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Mostrando postagens com o rótulo Sergio Rodrigues

Neologismo importado...

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Sérgio Rodrigues Todoprosa “Poesia não dá dinheiro. Em compensação, dinheiro também não dá poesia.” ROBERT GRA 07/11/2014  às 15:00 \  Palavra da semana ‘Mandatada’: de onde saiu isso?   A presidente Dilma Rousseff não pode ser acusada de deixar comentaristas linguísticos sem assunto. O verbo “mandatar”, que pipocou esta semana em seu discurso sob a forma do particípio “mandatada”, rendeu burburinho nas redes sociais por ser uma palavra ausente não só de todos os dicionários brasileiros, mas também, tudo indica, da língua que as pessoas falam de fato por aqui. Quer dizer que Dilma inventou um verbo, lançou um neologismo? Não: apenas o importou de Portugal. Embora comece a ganhar suas primeiras e tímidas aplicações no Brasil, “mandatar” – que significa “atribuir mandato ou procuração a” – já tem presença razoavelmente vigorosa no português falado do lado de lá do Atlântico. Vocábulo emergente, não aparece ainda em todos os...

Ensaio sobre entusiasmo dos jogadores brasileiros na Copa....

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15/07/2014  às 9:04 \  Curiosidades etimológicas O entusiasmo, ‘inspiração divina’, tem  seus limites O choro de Júlio César e Thiago Silva: entusiasmo puro (William Volcov/Brazil Photo Press) A palavra entusiasmo – existente em nossa língua desde o início do século XVIII e que hoje empregamos com liberalidade para falar dos mais variados tipos de ardor e arrebatamento, até os menos apaixonados e profundos – nasceu de uma ligação direta com a esfera divina. Tudo começou com o adjetivo grego  entheos ou  enthous , formado a partir de  theos , “deus”, o mesmo elemento presente em vocábulos como teologia e ateísmo. Seu sentido era o de “inspirado ou possuído por um deus”. Enthousiasmós  era, a princípio, “transporte divino, exaltação, transe, emoção religiosa intensa que conduz à intuição de verdades místicas”. Ao longo dos séculos, a palavra andou ganhando conotações negativas pela vizinhança com o fanatismo religioso. Por outro lado...

Nós vamos precisar de Neymar! / "Pelé pilotova o carro de James Bond"/ Sergio Rodrigues

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   Sergio Rodrigues no seu blog Todo Prosa Escrevi o artigo abaixo por encomenda da revista literária colombiana “Arcadia”. Com tradução de Camila Moraes, ele saiu no número que está nas bancas como parte de uma série de textos assinados por dez escritores, cada um de um país que disputará a Copa do Mundo: Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Inglaterra, Itália, México, Portugal e Uruguai, em ordem alfabética na edição. A ideia era que cada um evocasse, “em forma de memória literária, sua relação com a seleção nacional”. * No livro “Febre de bola”, o escritor inglês Nick Hornby fala de como ficou impressionado quando, criança, viu jogar a seleção brasileira de Pelé, Tostão, Jairzinho e Rivelino na campanha do tricampeonato mundial, em 1970.     Bem, ele não estava sozinho. A contribuição original de Hornby ao pasmo mundial diante da superioridade daquela equipe é uma metáfora infantil surpreendente: para ele, o futebol apresentado pelo Brasil no Mé...

"Meu cão é um cínico"! / Sérgio Rodrigues

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/  Blogs e Colunistas Sérgio Rodrigues Sobre Palavras Nossa língua escrita e falada numa abordagem irreverente Assine o Feed RSS  | Saiba o que é 06/01/2014  às 16:01 \  Consultório O que o cinismo tem a ver com os cães? “Outro dia uma amiga me disse que a palavra cinismo tem a ver com cachorro. É verdade isso? Não conheço ninguém menos cínico do que o meu amado cãozinho.” (Adelaide Veiga) Sim, Adelaide, é verdade. A palavra cinismo nos chegou, por meio do latim, do grego  kynismós , nome de uma escola filosófica, termo que por sua vez era derivado de kynós , “cão” – a mesma matriz que nos legou o vocábulo cinofilia (“amor aos cães”). Mas o que tais filósofos tinham a ver com os cachorros? O Houaiss oferece a seguinte explicação no verbete cinismo: “doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por co...

Esqueça o que você sabe... Pode estar tudo errado!

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http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/curiosidades-etimologicas/alibi-um-adverbio-que-subiu-na-vida/ 27/08/2013  às 14:15 \  Curiosidades etimológicas Álibi, um advérbio que subiu na vida O substantivo masculino álibi – que nasceu no vocabulário legal, mas não demorou a transbordar para a linguagem comum – guarda uma curiosidade: a palavra latina  alibi , que está na sua origem, era um advérbio e não um substantivo. Como se sabe, a principal acepção de álibi é “defesa que o réu apresenta quando pretende provar que não poderia ter cometido o crime por, por exemplo, encontrar-se em local diverso daquele em que o crime de que o acusam foi praticado” (Houaiss). Por extensão de sentido, segundo o mesmo dicionário, surgiu mais tarde a acepção informal de “justificação ou escusa aceitável”. Em latim, além de ser um advérbio, a palavra não tinha aplicação legal. Formada pela junção de alius  (“outro”) e  ibi  (“ali, em tal lugar”), queria diz...

Todo prosa /// Sergio Rodrigues /// Rascunho

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03/09/2012  às 16:01 \  Primeira mão ,  Vida literária Entrevistas do ‘Rascunho’: o que é bom merece bis RASCUNHO: Como você avalia a entrada do Paulo Coelho na Academia Brasileira de Letras? CARLOS HEITOR CONY: Tendo uma vaga, qualquer um pode entrar. O Paulo Coelho namorava a Academia havia bastante tempo. É uma figura polêmica, sua literatura é muito questionada. Mas há uma coisa que não se pode negar: ele é um homem de letras. Ele escreve letras. Escreveu letras para o Raul Seixas. Nunca li nada dele, realmente. Mas ele tem um sucesso comercial muito grande. Está entrando na Rússia. Já vendeu dois milhões de livros no Japão. É impressionante isso. Shakespeare não vendeu, até hoje, dois milhões de exemplares no Japão. Há outra coisa: o Paulo Coelho é uma pessoa muito fina, muito educada. Não responde ninguém, não agride ninguém. Não se vangloria por vender tanto. É muito cavalheiro. Agora, há as evidências. No Salão do Livro em Paris, em março de 1998, a ...

Todo Prosa / Sergio Rodrigues

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Sérgio Rodrigues Todoprosa “Um desses livros que, quando a gente larga, não consegue mais pegar.” MILLÔR FERNANDES Assine o Feed RSS  | Saiba o que é 04/05/2012  às 9:14 \  Pelo mundo Um belo pôster, um enxame de autores e outros links O pôster ao lado (“Estes são seus filhos. Estes são seus filhos com livros”) é uma criação do grupo americano de incentivo à leitura Burning Through Pages. Uma beleza, não? Via  Galleycat . * O romance é escrito frase por frase. Para cada uma delas, qualquer pessoa pode inscrever uma concorrente (até 140 toques). Usuários como você votam então em cada uma das frases inscritas, dando-lhes cotações de +1 ou -1. A que tiver a maior nota torna-se então uma frase do romance, pelo menos até que outra inscrita obtenha uma contagem maior. Clique  aqui  para ler mais sobre a ideia, e  aqui  para conferir a execução. Ah, sei. Mas já que estamos interativos, proponho outra votação...

Todo Prosa / Sergio Rodrigues

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http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/eagleton-literatura-existe-e-tem-cinco-ingredientes/ 16/04/2012  às 16:20 \  Pelo mundo Eagleton: Literatura existe e tem cinco ingredientes Meu próprio entendimento é que, quando as pessoas chamam hoje em dia algum texto de literário, elas geralmente têm em mente uma de cinco coisas , ou alguma combinação entre elas. O que elas querem dizer com “literário” pode ser um trabalho que seja ficcional; que comporte uma medida significativa de intuição sobre a experiência humana, em oposição ao relato de verdades empíricas ; que use a linguagem num registro peculiarmente elevado, figurativo ou autoconsciente ; que não seja pragmático no sentido em que listas de compras o são ; ou que seja altamente valorizado como exemplar de escrita. O novo livro do crítico literário inglês Terry Eagleton – que brilhou como o grande provocador da Flip há dois anos, conforme relatado na época  aqui  – chama-se  Th...