O Politicamente Correto precisa de um discurso mais correto, ou seja, menos preconceituoso
GUILHERME FIUZA Uma banana para a patrulha racial Helio de La Peña e Daniel Alves trocaram o rancor pela inteligência, ao zombar do preconceito GUILHERME FIUZA 23/11/2015 - 08h20 - Atualizado 23/11/2015 08h20 A humorista Ju Black Power contou nas redes sociais que foi processada porque disse que era preta. Ou seja: foi alvo de uma ação judicial por preconceito racial contra si mesma. Ju faz sucesso com as características físicas que a natureza lhe deu, não tenta parecer o que não é, apenas trata com irreverência os tabus relacionados à cor da pele. Qual é, então, seu pecado? Seu pecado é não ser uma militante racial – imperdoável para a indústria cada vez mais poderosa do politicamente correto. Vamos repetir: trata-se de uma indústria. Um mercado que não para de crescer, proporcionando gordos lucros da política às artes, da notoriedade ao voto. Ou talvez seja melhor falar em vultosos lucros, porque “gordos” pode ofender alguém. ...