Do blog de Sergio Rodrigues / Todoprosa


Sergio Rodrigues>
02/2012
 às 13:25 \ Pelo mundo

Quando escritores falam de sexo – e isso não é ficção


Desta vez a lista do Flavorwire (em inglês) é picante: cartas de amor com conteúdo sexual, na maior parte dos casos explícito, assinadas por escritores famosos. Leitura muito divertida. James Joyce (foto), insuperável, faz até Charles Bukowski parecer um coroinha.
*
O crítico acadêmico João Cezar de Castro Rocha publicou na última edição do Prosa & Verso um artigoalentador e de leitura obrigatória. Ainda bem que a fauna e a flora da universidade são diversificadas a ponto de incluir visões lúcidas, autocríticas e generosas como esta:
Dada a pluralidade da produção atual, é impossível decretar a morte da crítica ou o impasse definitivo da literatura, simplesmente porque há muito tempo não mais existe uma única forma de poesia, prosa ou crítica — aspecto que desautoriza juízos totalizadores.
A tarefa atual da crítica é realizar uma arqueologia das formas do presente, a fim de descrever os movimentos novos esboçados na prosa, na poesia, no ensaio e na interlocução crescente com os meios audiovisuais e digitais. O único modo de fazê-lo é dedicar-se à leitura atenta da produção contemporânea, em lugar de proferir sentenças magistrais, com base na hermenêutica mediúnica dos profissionais do obituário alheio.
Trata-se de evitar a vocação fóssil do crítico que recorre ao truque fácil de confundir o agudo com o obscuro.
*
Este artigo (em inglês) de um renomado pesquisador acadêmico americano – sobre suas tentativas frustradas de consertar um artigo torto na Wikipedia citando fontes primárias, todas rejeitadas em nome de fontes secundárias duvidosas – levanta um ótimo debate sobre os limites do crowd-sourcing, que ambiciona engarrafar a tal “sabedoria das multidões”.
*
Não se deve acusar de provincianismo aqueles que vêm da província, mas, quando se comportam com arrogância sem igual, como fizera o Sr. Piffl-Percevic, aí, havendo oportunidade, cumpre, sim, registrar o fato.
Há um certo estado de espírito — entre o cansaço, a desilusão e a impaciência difusa — em que o último resquício de humor se despede do cidadão. Para esses casos extremos existe um bálsamo chamado Thomas Bernhard (aqui em “Meus prêmios”, Companhia das Letras, 2011).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Setor bancário do Brasil tem REUNIÃO IMPORTANTE com executor da Lei Magnistik