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Mostrando postagens com o rótulo Zuenir Ventura

Brasília em transe / Zuenir Ventura

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Brasília em transe Pense em um deputado, senador, ministro, ex-ministro, presidente, ex-presidente, e ele pode estar nessa ‘blacklist’. A sensação é de que quase ninguém está a salvo 26/11/2016 -  15h05 Zuenir Ventura , O Globo Está no seu DNA, é crônico. Brasília não consegue viver sem crise. Mal se livra de uma, surge outra. O alívio às vezes é temporário, como aconteceu esta semana, quando parecia superado o episódio que envolveu o ministro Geddel Vieira, responsável pela renúncia de seu colega da Cultura, que o acusou de pressioná-lo para atender a interesses escusos. Apesar da grave denúncia, Geddel continuou merecendo a confiança do presidente e ainda recebeu um manifesto de apoio de líderes da base aliada no Congresso. Um final feliz, até que se tornou público o depoimento de Marcelo Calero à PF acusando o presidente Temer e o ministro Eliseu Padilha de o terem pressionado e “enquadrado” em favor do amigo e auxiliar de confiança. Para piorar, desconfiado...

E agora Rio de Janeiro...? O dinheiro acabou, a esperança se escondeu, a política baixou o nível de credibilidade...?

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Uma encrenca carioca Para acirrar os ânimos e baixar o nível, tem aumentado a troca de ofensas pessoais que, além de confundir os eleitores, mostra as fragilidades de Freixo e Crivella 26/10/2016 -  15h04 Zuenir Ventura,  O Globo A s más notícias não cessam de perseguir o Rio depois da Olimpíada. Já não se fala nem da violência urbana, velha rotina que tende a aumentar com a saída do governo de José Mariano Beltrame, uma esperança perdida. Além disso, antes mesmo de terminados os Jogos, o governador em exercício Francisco Dornelles decretou “estado de calamidade pública”, diante da iminência de “total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”. O motivo alegado foi a queda da arrecadação do ICMS e dos royalties do petróleo. Os efeitos dessa providência continuam a aparecer nas primeiras páginas dos jornais. Ontem, soube-se que o projeto de orçamento do governo estadual para 2017 prevê um rombo de R$ 15,3 bilhões...

Uma eleição para um eleitorado desconfiado, sem motivação / Zuenir Ventura

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Como reverter o desencanto? Não será recorrendo ao evangelho ou ao ‘Fora Temer’ que Crivella e Freixo resolverão nossas mazelas 05/10/2016 -  15h04 Zuenir Ventura , O Globo Serão quatro semanas decisivas para os próximos quatro anos de uma cidade cujos problemas dois Marcelos dirão como pretendem resolver, um pela direita e o outro pela esquerda. Mas como não se governa com bandeiras — nem evangélica nem ideológica — e sim com programas, o novo prefeito terá que ter a humildade e a competência administrativa de um síndico, não a retórica de um parlamentar. Crivella, com 27,7%, e Freixo, com 18,2%, devem estar cheios de si com a vitória que obtiveram sobre nove adversários cada um. Só que a soma de seus votos por pouco não é suplantada pelos não votos, ou seja, por 42,4% dos eleitores que não votaram ou votaram em branco e nulo. Como reverter isso? Entre os dois há em comum a declarada recusa ao PMDB, pelo menos por enquanto, já que o eleito terá que se relacionar c...

"Êta mundo ruim.." // Zuenir Ventura

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Êta mundo ruim A pior novidade é que agora estão procurando exportar para nós terrorismo e outras mazelas, como se as nativas não fossem suficientes 20/07/2016 -  15h08 Zuenir Ventura,  O Globo Podia ser pior, podia ser a França dos atentados terroristas, a Turquia da tentativa de golpe de Estado com mais de 200 mortos, os Estados Unidos dos eternos conflitos raciais ou mesmo a Venezuela dos milhares de habitantes atravessando a fronteira para comprar alimentos e medicamentos. Essas tragédias distantes não nos servem, porém, de consolo nem querem dizer que devemos ficar satisfeitos com a nossa crise, com os nossos quase 60 mil homicídios por ano e com uma situação como a do Rio, onde, em 72 horas da semana passada, balas perdidas deixaram três mortos e 12 feridos, em episódios de violência que viraram rotina. É apenas uma lembrança para aqueles que acham que a solução é deixar o país. Como já escrevi aqui, não há mais Pasárgada, aquele lugar mítico, par...

Quantas máscaras Lula usa para se comunicar? Contei algumas :há a de comícios; a de telefonemas; a de carta aberta ao povo; para palcos da militância...Acho que existem mais !

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Lula com e sem asteriscos A conversa com o deputado federal Wadih Damous exigiria quatro: “filho da p(*)”, “m(*)” e duas vezes “fo(*)-se” 19/03/2016 -  09h01 J á que quase tudo foi dito e publicado sobre o conteúdo das gravações de Lula, cujos efeitos agitaram ainda mais o ambiente político, vou me limitar à forma, isto é, à incontinência verbal que atentou contra o bom gosto e os bons modos de linguagem. Ouvindo os áudios e lendo as transcrições, me lembrei do recurso inventado pelo “Pasquim” para driblar a censura e evitar inconveniências vocabulares: o asterisco (*). A famosa entrevista da atriz Leila Diniz, em 1969, teve enorme repercussão, menos pelo que foi mostrado e mais pelo que foi sugerido. O sinal gráfico substituía os palavrões, cabendo ao leitor usar a imaginação e adivinhar o que vinha encoberto, e isso era mais delicado do que a revelação com todas as letras. No registro do desabafo telefônico de Lula para Dilma, por exemplo, não se reproduziria as du...

“Hoje, a Câmara fede. Daqui a pouco, vai apodrecer.”, Jarbas Vasconcelos

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Localizando o mau cheiro Jarbas Vasconcelos não entende como pode oposição confiar em Cunha, que mente sobre contas na Suíça, já confirmadas pela Procuradoria 10/10/2015 -  17h18 Tantas concessões, tanta entrega, tanto toma lá dá cá, tanta nomeação infeliz, terá valido a pena para a presidente a tal reforma ministerial? Parece que o próprio Planalto estaria reconhecendo que não, diante de uma semana de dificuldades e derrotas. O TCU recomendou a rejeição das contas de 2014 do governo, o TSE reabriu investigação sobre a campanha de Dilma e Temer, e o governo não conseguiu quorum no Congresso para os vetos presidenciais. Assim, a crise prossegue num estilo de telenovela, com a diretora-protagonista se complicando a cada capítulo e, sem saber o que fazer, dando razão à grosseria de Delfim Netto, que disse ser ela “simplesmente uma trapalhona”, como se ele não tivesse feito também suas trapalhadas quando ministro dos militares. Mas, enfim, este é o país da amnésia c...

Zuenir Ventura está na Academia Brasileira de Letras... / Chico Caruso / blog do Ricardo Noblat

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Fogueira de vaidades...! "Terá valido a pena?" / Zuenir Ventura

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Enviado por Ricardo Noblat -  6.11.2013  | 16h16m GERAL Terá valido a pena?, por Zuenir Ventura Zuenir Ventura , O Globo Fui cobrado por ter escrito há 15 dias que a polêmica sobre as biografias “já deu o que tinha que dar” e que ninguém mais iria convencer ninguém que já não estivesse convencido. Como, parodiando Machado de Assis, “sofro de tédio à controvérsia”, quando elas viram bate-boca, propunha que se aguardasse então a decisão da Justiça. Estava enganado, as discussões continuaram e ficaram ainda mais acirradas. Esqueci que no Brasil polêmica acaba em polêmica, isto é, não acaba, uma dá início a outra, como agora, com a aparente mudança de posição do Procure Saber e o real racha entre seus integrantes. A novidade é a transferência das divergências para o âmbito dos próprios membros do grupo, a julgar pelo que tem vazado para a imprensa. Zózimo Barroso do Amaral noticiaria assim: “Não convidem para a mesma mesa Roberto Carlos e Caetano Veloso”. ...

Desobediência do AfroReggae ao tráfico traz novidade na relação do crime com a lei vigente

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Enviado por Ricardo Noblat -  7.8.2013  | 9h15m GERAL Dizendo não ao tráfico, por Zuenir Ventura Zuenir Ventura , O Globo Uma das diferenças entre a ditadura militar dos anos 60/70 e a do narcotráfico de agora é que contra aquela ainda havia lugar para algum tipo de contestação, embora com risco; já esta não permite qualquer desobediência a suas ordens. Toda oposição é castigada com tortura e execução. Por isso, assume caráter inédito a resistência do AfroReggae e de seu coordenador, José Junior, à pressão exercida pelos traficantes do Complexo do Alemão e da Penha por meio de ameaças de morte e vários atentados a prédios da entidade, comandados à distância, ao que tudo indica, por dois dos mais perigosos bandidos do estado: Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP, que cumprem pena na penitenciária de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. Como chama a atenção o próprio Junior, "o importante nessa história é que pela primeira vez uma instituição não acat...

Banalização do Bem versus Banalização do Mal // Zuenir Ventura

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Enviado por Ricardo Noblat  -  31.07.2013  |  09h15m GERAL Banalização do Bem, por Zuenir Ventura Zuenir Ventura , O Globo Nesses tempos sombrios de violência, guerra, miséria e fome, em suma, da chamada banalização do Mal, é sintomático que o Papa Francisco tenha conseguido um extraordinário sucesso pregando justamente o contrário, algo como a banalização do Bem. A sua foi a primeira voz autorizada de alcance planetário a se levantar contra a razão cínica em voga, propondo em seu lugar um círculo virtuoso, uma espécie de revolução ética contra a cultura do provisório, da exclusão e do descartável. Quem sabe ele não estará pondo fim a um ciclo de produção do mal como energia incontrolável? O filósofo francês Jean Baudrillard, estudioso do tema e cético quanto à sua erradicação, achava inevitável o funcionamento das sociedades sobre a base da “disfunção, do acidente, do catastrófico, do irracional”. Na sua opinião, “dizer que tudo isso pode ser exorci...

Aguardando os 'finalmentes', mas sem confiança ou interesse

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Enviado por Ricardo Noblat  -  04.08.2012  |  14h03m GERAL À espera dos finais, por Zuenir Ventura Zuenir Ventura , O Globo Dois sucessos do momento continuarão em cartaz por cerca de mais um mês, mantendo o público em suspense sobre o final. Quem não está interessado em descobrir como vai terminar “Avenida Brasil” e quem não quer saber qual será o desfecho do julgamento do mensalão? Que destino terão Carminha e Nina? O que acontecerá com José Dirceu? Pra só falar dos personagens principais. Com “Primo Basílio”, Eça de Queirós tinha a “ambição de pintar a sociedade portuguesa” do fim do século XIX, composta por uma burguesia que ele considerava decadente. Não se sabe se, com sua novela livremente inspirada naquele romance, João Emanuel Carneiro tem também a pretensão de refletir o país da CPI do Cachoeira e dos mensaleiros. De qualquer maneira, pode-se estabelecer alguma analogia entre o clima moral do folhetim e o da realidade política atual, nos qu...