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"Intervenção não é desejável, é inevitável" / Roberto Medina

Intervenção não é desejável, é inevitável  ROBERTO Medina  O Globo - 23/03 Em vez de guerra ideológica, precisamos de choque de gestão, sem tempo a perder. De repente uma execução bárbara, e Marielle torna-se símbolo de qualquer rótulo que se queira pregar nela, em seu louvor ou seu apedrejamento. Enquanto viva, defendendo causas, exigindo ações, acertando aqui, errando ali, não me lembro de ter lido qualquer texto abordando sua luta, e a importância desta luta para o Rio encurralado. Nunca deparei nas redes sociais com alguém que a defendesse ou a atacasse. E, no entanto, não importa nas mãos de quem, as armas que a mataram há muito já disparavam contra cada carioca. Estamos vivendo um momento trágico, em que o nosso estado agoniza e precisa de união de todos, acima das divergências, em defesa da causa maior. Marielles, Marias, Andersons, Antônios, universitários, operários. Marielles e Marias que temem levar filhos à escola ou ao parquinho, Andersons e Antôni...

Frase / Editorial do Estadão

Bate-boca entre ministros do STF prestou-se a simbolizar a degradação de um Poder que hoje é fonte e motor de grande parte das crises que infelicitam o País

"STF, uma visão do Inferno" / Percival Puggina

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STF, UMA VISÃO DO INFERNO por Percival Puggina. Artigo publicado em  23.03.2018  Não, três vezes não! Eles não farão um Brasil à sua hedionda imagem e semelhança. Nesta noite de 22 de março, enquanto escrevo, sinto o coração apertado. Sei que, neste momento, os ratos se regozijam nos porões do submundo e os grandes abutres festejam nas iluminadas coberturas do poder. Aos olhos escandalizados da nação, o STF testemunhou contra si mesmo. Falou aos trancos com o “humanitário” Gilmar Mendes. Soprou vaidade e ironia matreira com Marco Aurélio Mello. Tartamudeou e olhou assustado com Rosa Weber. Perdeu resquícios de pudor militante e se fantasiou de amor ao próximo com Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Deu razão a Saulo Ramos com os floreios monocórdios de Celso de Mello. Enquanto confessavam suas culpas e exaltavam a impunidade, viralizava o crime, a corrupção e o pandemônio moral. Suas palavras nos aprisionavam ainda mais, corroendo esperanças que juízes de verdade h...

"Um terremoto, um marquês e uma nação de concurseiros" ? dr Tony Carvalho

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https://www.blogbrainstorm.com/single-post/2017/10/23/Um-terremoto-um-marqu%C3%AAs-e-uma-na%C3%A7%C3%A3o-de-concurseiros Um terremoto, um marquês e uma nação de concurseiros October 23, 2017 | Dr. Tony Carvalho Lisboa, primeiro de novembro de 1755. Um terremoto seguido de um maremoto destruiu grande parte da cidade. Milhares de vítimas fatais se amontoaram pelas ruas e, desejoso da reconstrução de sua capital, o rei de Portugal Dom José I confia em Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, como o renovador da cidade. A reconstrução andou a passos largos, mas a maior parte do ouro para pagar essa reforma vinha da capitania brasileira mais rentável da época: Minas Gerais. Portugal apertava a colônia o máximo que podia, porém, mesmo aumentando impostos, o rei não obtinha recursos suficientes para alcançar seus objetivos de renovar Lisboa. Após Dom José I ser baleado enquanto retornava ao palácio, o Marquês de...

Tá difícil acreditar no Brasil como país...

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Assassinato de vereadora desafia a intervenção 7 Josias de Souza 15/03/2018  16:20 Compartilhe Duas frases de Michel Temer sobre o fuzilamento da vereadora Marielle Franco:  1 ) Ela “fazia manifestações, trabalhos com vistas a preservar a paz e a tranquilidade na cidade do Rio de Janeiro. Por isso, aliás, nós decretamos a intervenção, para acabar com esse banditismo desenfreado que se instalou naquela cidade por força das organizações criminosas.”  2 ) “Estamos no Rio de Janeiro para restabelecer a paz, restabelecer a tranquilidade. […] Não destruirão o nosso futuro; nós destruiremos o banditismo antes.” O presidente da República ainda não se deu conta. Mas ninguém olha para o Rio de Janeiro pensando no futuro. Ironia sinistra: O escritor Stefan Zweig, autor de ‘Brasil, País do Futuro’, suicidou-se por não aguentar o presente. Ao decretar intervenção federal na segurança do Rio, Temer trouxe o presente trágico da cidade e do Estado para o seu co...