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""Somos a decadência de um prognóstico de esperança..." / Ensaio sobre Proust / Arnaldo Jabor

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Cem anos de Marcel Proust 19 de novembro de 2013 | 2h 12 ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo Há cem anos, saiu o primeiro livro de Tempo Perdido de Proust, comemorou outro dia o proustiano fita azul Mario Sergio Conti. Também já escrevi aqui sobre esse gênio raro e volto hoje, citando-me, apesar de "citação em boca própria ser vitupério". Sim, eu confesso que custei a ler Proust, e até 2007 só conhecia No Caminho de Swann, como muita gente. Depois, me decidi, tranquei-me por quatro meses e não fiz outra coisa se não ler a obra completa de mais de 3 mil paginas. Quando acabei, tive vontade de começar de novo. Fechei o livro como se perdesse um amigo. Como pude viver tanto tempo sem conhecer este grande herói da solidão da arte, que nos ofertou sua própria vida, uma vida que ele viveu "fora" da vida mesma, solitário observador da malta de mundanos, quando frequentava os salões da Terceira República francesa, ainda com os ecos do Segundo Império? ...