O VALOR DO PASSADO De sábado para domingo, no Skorpius, um bar do hotel Antares, quatro amigos tentaram retomar uma conversa interrompida há 40 anos na rua Formosa em torno de uma mesa de jantar, onde se jogava ‘futebol de botões’. Para reforçar a memória, um ‘time inteiro’ saiu de uma caixa de sabonete Phebo, uma caixa redonda de madeira e, com o carinho de quase meio século foi juntar-se aos copos de cerveja e aos pratos de iscas. Ainda envolto em talco, junto a papeis de seda, mas sem o brilho das parafinas, eles começaram a escorregar pressionados por uma palheta, que nada mais é do que o anteparo de uma chupeta de criança, atrás de um grão de milho, a bola oficial. Os craques que antes serviram a capas, paletós ou roupas fem...