançar a Marginal Pinheiros, sentido rodovia Castelo Branco. Os manifestantes fecharam o trânsito nas pistas local e expressa até alcançarem a sede da editora Abril. Contornaram a portaria e na rua Sumidouro queimaram edições da publicação. O que sobrou das revistas foi lançado sobre os portões do prédio. Do lado de dentro, um grande número de seguranças particulares fazia a segurança do imóvel. A maioria dos funcionários da editora foi liberado mais cedo do trabalho, por volta das 16h.
A Marginal Pinheiros ficou fechada por mais de 20 minutos
Depois de queimadas as revistas, o grupo retornou para a Marginal Pinheiros, que ficou fechada por mais 20 minutos. Quando as primeiras pedras foram lançadas contra a portaria do prédio, a resposta foi imediata. Policiais militares, que se concentravam no local lançaram pelo menos quatro bombas, de efeito moral e gás lacrimogênio.
Bastou para que o grupo se dispersasse em disparada pela pista local da marginal. Já na entrada da avenida Frederico Hermman Júnior começou a depredação. A primeira vidraça a ser quebrada foi a de uma loja de decoração, alguns metros adiante, um veículo teve o vidro lateral quebrado e houve a tentativa de incendiá-lo, sem êxito. Policiais usaram extintores antes que o carro pegasse fogo. Em uma casa, a porta de entrada ganhou a pichação de um símbolo anarquista e o portão com a frase "morra burguesia". Sobrou ainda para o para-brisas de pelo menos mais dois carros, vidraças da secretaria estadual de Meio-Ambiente, de um banco e de uma lavanderia.
Um rapaz, que se identificou como Eduardo, foi detido, acusado de portar uma garrafa de álcool. Em seu favor ele afirmou que a garrafa estava lacrada e que tinha nota fiscal do produto. A polícia o deteve como suspeito de ter tentado incendiar o veículo. Houve bate-boca entre policiais e manifestantes, mas ele foi levado por um carro de polícia até o 14º Distrito Policial. Antes, ele seria levado a exame de corpo de delito, por conta de um ferimento na boca, que ele afirmou ter sido produzido por policiais.
Enquanto isso, na esquina da rua Carlos Rath, um segurança particular contava ter impedido "meia dúzia" de manifestantes de passarem por ali. Sem nenhuma cerimônia, foi direto. "A polícia não pode bater neles, mas eu posso". O segurança prosseguiu. "Se o protesto era contra a revista, não temos nada a ver com isso".
Elas lêem mais, vão mais a teatro, cinema, museus e exposições, são maioria nos cursos de humanidades e têm gosto mais refinado
Alan Riding escrevem de Paris para o “International Herald Tribune”:
No mundo da cultura, também é preciso dois para bailar. E se em geral os artistas são do sexo masculino, o público é feminino. Isso, ao menos, é o que parece em muitos países desenvolvidos atualmente.
A dança cultural prossegue graças, em grande medida, às mulheres. Elas são as principais "consumidoras" de alta cultura, seja literatura, artes visuais, balé, teatro ou música clássica.
De fato, isso não é novidade. Faz tempo que as mulheres lêem muito mais ficção que os homens (em uma margem de 2 para 1 no Reino Unido, por exemplo) e a tendência foi confirmada em vários estudos nos EUA e na Europa.
A atenção se volta agora a por que isso acontece.
Há várias explicações concorrentes: as mulheres são mais "sensíveis", têm mais tempo para o lazer, são menos obcecadas com fazer dinheiro, sua formação é mais orientada para as artes e valorizam mais do que os homens a importância de transmitir a cultura aos filhos.
Com tudo isso, dois relatórios do governo francês sugerem que o tópico merece maior exploração: "A feminização das práticas culturais" compara dados de pesquisas de 1973 e 2003 e endossa a tendência.
"A fábrica sexual do gosto cultural" analisa a educação cultural dos meninos e meninas dentro da família.
Os relatórios coincidem em um ponto fundamental: o fenômeno não é nem um furo de estatística nem uma moda passageira.
Desde os anos 60, houve uma mudança fundamental no perfil dos "consumidores" de cultura. As mulheres não só lêem mais, elas freqüentam mais museus e eventos de artes e este vão cultural ainda está se ampliando.
Tome os livros por exemplo.
Em uma pesquisa com mais de 5.600 pessoas acima de 15 anos, a percentagem dos homens na França que haviam lido um livro nos 12 meses anteriores caiu de 72% em 1973 para 63% em 2003, enquanto a de mulheres aumentou de 68% para 74% (e sim, dois terços dos leitores de ficção eram mulheres).
Por outro lado, os homens passaram mais tempo do que as mulheres assistindo a televisão (os esportes foram um fator importante), jogando videogames e surfando na Internet.
A música é um caso interessante e confirma que as mulheres, ao menos na França, têm gostos mais refinados que os homens. Os homens de todas as idades ouvem rock, jazz, techno e rap mais do que as mulheres, enquanto elas ouvem mais música clássica em CDS ou em concertos.
Novamente, as mulheres estão mais presentes que os homens em bibliotecas, teatros e museus na França.
Isso não foi sempre assim, então por que agora?
O relatório sobre a "feminização" observa que as mulheres na França hoje são mais educadas que os homens: há mais mulheres em cursos superiores, elas se saem melhor e têm maior tendência a estudar disciplinas das áreas humanas.
Mais mulheres também trabalham em áreas associadas às artes que os homens.
A variável da geração é crucial. Estatísticas mostram que a participação das mulheres em atividades culturais na França é relativamente maior entre pessoas com menos de 40 anos, que também é a principal faixa etária de mães jovens.
E esse fato pode estar associado à observação do relatório da "fábrica de sexos" que diz que as mulheres hoje são mais bem sucedidas em despertar o "desejo" cultural das filhas do que o dos filhos.
Assim, aparentemente a "feminização" das atividades culturais continuará.
O estudo francês mostrou que meninas entre 6 e 14 anos lêem mais que meninos da mesma idade e, nada surpreendentemente, são mais interessadas em balé.
Mas elas também freqüentam mais museus, exibições, peças e circos do que os meninos. Nesse estudo, com uma amostra de 3.000 famílias, 38% das meninas participavam de alguma atividade artística amadora – dança, teatro, pintura e outras – contra 20% dos meninos.
A tradição e o nível de desenvolvimento naturalmente variam entre os países, mas essa "feminização" é aparente no Ocidente.
As estatísticas em muitos países europeus apresentam resultados similares, tanto para adultos quanto crianças. E nos EUA, o fenômeno não é menos dramático.
A mais recente pesquisa do Fundo Nacional para as Artes nos EUA, que cobriu o ano que terminou em agosto de 2002, indicou que as mulheres freqüentaram mais apresentações de jazz, música clássica, ópera, musicais, peças e balé do que os homens (no balé, a diferença foi de 68,4% para 31,6%); elas visitaram museus com maior freqüência (55,5% contra 44,5%); e leram mais literatura (61,4% a 38,6%).
Se as mulheres são mais interessadas nas artes, como isso se reflete nos campos da criatividade e artes performáticas? Nesse setor, as evidências são menos documentadas.
Na ópera, no balé, no teatro e no cinema, sempre houve cantoras, bailarinas e atrizes porque, bem, tinha que haver.
Mas em áreas onde o sexo não é relevante, como na música instrumental, literatura e artes visuais, as mulheres estão definitivamente mais presentes hoje do que há 30 anos.
Mesmo assim, apesar de muitas orquestras estarem próximas da paridade sexual, a maior parte dos regentes são homens.
De fato, na maior parte dos países, os homens continuam na direção das artes. Com raras exceções, eles dirigem museus, teatros, orquestras, óperas e até editoras.
O fato de podermos listar as exceções apenas confirma a regra.
Na França, as mulheres chefiam o Departamento de Museus do Ministério da Cultura e o Palácio de Versalhes, mas os homens dirigem o Louvre, o Centro Georges Pompidou, o Musèe d'Orsay e muito mais.
No Reino Unido, as mulheres chefiam a Serpentine Gallery e a Whitechapel Gallery, mas os homens dirigem a Tate, a National Gallery, a Royal Academy of Arts e muitos outros museus.
No entanto, enquanto os homens em geral detêm os altos postos culturais, as mulheres freqüentemente são o "rosto" público das instituições, ou seja, as relações públicas e de imprensa da indústria de cinema, museus, teatros e outros estão em geral nas mãos de mulheres.
Mesmo assim, elas estão em posições de "serviço" e não de poder. E ainda resta um telhado de vidro.
Falando da geração pós 1960, Sara Selwood, professora de política cultural e administração da Universidade da Cidade de Londres, recentemente disse ao jornal "The Guardian":
"Essas mulheres estavam lendo literatura feminista quando eram adolescentes nos anos 70. Agora estão em 2006, com 50 anos, e esperam que as coisas sejam diferentes."
O que é diferente é que as mulheres hoje representam o principal mercado da cultura. E as instituições culturais que ignoram isso o fazem com riscos. É um público que não podem perder. (Tradução: Deborah Weinberg) (International Herald Tribune, Uol.com/Mídia Global, 16/2)