Dilma recebe MPL, governadores e prefeitos para discutir manifestações
Onda de protestos no País motivou encontro com líderes. Movimento Passe Livre, que organizou atos contra novas tarifas, declarou-se surpreso com convite feito pela presidente
iG São Paulo|
Depois de uma semana de manifestações nas principais cidades do país, a presidenta Dilma Rousseff recebe nesta segunda-feira o Movimento Passe Livre (MPL), governadores e prefeitos das capitais. Na sexta-feira (21), em cadeia nacional de rádio e televisão, ela defendeu o direito de protestar, mas condenou o vandalismo e os atos de violência . A presidenta disse que está atenta às reivindicações e que o pedido de mudança é legítimo.
Reprodução
Dilma Rousseff durante fala em cadeia nacional sobre a onda de protestos no País
“Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo, de propor e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida, de defender com paixão suas ideias e propostas, mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira”, disse na ocasião.
A presidente conversa com os líderes dos protestos, às 14h. Em sua página na internet, o MPL publicou uma carta aberta declarando-se "surpreso" com o convite feito pela presidente para uma reunião.
O documento será entregue pelos ativistas no encontro no Palácio do Planalto e defende a tarifa zero, a municipalização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e mais verbas do governo federal aos municípios para que sejam adotadas políticas de priorização do transporte público em todo o País. Eles afirmaram ser contra a desoneração de impostos.
"Gostaríamos de conhecer o posicionamento da presidente sobre a tarifa zero no transporte público e sobre a PEC 90/2011, que inclui o transporte no rol dos direitos sociais do artigo 6º da Constituição Federal", diz a carta.
Após a reunião com os líderes, Dilma deve se encontrar com os prefeitos das capitais às 16h, mas antes, ao meio-dia, eles participam de reunião na sede da Frente Nacional de Prefeitos. Paralelamente, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estará, às 15h, no Rio de Janeiro, para se reunir com o governador Sérgio Cabral e com o prefeito Eduardo Paes.
Manifestações
No Distrito Federal, há manifestação marcada em Taguatinga, a maior cidade dos arredores do Plano Piloto, cuja concentração está prevista para as 14h, na Praça do Relógio. De acordo com líderes do movimento, o protesto é contra a qualidade dos serviços públicos, a corrupção e os gastos na Copa das Confederações e na Copa do Mundo de 2014.
Em São Paulo, a previsão é que os protestos ocorram apenas amanhã (25). Há um ato organizado na capital. A concentração está marcada para as 7h, no Largo do Campo Limpo e no Capão Redondo.
Na semana passada, os protestos levaram, em algumas cidades, à redução das tarifas de ônibus, cuja reivindicação predominou nos atos. “As manifestações da semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças, mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira”, disse Dilma.
A presidente lembrou que a geração dela lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. “Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada, e ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros. Sou a presidenta de todos os brasileiros, dos que se manifestam e dos que não se manifestam. A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática”, ressaltou.
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La tiranía socialista sin real oposición RONNY PADRÓN | EL UNIVERSAL miércoles 23 de octubre de 2013 12:00 AM No está demás reiterarlo, hablamos de una realidad que sigue determinando nuestro presente e incluso nuestro futuro como nación. Porque difícil resultará hallar en la actualidad un ejemplo que refleje en mejor manera nuestra inédita sintonía entre gobernantes y gobernados. En la Venezuela de hoy, sometidos a un proceso de esclavitud socialista –el socialismo cuando gobierna lleva tal impronta– que hace de la vida diaria del venezolano promedio una auténtica carrera por sobrevivir, la directiva nacional del principal movimiento demócrata, llamado como está a confrontar y vencer políticamente al régimen en gobierno, inexplicablemente se dedica a garantizar la permanencia del mismo en el poder, pues en lugar de "oponerse" a sus tratativas esclavistas, se afana por cohonestarlas. Entre tales se destaca la legitimación absol...
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